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CATARRO VERDE

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ASSIM É, SE LHE PARECE.

[Pirandello]



BLOG MAL E PORCAMENTE
ESCRITO DESDE 2001 POR SERGIO FARIA,
GINECO-PROCTOLOGISTA AMADOR,
ADVENTISTA DO 7º DÍGITO,
TRESBESTERIANO E DEVOTO
DE SANTA IGNORÂNCIA.

MELHOR VISUALIZADO
POR QUEM NÃO É CEGO.







COMENTAR?



Primeira lição
de informática:

software é aquilo
que você xinga,

hardware é aquilo
que você chuta
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Segunda-feira, Abril 30, 2001
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“Personalidades” baianas que assinaram o manifesto de apoio a ACM: Zelia Gattai, Dona Canô, Gal, Ricardo Chaves, Popó e o time do Bahia, até agora. A Zelia, hein, quem diria? “Querem cassar a voz da Bahia no Senado”. Ah, tá…conta outra, coronel.

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O Datafolha apresentou a 815 mulheres de São Paulo uma lista com 15 nomes de brasileiras famosas e a pergunta: qual delas você gostaria de ser? Ganhou Fernanda Montenegro, 71 anos, com 18% dos votos. Hmm. Gisele Bündchen ficou nos 3%. Sei. Luciana Gimenez e a Feiticeira não passaram de 1%. Tá. Gente do ramo costuma dizer que o brasileiro mente em pesquisas. Nesses resultados eu só acreditaria se tivessem usado pentotal, o soro da verdade, associado a um polígrafo, o detector de mentiras. Informada sobre o resultado, Fernanda comentou, do alto de sua estatura: “Não votaria em mim nem pra síndica…”.

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Um avião!…Um avião!…

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Ah, hoje me redimi na cozinha. Risoto cremoso de arroz integral com queijo, pimentas vermelhas e cebolinhas verdes. Nacos de alcatra ensopada com prosaicos cubos de chuchu e gergelim. Te cuida, Boseggia! Te cuida, Massimo Ferrari! Te cuida, Monika Galloni!

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No mundo réptil blogal, aliás, tem Lagarta, Lagartixxxa e Lalagartixa. Três blogs da melhor qualidade.

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Largatinha agora está mais azul do que nunca. Largatinha tá estudando pra ser médica, mas ela é uma escritôura, ora se é. Squish, squish, squish…

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Alguma novidade sobre os efeitos disso e disso?

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Acalmai-vos, irmãos. O Simba não vai acabar. O que rola é o fim do contrato entre o Zoo de São Paulo, dono da área e dos animais, e o Chico Galvão. A Fundação Zoo prepara nova licitação que é obrigada a fazer para escolha de quem vai administrar tudo e assinar novo contrato (o atual vence amanhã, depois de 30 anos). O Chico, que não é bobo, provocou e conseguiu frisson na imprensa para fazer pressão. Claro que deverá participar da nova licitação e talvez até ganhe, para felicidade geral, já que tocava as coisas (menos o restaurante, sempre uma bosta) muito bem. Hoje o Simba abre das 9 às 16:30h. R$ 21,50 por carro, é mole? De minha parte, saudades da Camila (não aquela do Baixo Augusta, mas a camela simpática que lambia e babava litros na minha mão – a do Baixo Augusta baba em outro lugar) e do Zébrão, o zebro que sempre botava a cabeça e o pescoção pra dentro do meu carro pela janela aberta, à procura dos amendoins que comia no console do painel. Bichos. Eu me dou bem com todos eles.

No Simba nasceram 3 filhotes de tigres siberianos, bichanos quase extintos no mundo. Fale em voz alta, rapidinho: três pratos de trigo para três tigres. Ah, você errou e não vai ganhar o ingresso de grátis para visitar o novo Simba;)

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Com mil gritinhos! Pelas orelhas do padre Marcelo! Pelas narinas da Galisteu! Pela testa da Sandy! Abrem-se as preguinhas das cortinas e o mundo blogal apresenta… as BAFORENTAS CONECTADAS!

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Tom, a dos peitos e sardas, ruiva, anel no dedo médio da mão esquerda, terceira foto da esquerda pra direita, Regina – quem é?

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Fernando Weno, o criador do Tá Pensando o Quê?, lê o Catarro Verde.

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Domingo, Abril 29, 2001
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Parafraseando Tom Jobim, o Netscape é bom mas é ruim, o Explorer é ruim mas é bom.

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O comercial da C&A pro Dia das Mães tem a voz do Otto na trilha.

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Tudo bem com a Julia Roberts, mas já reparou como ela tem o lábio inferior na parte de cima? Bom pra beijar de cabeça pra baixo.

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Eduardo Junqueira, o criador do Duff in Jail, lê o Catarro Verde.

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2 clique, 2 palito, 2 peitinho legal.

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Coincidências logotipais. Na Paulista com Haddock Lobo (SP), em dois prédios colados, o R branco isolado em fundo vermelho do Banco Rural convive ao lado do R branco isolado em fundo vermelho da lanchonete Red.

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Achados e perdidos. Por onde andará Lala Deheinzelen, mocinha das mais sassariqueiras, atriz, produtora, legítima proprietária de uma linda pinta no rosto, ruiva de verdade, voz rascante, sotaque húngaro sensual, óculos tonydimarco?

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Ele não sabe cozinhar. Ele é Joselito.

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Tá defumado. Tá tudo defumado. Bosta.

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Merda total no mocó. Fiz uma carne, queimou. Fiz um arroz, queimou também. Cheiro de queimado impregnando tudo. No rescaldo os bombeiros encontraram uns pedaços de carne chamuscada que vou rangar com bolacha. Bosta.

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Sábado, Abril 28, 2001
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***Merda grátis na Quinzena do Painel Violado! Mr. Manson, o maluco do Cocadaboa, avisa: ao enviar um pote de merda de verdade para um membro do Congresso, você só paga o frete, o barro é grátis. Pra enviar a filhos da puta comuns, você paga R$ 4,90 + frete. Já a merda virtual e-merda, você não paga nada pra enviar. São 9 cagalhões lindinhos à sua escolha.

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Prazer, Natacha Merritt. Link enviado pelo meu amigo Magiozal. Que, aliás, informou: a menina do cabelinho curto que eu vi de relance no programa do Enrugadinho Groisman era a atriz da Globo Débora Falabella. Muito gostosinha.

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Catarro Verde é um blog podre, mal educado, grosseiro, escroto, mas quem lê é só gente fina, inteligente, antenada, talentosa e de muito bom gosto.

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E já está disponível no Napster aquela primeira música gravada pela banda da Ciça, a 4track Valsa: Na Pista, mixada especialmente para uma coletânea alemã.

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No ar a web/radio do meu amigo Renato Di Giorgio, dono do Amnésia. Já estão rolando na playlist 10 músicas compostas por ele em seu projeto “electronic-techno-guitar”. Você vai ser o primeiro a ouvir, porque o lançamento da rádio está sendo feito agora no Catarro Verde.

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Quando eu era moleque sentia tesão na Vênus, do Botticelli. Hoje vejo que ela tem cara de monga, nariz de batata, pés feios, pescoço comprido, pouquíssimo peito e baixa expectativa de bunda. Uma baranga, enfim. Não quero mais comer;)

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Shirley Horn, minha nega, é o seguinte: tu é paga pra cantar, portanto vai já saindo dessa caixinha, vamo, vamo. Manda bem maciozinho Here’s to Life. Isso. Assim.

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O André participava com a gente de um dos BBS mais criativos, malucos, livres e independentes que já existiram no Brasil, a Capslink, tocada num programa com interface gráfica que eu curto demais, o First Class Client. Uma inesquecível comunidade online com gente da melhor qualidade (e alguns/algumas filhos/filhas da puta também, como em todo lugar, mas esses e essas a gente esquece), onde estavam também Livia e Luca Benedetti e os meus amigos blogueiros Jean Boëchat, Marcos RS, Mario AV, Tom-B e Winston Abav Smith. Muito bem-vindo ao Catarro Verde, André.

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O sem-blog André Conti, que não é mais “um adolescente meio espinhudo e gordinho”, lê o Catarro Verde.

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Quinta-feira, Abril 26, 2001
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*CAMPINAS URGENTE - da agência BoëchatPresse Um fato grave aconteceu esta semana em Campinas (SP): um jovem de boa aparência foi a uma festa na boate Armazém Geral. Estava se divertindo, bebendo muito, quando uma garota deslumbrante o convidou para ir a um lugar privativo fora dali. Seduzido, o rapaz aceitou. Foram a um motel, continuaram bebendo e começaram um curioso jogo: ela fazia perguntas, e, cada vez que ele errava, tinha que beber outra dose. Até que apagou. Horas depois, acordou nu e deitado numa banheira de gelo. Com uma “dor terrível na bunda”, olhou em volta e percebeu que estava só. Viu então algo escrito com batom no espelho: “Ligue para o Pronto Socorro. Não peide ou morrerá”. Ele ligou e relatou tudo aos paramédicos. Um dos atendentes orientou-o a olhar-se no espelho. Aparentemente estava tudo normal. Foi orientado a tatear seu orifício anal. E percebeu um buraco de aproximadamente 50 cm! “Sente-se na banheira imediatamente e não saia até a equipe de emergência chegar!” – alertou o atendente. Haviam roubado o ânus do rapaz. Ele foi internado em estado grave no HC da Unicamp. Segundo informações colhidas na Seccional de Polícia local, cada ânus com pregas perfeitas vale de US$ 150 mil a US$ 200 mil no mercado negro internacional. Ânus assim estão sendo implantados em prostitutas na Ásia, além de bichas milionárias de Campinas mesmo. As autoridades estão com dificuldade para localizar a quadrilha especializada no roubo e contrabando de ânus. A vítima de Campinas continua internada e conectada a um moderno sistema que retira mecanicamente suas fezes, enquanto a família procura doadores na esperança de encontrar um cu compatível. Isto não é um conto: é notícia real e até ontem estava sendo investigado em sigilo. Entretanto, as autoridades promovem uma campanha de esclarecimento à população, recomendando que os cidadãos eliminem as pregas de seus familiares e amigos, como forma de evitar o pior. Você decide: perder umas preguinhas ou tornar-se alvo da perigosa quadrilha que pode roubar-lhe o ânus inteiro?

Aviso do Catarro: Considerando o perigo que correm as nossas leitoras diante da notícia acima, uma equipe especial do Green Catarro’s Health Care & Fucking Ass Institute montou um posto de emergência para remoção de pregas anais femininas sem dor. Um carregamento especial de Fleet Enema (cus limpinhos facilitam a operação), KY e Jontex Ultra (não rompe nem que você coma o cu da Estátua da Liberdade) está chegando em aviões Hercules da CAMP (Cavalaria Aérea da Marinha Portuguesa). Solicitamos à Pfizer um aporte especial de Viagra para garantir atendimento 30 horas. Luminosos com o letreiro RELAXA, AMOR piscando sugestivamente já foram instalados. Fronhas com a frase TUDO BEM, JÁ ENTROU A CABECINHA foram especialmente bordadas no interior do Ceará por mão-de-obra barata financiada pela Sudene e habituada a levar no cu a vida inteira. Vamos começar uma distribuição de senhas por resposta automática de e-mail. As primeiras 700 leitoras que enviarem mensagens terão direito a um cafuné na prega-mestra antes da remoção. Depiladas receberão atendimento idêntico às demais – não adianta insistir em privilégios. Na saída, serão distribuídos adesivos de segurança para automóveis: JÁ FUI ARROMBADA.

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Leio reclamação de um espectador sobre o Cine Astor (SP) no Reclame & Ame: “fui ao cine Astor no Conjunto Nacional na Av. Paulista e vi que este cinema (…) está totalmente abandonado, caindo aos pedaços (…) o forro está desabando. Algumas cadeiras desmontam (…) a projeção é de péssima qualidade, o negativo foi queimado duas vezes, interrompendo a projeção…” (Renato C. - São Paulo). Bom, se já estão projetando o negativo, é porque tá feia a coisa lá no Astor;)

Na verdade, como escrevi ontem, vão fechar o Astor no fim do ano. Vai virar um conjunto de 6 salinhas de 100 lugares. O velho cinemão das antigas, com 850 lugares, 300 placas acústicas e umas 40 caixas de som, é hoje uma das últimas 2 grandes salas que sobraram em São Paulo (a outra é a do Marabá, que ainda tem lanterninha), já está com o ar condicionado arruinado, não se encontra quase nenhuma poltrona inteira, há grandes goteiras, o carpete apodreceu e se desmancha, e nada vai receber manutenção. A ordem é deixar morrer. Eu soube ontem e fiquei triste. Eu adoro aquele cinemão. Me lembra um megacinema que existia em Garça (SP), onde morava minha avó materna quando eu era muito pequeno. O Cine São Miguel, acredite, tinha 2.500 lugares. Em Garça! Dava 3 Astors. Tinha cortina vermelha guardando a telona, soava um gongo e acendiam-se luzes coloridas quando o filme ia rolar, talvez tenha tido até pianista. Pra entrar à noite, só de paletó. Pirralhos como eu, de calça curta e passando férias ali, só entravam na matinê. Hoje talvez exista alguma igreja caça-níqueis por lá, nem quero saber. Só sei que o Cine São Miguel morreu. Antes ele do que eu. Mas podiam salvar o Astor.

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Pô, eu aqui fazendo todos os links na unha e o meu amigo Marcondes, pai do Guga, revela que os portadores de Rwindows têm um botão fazedor de link automático no Blogger. Eu também quero isso.

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Levei uma puta bronca da Ruth por causa da brincadeira com os anõezinhos. Tive que ir dormir sem videogame e sem sobremesa:( Mas ela também me falou umas 10 coisas muito carinhosas:)

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Ruth Mezeck, a criadora do Artimanhas, lê o Catarro Verde.

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Tá na banca a TPM (Trip Para Mulher) #1. Manda uma bela entrevista com Sila (Ilda Ribeiro de Souza), viúva do cangaceiro Zé Sereno (45 anos de casamento sem dar um beijo na boca), do bando de Lampião – uma das 6 mulheres do cangaço ainda vivas, hoje com 79 anos e morando na Zona Norte de São Paulo. Dona Mocinha (Maria Ferreira), 90 anos, a única irmã viva do Rei do Cangaço, também falou. Vem ainda matéria sobre mulheres com profissões estranhas, na visão da repórter-gonzo Eva Veríssimo, a saber: maquiadora de cadáver, exterminadora de insetos, distribuidora de folhetos. Editorial: “Eu não sou cachorra não”, escrito por Paulo Lima. Ensaio fotográfico: Rodrigo Santoro, pra quem curte. A revista linka para o site TPM+, onde há conteúdo complementar à versão de papel. Só acho que tem muito homem editando, e isso transparece em algumas abordagens das matérias. Mas acho que você vai gostar da TPM. Logo a mulherada bota o excesso de homens pra correr, acaba com o slogan besta e ela fica melhor ainda.

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Gente afins de você: Eu tô facinho, site com fotos e dados de pessoas disponíveis para contatos imediatos do primeiro, segundo, terceiro e quarto graus.

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Sem tesão, amor? Toma um Niagara.

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O Cine Astor, um dos 2 últimos grandes cinemas das antigas em São Paulo (o outro é o Marabá) que ainda estão inteiros (ou nem tanto) vai ser fechado no fim do ano. Vão fatiá-lo em 6 salinhas de 100 lugares. Depois escrevo mais sobre ele, que hoje eu não tô bom.

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Aryclenes Venâncio Duarte, mais conhecido como Lima Duarte, contracenou hoje com o Fagundes no Porto dos Milagres, deixando bem claro qual dos dois é ator. Fagundes foi reduzido a subnitrato de pó de peido.

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Laura Pilla, a criadora do Looowra, lê o Catarro Verde.

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Quarta-feira, Abril 25, 2001
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Livia, ontem você guiou o tomóvinho muito bem, do Pandoro até sua casa, pela primeira vez à noite (e sem carta). Jaca Putão testemunhou e sorriu. Agora está todo mundo lendo, todo mundo sabendo. Eu me orgulho de você. Este vai ser meu único post de hoje, em sua homenagem. Eu te amo.

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Terça-feira, Abril 24, 2001
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Hoje a TAM apresentou os novos uniformes de sua tripulação, com cores diferentes para vôos diurnos e noturnos. Segundo a empresa, a mudança não é apenas estética, mas “visa estimular os 5 sentidos dos passageiros”. Depois eles reclamam que a gente passa a mão na bunda das comissárias. É o tato estimulado, oras.

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Já o gostosinho aqui mereceu o seguinte comentário dos editores do Spam Zine: Agora, um aviso. Mais abaixo, no texto de abertura do Spam, os senhores terão em mãos um grande exemplo da verve de Sergio Faria, editor do blog Catarro Verde (http://catarro.blogspot.com), o mais politicamente incorreto da internet (Sergio, pode postar lá que Ricardo Sabbag, do Spam, lê o Catarro Verde) e certamente um dos melhores textos da web. Não percam por esperar. Tire a vovó da frente do computador e tape os olhos se for cardíaco. O texto de Sergio é uma porrada na boca do estômago. Keep going, pal. Valeu.

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O Spam Zine está sendo comentado hoje por Pedro Doria, do NO., em artigo intitulado Literatura do Século 21.

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Alguns dizem que foi a penicilina. Outros, o computador pessoal. Conversa. A melhor invenção do século passado foi o Mega Trufa.

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O Brasil é o segundo maior consumidor mundial de Viagra. Caralho!


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Beleza, o som e a poesia do sertão pernambucano que vem pelas mãos do Cordel do Fogo Encantado, agora no Jô. Talento e vitalidade isentos de contaminação por fungos da moda e bactérias da colonizacão mental. E já mandaram um CD.

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Saiu domingo 22 no Spam Zine #12 meu Rodízio de Strip-Tease. O Spam Zine, que você pode assinar de grátis no site deles, é um e-zine que manda “cultura pop, literatura interativa, jornalismo alternativo, amor livre e gostosinho” a mais de 500 leitores do Brasil, Japão, Estados Unidos, França e Itália. É editado por Alexandre Inagaki e Ricardo Sabbag, mantendo colaboradores em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraíba, Tocantins, Goiás, Pernambuco e Minas Gerais, por enquanto.

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O sem-blog Roberlan Borges, que me mandou um e-mail muito engraçado na madruga passada, lê o Catarro Verde.

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Segunda-feira, Abril 23, 2001
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Por R$ 5,90 + frete, você manda um pote de merda de verdade para aquele filhadaputa que te sacaneou. Vai pelo correio, garante o maluco de pedra Mr. Manson, do Cocadaboa, que me pediu os direitos de lançamento do e-catarro. Vou falar com os velhinhos do sanatório de tuberculosos.

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Prenderam mesmo Fernandinho Beira-Mar. Falta prender Fernandinho Beira-Mar-da-Flórida.

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Tem muita gente que merece receber uma e-merda, não tem? Pois agora você pode mandar.

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Por que será que no Brasil o nome do filme Enemy at the Gates virou Círculo de Fogo? Círculo de fogo não é quando a pessoa come pimenta demais?

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Vozes que eu não suporto mais ouvir na TV: FHC, Galvão Bueno, Boris Casoy, Salete Lemos (“não é bem assim, Bóóris”), Chico Pinheiro, Ney Gonçalves Dias, Cinyra Arruda, o cara da Camisaria Fascynius, Ciça Guimarães, Brito Junior, Marcio Canuto, Cleber Machado, Amaury Junior, Faustão, Paulo Henrique Amorim, Gugu, Miguel Falabella, Tom Cavalcanti, Cid Moreira, Paulo Maluf, Marta Suplicy, José Luiz Datena, Tony Ramos, Alexandre Garcia, por aí.

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Madruga quente, suor, não se decide se o frio vem ou não, bebida vagabunda, Tom Waits.

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Adoro onomatopéias. Ouça o sapatinho vermelho da Cristiane depois da chuva: “squish, squish, squish…”

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O sem-blog Edu Lima, assídio frequentador da vizinhança blogal, lê o Catarro Verde.

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MORFINA
(Drauzio Varella)


Dor fraca qualquer analgésico espanta. Dores de intensidade intermediária, daquelas que melhoram com antiinflamatórios, impõem limitações, tiram a alegria, mas permitem que a vida siga em frente. Não é dessas dores que trato neste artigo, vou falar da dor forte, a mais trágica sensação transmitida pelo corpo. As dores fortes podem vir em cólica ou como pontadas que não passam. A cólica ataca no abdome, retorce, afrouxa e aperta de novo uma porção de vezes. Quando é muito forte, dá vontade de rolar no chão; a pessoa sente que vai se rasgar por dentro. Quem já teve cólica renal ou de vesícula sabe o que é isso. A pontada que não passa é mais insidiosa: começa, aperta até atingir um platô e fica. Parece que enterraram uma faca na carne da gente. Depois de algumas horas com ela, a vida se transforma num vale de lágrimas. Às vezes, é pior do que a morte.


Como cancerologista, convivo com essas dores intensas, persistentes, há 30 anos. Nesse tempo, aprendi que elas só desaparecem com morfina. Os demais analgésicos reduzem a intensidade, mas dificilmente acabam com dores muito fortes. A pessoa fica aliviada com eles, é lógico: doía 100, tomou o remédio, agora dói 30! Melhorou, mas a dor não foi embora; ficou lá, no fundo, como um alicate frouxo, pronto para apertar assim que diminuir o efeito analgésico. A morfina é a única droga que reduz esse tipo de dor a zero. Tanta tecnologia na medicina e ainda não inventaram analgésico melhor. A morfina foi obtida a partir do ópio há 200 anos, na Alemanha. O ópio é retirado do leite da papoula e tem sido usado como remédio há mais de 2.000 anos. Os médicos do Império Romano já o receitavam. Na Idade Média, fez parte de elixires e tônicos usados como panacéia para muitas doenças. Alguns deles, como o elixir paregórico, resistiram até recentemente nas farmácias brasileiras.


Hoje, o tratamento com morfina geralmente se restringe a dois grupos de doentes: aqueles que precisam da droga por um período curto, no hospital, para enfrentar dor de cirurgia, osso quebrado ou ferimento; e os que fazem uso crônico dela, como as pessoas queimadas e os portadores de câncer. No hospital, é fácil receitar morfina. Para o doente que está em casa, entretanto, a obtenção da droga é um drama para a família. Ou para ele mesmo se não tiver quem o ajude. O médico é obrigado a fazer a receita num formulário amarelo, numerado. Para obtê-lo precisa se cadastrar numa repartição pública no centro da cidade, pessoalmente, de preferência. De posse da prescrição, começa a via sacra dos familiares atrás de uma farmácia que venda morfina. Mesmo nos grandes centros urbanos é muito difícil encontrá-la; nos bairros pobres e nas pequenas cidades, então, impossível.


Isso acontece porque as farmácias que vendem morfina obedecem a uma legislação que impõe fiscalização rígida. De fato, esses estabelecimentos são os mais fiscalizados. Se você fosse dono de farmácia, ia preferir vender morfina, que custa barato, e trazer o fiscal para dentro da sua casa ou os medicamentos que a indústria põe à venda a preços pirotécnicos sem qualquer fiscalização? As dificuldades nessa área são de tal ordem, que o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul entrou com uma ação na Justiça contra a Vigilância Sanitária por cercear o exercício da medicina. Embora seja a pior, a burocracia não é a única barreira para impedir que a morfina chegue às mãos dos que precisam dela. Tradicionalmente, a ênfase do ensino nas faculdades é colocada na cura das doenças, e não no alívio da dor. Como consequência, a maioria dos médicos conhece mal a farmacologia da morfina e se esquiva de prescrevê-la.


A terceira barreira é criada pelos próprios familiares do doente com dor crônica, que hesitam em aceitar a prescrição por achar que morfina só é indicada quando o caso está perdido.
De onde vem tanto preconceito contra essa droga milenar? Vem da ignorância, como todo preconceito. O medo dos médicos, familiares e das autoridades que controlam a distribuição da droga é de que os usuários se tornem dependentes dela, razão jamais demonstrada cientificamente. Num estudo conduzido em Boston que acompanhou 11.882 pacientes tratados com morfina, foram encontrados apenas quatro casos de dependência. Uma pesquisa feita em Nova York, com 10 mil queimados que receberam morfina durante várias semanas ou meses, não encontrou um caso sequer de dependência crônica.


No Brasil, os que padecem de dores crônicas de forte intensidade vivem um calvário, pela falta de acesso à assistência médica, porque os médicos receitam analgésicos inadequados e porque a burocracia cria entraves ao fornecimento de opiáceos. As faculdades de medicina precisam ensinar aos estudantes que, ao lado da cura, aliviar a dor de quem sofre é a função mais nobre do médico. A Secretaria de Vigilância Sanitária tem de adotar as atuais normas internacionais para a liberação de morfina aos que necessitam (elas consideram absurda, por exemplo, a exigência de receituário especial). Esse assunto interessa a todos. Nenhum de nós está livre de uma dessas dores traiçoeiras que atacam no meio do caminho ou no final dele. A natureza é impiedosa, não respeita as virtudes da pessoa.

(Folha de São Paulo - Ilustrada, 21.4.2001)


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Domingo, Abril 22, 2001
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Homem é muito frouxo com esse negócio de dor, né? Qualquer dorzinha já fica “ai meu dente…”. Pois é: ai meu dente…

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Fezes verdolengas, espumosas? Normal, você tá engolindo o Catarro Verde. Ai meu dente.

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Feitos um para o outro: Barbara Gancia é a ombudsman do programa do Otavio Mesquita. Merecem-se. Ai meu dente.

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Tio, nem domingo tu clica, tio? Ai meu dente.

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Os gambé não tinham nada que descer o cacete na rapaziada que protestou na Avenida Paulista (SP) essa semana. Era um troço pacífico, em nada semelhante aos protestos de Québec hoje e ontem. Lá os manifestantes tinham máscaras contra gases, capacetes, catapultas, bombas, barras de ferro, o escambau, e a polícia jogou só água e gás. Aqui, garotos e garotas mandaram só uns pedregulhos catados no chão na última hora, mas tome paulada na moleira, chute, gás, bala de borracha, tropa de choque. No Conjunto Nacional, uma dondoca dava entrevista pra TV: “eu me sinto aviltada…não pude ir ao banco…a polícia não vai fazer nada?!…”. É o seguinte, dona dondoca, antes que me esqueça: vai tomar no olho do seu frouxo cu. Ai meu dente.

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Tô ouvindo o Blür mas achando sem graça. Woohoo o caralho, não é teu dente que tá doendo. Ai meu dente.

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Eu vi só no relance, não sei quem é. Mas tem uma menina agora (1:37h) no programa do Enrugadinho Groisman, cabelinho curtinho, uh, morder aquele pescoço seria muito bom. Ai meu dente.

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Ai, tá me doendo um dente aqui…pô, num sábado? Primeiro molar inferior esquerdo, parece…é um que tem restauração, vi no espelho, deve ser esse mesmo…Vejamos o que há em casa e no porta-malas do carro. Tem que ter alguma coisa que sirva pra isso, putakiuzpa…Ai meu dente.

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O sem-blog Alberto Sciessere Junior, memória de elefante pra lembrar de coisas postadas aqui e desaparecidas dos arquivos, lê o Catarro Verde.

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Sábado, Abril 21, 2001
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Rolando num canal estatal aqui a íntegra do depoimento, na Comissão de Ética e Decoro do Senado, da ex-diretora geral do Prodasen (25 anos de casa), Regina Celia Peres Borges, aquela que violou o painel de votação do plenário a mando de ACM e Arruda. Oh, coitadinha, que pungente sinceridade, andou bostejando a imprensa em geral. Na verdade, uma puta duma cínica, lambendo os pegajosos senadores que a interrogam com pastosa amabilidade, chamando a figura de “doutora” e “vossa senhoria”. Mundo estranho, esse dos inúteis de Brasília, onde vive essa gente engravatada ou de tailleur que só nos fode a vida.

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Olha a coincidência: ontem o Tom postou no blog duas fotos de um caminhão de frutas parado na Rua Augusta (SP). Pois o lugar é exatamente onde uma puta amiga puta que eu tenho, a Angela, faz ponto à noite. É uma gracinha, veio do Paraná, somos amigos faz um ano, e a gente conversa muito dentro do carro ali, até ela me dizer “bom, Chokito, eu tenho que trabalhar”. Um dos nossos assuntos é a culinária ancestral paranaense, tipo Barreado, Quirera de Milho e outros lances. Angela é um amor de menina, mas o otário que folgar com ela, melhor reservar horário para uma plástica na cara.

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Minha amiga Ana Almgren, gente fina, conhecida pelos íntimos como Jamanta, voltou a escrever em seu blog Jamanta no Ventilador. Vai lá.

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Tem um banner na Globo.com anunciando que a Globo vende os cenários de suas novelas. O fetichista aqui deseja saber: calcinha da Camila Pitanga é cenário?;)

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Flavinha do céu, isso é coisa que você mande pra mim, Flavinha?:))) Abre aspas:

O CÓDIGO UNIVERSAL

Você, que está de saco cheio de decorar números como CPF, RG, título de eleitor, cartão de crédito, senhas etc, vai ficar feliz com o projeto do Código Universal.

• Este projeto visa acabar com a burocracia de uma vez por todas, dando a cada indivíduo da Terra um Código Universal (CU). Veja só como o CU será importante na sua vida:

• No começo, você usará o CU apenas para necessidades básicas, mas com o tempo poderá ver as inúmeras utilidades que o CU proporciona. Ao requerer um empréstimo, por exemplo, é só mostrar o seu CU que logo, logo, através de uma simples consulta, a Central CU disponibilizará um montante compatível com o seu CU.

• Quando você fizer uma compra, é só falar para o atendente: "Põe no meu CU, por favor", e suas compras estarão pagas.

• O seu CU servirá também como identificador. Caso você esteja perdido ou com amnésia, basta dar o CU para uma autoridade e ela o identificará facilmente.

• Os melhores técnicos do mundo serão contratados para pôr no seu CU todos os seus dados. Tudo vai entrar no seu CU de forma rápida e discreta.

• Agora chegou o momento de você se perguntar: "Será que eu estou pronto para usar meu CU?". Se você achar que sim, entre em contato com as autoridades responsáveis, que elas te darão o CU.

• Para inserir os dados no CU, não esqueça que você tem dado em casa e no trabalho.
Fecha aspas.

• O CATARRO AVISA: para facilitar a identificação dos nossos leitores e leitoras, o Catarro Verde solicita que os próximos e-mails tragam um scan do CU de cada um. A foto do CU deve ser recente. Não aceitamos CU rasgado ou rasurado. Todo CU que aparecer aqui será carimbado por nosso porteiro, Chico Mastruço. Como a lei não dispensa a impressão digital, cada um deve colocar o dedão sujo de tinta no CU. Menores de idade deverão mandar o CU da mãe ou responsável.

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Sexta-feira, Abril 20, 2001
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Li na Folha hoje que o Brasil vai produzir mosquitos transgênicos. Deve ser em Brasília, onde já falta mosca pra tanta merda.

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Poluição terrível hoje em São Paulo. Cuspi um tijolo agora há pouco.

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Rascunho de dissertação. O legume.

O legume é uma fruta primitiva que, na linha de evolução da espécie, ainda não adquiriu sabor. Mas nem todo legume é fruta, a gente sabe que o pepino é espada. Legumes costumam apoderar-se da água do meio ambiente, e por essa razão são aguados. Exemplos: chuchu, beterraba e tomate. Legumes também servem para os pais aperfeiçoarem sua implicância, insistindo: “meu filho, você precisa comer legumes”. Se legume fosse bom mesmo, haveria rodízio de legumes, assim como existem o de churrasco e o de pizza. Algumas pessoas, para nos humilhar, fingem ter apurado seu paladar a ponto de sentir o gosto dos legumes – aconselha-se não contrariar, uma vez que só os esquizofrênicos e os médiuns conseguem perceber coisas que não existem. Legumes são as únicas criaturas capazes de enganar o juizado de menores no supermercado, mostrando suas indecências na frente das crianças. Exemplo: o nabo. Se não fosse o legume não existiria o picles nem a culinária japonesa. Muito menos a maionese de legumes. No reino animal existem seres assemelhados aos legumes. Exemplos: furões, hamsters, Adriana Calcanhoto e Mercedes Soza. No reino mineral também. Exemplos: areia de ampulheta e quartzo de astróloga. E no reino da Inglaterra existia mas morreu. Exemplo: princesa Diana.

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Quac! Quercia, o pústula, em comercial na TV?! E mostrando aquele metrô hiperfaturado, podre e barulhento que ele expeliu na Avenida Paulista?! Só fuzilando essa gente.

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Fico altamente incomodado quando passo em frente ao Palácio da Carambola, o mondrongo arquitetônico que o Ruy Ohtake está cometendo nas cercanias da Fnac, em São Paulo. Aquilo me agride. Ali o japa surtô.

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Ontem ia passando por uma pracinha na Vila Mariana (SP), vi uma livraria-café minúscula, achei simpática, parei, pedi um café, olhei em volta e vi uma placa “sorria, você está sendo filmado”, pensei que fosse gozação, então vi a câmera, cancelei o café, puxei o carro, vão vigiar a puta que pariu.

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Newton Fleury Filho, o criador do Newtonfo.com, lê o Catarro Verde.

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Uh, acho que vai dar pra postar hoje.

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Com licença. Atchu! Atchu! Arrrááááhskcatchúsp! Nonsa! Grudou um catarrão aqui no vidro do monitor...Verdolengo, espesso...Xáprová...Hummm! Sagaldinho...xô buscar um miolo de pão pra passar...Hum, dilícia! Gripe tuberculepra tem seu lado bão.

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Quinta-feira, Abril 19, 2001
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Uma hora de espera pra entrar um post. Não dá.

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Alexandre d’Albergaria, o criador do CalvinOne, lê o Catarro Verde.

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Quarta-feira, Abril 18, 2001
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Por que raios a TV precisa dizer que “a massa de ar seco em direção ao Leste da Argentina empurrou a nebulosidade para o oceano, provocando pancadas ocasionais…”. Por que não dizem apenas “vai chover”? Eu quero que a massa de ar seco se foda.

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Um troço que podia sumir da face da Terra e eu nem tomaria conhecimento: macadâmia.

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E a Rádio Eldorado (SP), hein, que censurou a propaganda da peça Os Monólogos da Vagina por causa do nome? Cuspiram na própria história e abriram um precedente que pode ser danoso.

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Olha só a Britney Sperma exibindo todo seu talento.

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“Protestooooo!!!!! O termo MACHAREDO é de MINHA autoria.” (Cris, por e-mail)

A Cris (Cristina Camargo, linda blogueira gaúcha) tem razão, macharedo™ é dela. Já CAGADA é trademark meu;)

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Ricardo Gaspar, o criador do Gaspar Blog, lê o Catarro Verde.

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Terça-feira, Abril 17, 2001
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***Dica de série brasileira. Importante para se compreender o Brasil, estréia hoje, 22:30h, no GNT, Casa-Grande & Senzala, do Gilberto Freire, em adaptação do Nelson Pereira dos Santos. Porra, quanta vírgula.

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Quando o Rodrigo Pessoa acerta, o mérito é dele. Quando erra, a culpa é do cavalo. Afinal, quem é o atleta no hispismo, o homem ou o cavalo?

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Nunca pensei que um dia fosse torcer para um elefante esmigalhar a cabeça de alguém. Aconteceu vendo o SP/TV, quando o Marcio Canuto deitou no chão de um circo para o elefante passar sobre ele. Mesmo sabendo que era gravação eu torci. Esmaga, elefantinho, esmaga! Vai, Dumbo! Presta um serviço à humanidade, Dumbo!

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Eu achava grande a minha montanha de roupas pra lavar na laundromat, quando vi isto aqui:))

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•••Gotinhas de otimismo. Quando você estiver achando tudo muito chato, lembre-se que tem sempre uma coisa pior: você poderia estar numa suruba na casa da Mercedes Soza ou da Adriana Calcanhoto.

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Eu tinha parado. Foram meses e meses de sofrimento para chegar à abst