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Sexta-feira, Novembro 30, 2001
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O Fabio Fernandes me envia e-bilhete lembrando das caixinhas-surpresa [que, segundo ele, não existem mais no Rio] e conta que as balas-boneco voltaram. Eu não conheci. Acho que não tinha em SP. Abracetas, Fabio. A você, ao Lanceiro Livre e ao Lanceiro Livros.
Sergio
Faria...9:21 PM
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Doutor D, sócio do Memória Insuficiente, lê o Catarro Verde. É um brógui que dá espaço para a "rinotilexomania". Que porra será essa? Abracetas, Doutor.
Sergio
Faria...9:16 PM
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Sergio
Faria...9:02 PM
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O Ricardo Alberto, dono do Turtles, manda e-bilhete comentando o pouco inspirado nome de bar da Vila Olimpia [SP] e revela: existe outro Tom Choppin em Cuiabá. Deve ser algum tipo de praga. Ele acrescenta a prova do crime.
Sergio
Faria...8:45 PM
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Novo site do Spam Zine. Legal guardar.
Sergio
Faria...8:16 PM
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Me dá uma puta sensação de desamparo.
Sergio
Faria...8:10 PM
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Pois é. Dizer o quê? Dia triste demais. Lá se foi o George Harrison, levando com ele o Nelson Wilbury. A essa altura do campeonato, devem estar numa jam beleza, incluindo o Lennon e o Lefty Wilbury [Roy Orbison], além de muita gente boa que já cantou pra subir. E nóis aqui, sem saber onde vendem a porra do ingresso.
Sergio
Faria...8:09 PM
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Sergio
Faria...9:28 AM
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Quinta-feira, Novembro 29, 2001
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Melhor ler de baixo pra cima.
Sergio
Faria...8:00 PM
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Se as pernas e os pés das mulheres, agora peladinhos por toda parte, compensam todo o sofrimento do calor? Ora, claro que sim. Mulher compensa até CD do Leonardo, cara. E eu não consigo, ao menos neste momento, imaginar coisa pior do que um CD do Leonardo. Poderiam liberar a venda indiscriminada de espingardas de 2 canos, concedendo licença de caça às duplas sertanojas. Permanente.
Sergio
Faria...7:25 PM
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Todo webmaster é viado. Se não fosse, recusaria um cargo com esse nome.
Sergio
Faria...7:24 PM
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Calor. Parece que veio para ficar. Odeio. Só tem 4 coisas boas no verão. As pernas e os pés das mulheres, que voltam às ruas depois de se esconder do frio. O resto é sofrimento: calor, suor, irritação, mau humor, câncer de pele, excesso de luz, trânsito complicado, carro quente, despesa maior na lavanderia, preguiça, cansaço, lençóis molhados, sono interrompido, praia lotada, reflexo do sol no vidro traseiro do carro da frente, cupim voador entrando pela janela, horário de verão. Não leio o Catarro Verde, mas desconfio que uma pesquisa nos arquivos indicará altos índices de felicidade catarrenta nos meses frios.
Sergio
Faria...7:23 PM
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Bar na Vila Olimpia [SP] com trocadilho besta no nome: Tom Choppin. Vazio. Bem feito.
Sergio
Faria...7:18 PM
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Nussa! Última blogada dia 25!
Sergio
Faria...7:17 PM
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Ontem descolei uma verba, cheguei na Speranza, um casal tinha acabado de ocupar a minha mesa. Não se trata de mesa cativa, mas é a que mais gosto, portanto trata-se da minha mesa. Não gostei. É dessa mesa que eu curto ficar olhando as redondas entrando magras e saindo gordas, fumegantes, do forno a lenha, com seus 5cm de altura no corniccione [aquilo que chamam de borda]. Ali também costumo parar os garçons que partem com as pizzas, pedindo para vê-las de perto antes de irem para o salão. Adoro admirá-las ainda quentes, nervosas, perfumadas, a massa grossa, quase grosseira, como convém às receitas de Nápoles introduzidas no Brasil pelos Tarallo – a família criadora da Speranza. Foram eles que assaram a primeira pizza Margherita por aqui. E aquele casal ali, sentado na minha mesa. Como eu poderia sentar em outra, caralho? Chamei um garçom conhecido:
– Vai lá e convence o cara a mudar de mesa…
– Mas ele acabou de sentar…
– Melhor assim, não custa nada sair…
– Esse cara eu conheço, ele é invocado…
– Invocado eu também sou, você sabe…
– Mas…
– Vai lá e diz que eu sou aleijado, que preciso daquela mesa pra me encostar na parede, daí eu chego mancando…
– Tem outra mesa do lado, dá pra ver o forno…
– Mas eu gosto da minha, nunca troquei ela por outra…
– Quem sabe na varanda? Tá ventilado…
– De jeito nenhum. Vai lá. Fala pra ele que aquela mesa dá azar, que ele sai… Diz que ali morreu uma velhinha engasgada com pizza, a mulher dele vai querer sair…
– Mas eu não posso…
Não teve jeito. Acabei aceitando a mesa ao lado, de onde fiquei lançando olhares raivosos pro cara e olhando acintosamente as pernas da mulher dele. Desgraçado, ladrão involuntário de mesa. Quando veio o naco de tórtano que pedi em caráter de urgência urgentíssima, com um chope de bom colarinho e sem jacaré, sosseguei. O tórtano da Speranza é primoroso. Vê-lo ainda na forma, recém-saído do forno a lenha, é um privilégio. Trata-se de um pão redondo recheado de lingüiça, com uns 60cm de diâmetro por uns 25cm de altura, pesando quase 6 kg. Gorducho, interface amigável, bonachão, um buraco no centro, aparência externa de panetone. Soberbo. Você pede um naco [está bem, uma fatia], ele vem generoso, muitos pedaços grandes de lingüiça desmanchados a mão e incrustados na massa feita com banha de porco na receita secreta. Massa de napolitanos, rústica, sem concessões à delicadeza de aparência. Entretanto, sublime na mistura de sabores, perfumes e texturas que se libertam na boca. Ontem fantasiei encomendar um tórtano inteiro para usar como travesseiro no inverno. Acordaria no meio da noite, daria uma mordida e voltaria a dormir feliz. Preciso examinar minhas vidas passadas. Em alguma época devo ter sido gordo. Vocação é o que não me falta.
Sergio
Faria...7:15 PM
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Domingo, Novembro 25, 2001
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Caralhos! Pelos malditos poodles de Higienópolis! Com mil cagalhões na calçada! Você sabe, generoso contribuinte brasileiro, quem é que subsidia a milionária FAAP paulistana, que não paga impostos? Certa a resposta! Você mesmo! Vai na íntegra essa matéria da Folha de S. Paulo, assinada hoje pelo Josias de Souza, embora o estilo seja do Gaspari:
"FILANTROPIA DA VIÚVA BANCA ESCOLA DA VIZINHANÇA CHIQUE DE FHC. A Faap (Fundação Armando Álvares Penteado) fica a uma estirada de pernas do apartamento de FHC em São Paulo. Coisa de dez minutos, a passos lassos. Ali funciona, sob pé-direito generoso, uma tradicional escola privada paulistana. Ministra cursos variados: de artes a engenharia. A instituição atende a uma clientela bem-posta. Gente com bolso para pagar mensalidades de até R$ 1.160. O nome do bairro em que está assentada é oportuno: Higienópolis. Evoca a idéia de asseio, de salubridade. Batizaram-no assim, em tempos idos, para estabelecer um contraste com bairros da periferia, onde grassavam, em meio à imundície, moléstias como varíola e febre amarela. Vista do ângulo dos seus estatutos, a Faap é uma organização sem fins lucrativos. Observada a partir dos balanços, é uma empresa rentabilíssima. Fatura algo como R$ 80 milhões por ano. Remunera bem os seus professores. Gaba-se de oferecer o que há de mais moderno em equipamentos. Iniciou o ano às voltas com um superávit de R$ 18 milhões, obtido no exercício de 2000. Aplica as sobras em ações, ouro e fundos de investimento.
Esse portento do mundo dos negócios educacionais não paga impostos. Graças a um documento da Previdência, apelidado pela burocracia de Cebas (Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social), a Faap deixa de recolher aos cofres públicos cerca de R$ 12 milhões por ano. Em troca, deveria prestar assistência à malta. Deveria, mas… A miséria só entra na Faap em ficção. Assim mesmo de raro em raro, quando o enredo de alguma peça encenada no confortável teatro da escola – 420 lugares – pede a presença de personagem pobre no palco. Manda a lei que filantrópicas como a Faap invistam em caridade pelo menos 20% de sua receita. Uma forma de seguir a regra seria a concessão de bolsas de estudo à ralé. Há na escola 8.000 universitários. Pelo menos 1.600 deveriam ser bolsistas carentes. Em visita aos livros contábeis da Faap, o INSS constatou que a escola destina à filantropia não 20%, mas desprezíveis 1,16% da receita. "A lei está me pedindo para engarrafar um raio de sol", diz Américo Fialdini Jr., diretor tesoureiro da Faap. "O carente definido em lei – R$ 300 de renda familiar mensal – infelizmente não chega ao terceiro grau. Qual a universidade do país que atende a descamisados?"
A Faap simula respeito à legislação injetando na conta de "gratuidades" uma obrigação trabalhista – a concessão de bolsas a funcionários e a seus parentes – e uma esperteza – suposto desconto generalizado a todos os alunos, mesmo os mais endinheirados. Chega-se, então, ao seguinte disparate: o mesmo governo que, de pires na mão, convive com greves em universidades públicas e postos do INSS patrocina, com o beneplácito da Previdência, escola que serve à vizinhança abastada de FHC. Certo estava o soberano quando disse que "o Brasil não é um país subdesenvolvido, é um país injusto". O diabo é que o autor da frase, perto de concluir o segundo mandato, não move um dedo para pôr fim à indústria nacional da filantropia, cuja matriz funciona numa sala da Previdência. É a sala que abriga o CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social). Integram-no 18 conselheiros, entre representantes do Estado e da sociedade. São eles que outorgam às entidades o título de "filantrópica", renovável a cada três anos. Há coisa de um mês, a Faap renovou o seu certificado.
A análise do processo não teve a merecida publicidade. Relatou-o a conselheira Dora Silvia Cunha Bueno, que representa no conselho a Federação Brasileira das Associações Cristãs de Moços. Com o apoio dos demais conselheiros, Dora mandou ao arquivo auditoria do INSS que recomendava a cassação do certificado da Faap. Afora a ausência de dispêndios sociais, os fiscais pescaram na escrituração da entidade excentricidades incompatíveis com a fachada humanitária. Proibidos por lei de receber remuneração, os dirigentes da Faap dispõem de cartões de crédito pagos pela escola. É remuneração disfarçada, acusa o INSS. Compraram-se jóias e tecidos sintéticos, caixas de charuto e de champanhe. A nota da bebida informava no verso: destinada a uso da diretoria. O diretor tesoureiro da Faap explica que os cartões de crédito são utilizados pelos diretores quando a serviço da escola. Algo que não restou comprovado na fiscalização. As jóias teriam sido presenteadas a palestrantes estrangeiras. O champanhe e os charutos foram atrativos de festas oferecidas a personalidades.
Se parasse de se servir do dinheiro alheio, obtido à custa da isenção fiscal ilegítima, a Faap poderia converter-se em bufê, com direito a caviar no menu, e ninguém teria nada com isso. Mas, de fato, espanta que entidade dita beneficente e de assistência social dê-se a tais desfrutes. Américo Fialdini Jr., que além de diretor tesoureiro da Faap é advogado militante, orgulha-se da transparência de sua contabilidade: "É sabido que muitas instituições fazem algo para inglês ver. (…) Se alguém me diz que não cumprimos exatamente a lei, digo que fazemos o mais próximo disso. Prefiro isso a fazer fajutagem que transforme a fundação em algo desonesto". Honestidade por aproximação, eis a filosofia que norteia a ação da Faap."
Sergio
Faria...10:03 PM
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Ainda que mal lhe pergunte: poderia me informar onde posso achar alguma coisa nova na internet?
Sergio
Faria...3:55 AM
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Comovente. Saiu ontem na Folha de S. Paulo. Vai na íntegra:
"Apartamento 36, bloco 130, bairro Makrorian 3. Nos últimos cinco anos, o pequeno imóvel de três quartos foi uma trincheira na linha de frente das diferenças entre o regime do Taleban e seus cidadãos. Lá funciona uma escola para meninas, que permanece clandestina sob o regime da Aliança do Norte, apesar das promessas de reabertura dos colégios públicos para ambos os sexos. Na linha de frente, a professora primária Zohra Saltani, que, aos 28 anos, é uma exceção na sociedade de Cabul por ser solteira e sem filhos ou vontade de tê-los. "Gosto de dar aulas. Quando o Taleban fechou as escolas para professoras e para as meninas, em 1996, vi que deveria fazer algo." Por fazer algo entenda-se abrigar até 70 meninas em aulas secretas, cinco dias por semana, numa jornada que se estendia das 8h às 16h, com uma hora de almoço.
Esconder tal movimento infantil obrigou Saltani a procurar ajuda de seu amigo Mohammed Zaheb, 23. Estava incorrendo agora em dois crimes: educar meninas e falar com um homem que não era de sua família. "Zaheb conhecia o dono do bloco, e isso ajudou a melhorar as coisas. Uma vez, o mulá do bairro citou minha escola na pregação de sexta. Tivemos de juntar 20 mil afeganis (cerca de US$ 4) para ele esquecer o assunto", conta Zohra, insinuando que a retidão do Taleban não era assim tão pura. Dono do bloco é o jeito como os moradores de Cabul chamam um misto de zelador e síndico dos prédios de apartamentos de estilo soviético. Daquela época, a década de 1980, conservam a mania de se meter em todos os assuntos dos vizinhos e cobrar "taxas" para quase tudo, inclusive esconder escolas femininas.
De todo modo, as crianças vinham em quatro grupos, separados por horários. Lá aprendiam as línguas locais, dari e pasthu, matemática, ciências e, pecado dos pecados, música. "O que mais gosto é de ler", disse a menina Atiah, que, com 5 anos e aparência de menos, chama a atenção no grupo de 18 crianças que recebeu a Folha. Zohra lhe dá um livro em dari, e ela lê duas páginas sem gaguejar. Mesmo quem não entende nada de educação infantil fica impressionado com a fluência da menina, que usa um cabelo curto e tem olhos curiosos para os equipamentos estranhos e caras novas que vê. No auge da repressão do Taleban, a partir de 1998, as crianças tiveram de parar de andar com livros na rua. Zohra e Zaheb esconderam tudo em suas casas. "Tinha dia que eu precisava manter as meninas aqui dentro depois da aula, porque a Marouf (polícia religiosa) estava fazendo rondas no bairro", diz a professora. A mãe de uma das meninas, Zakilah Mujahid, 33, conta que havia outro problema. "Nem todos tinham como pagar. Então eles faziam descontos, mas eu tive de tirar minha filha da escola por um tempo no ano passado", afirmou.
O custo mensal por aluna é de 50 mil afeganis (aproximadamente US$ 10), cerca de um décimo do que uma família de seis pessoas em Cabul ganha a cada mês. "O pior é que agora tem mais gente vindo aqui depois que o Taleban caiu e o novo governo não abriu ainda as escolas", diz Zohra, sem saber onde vai pôr mais crianças. Ajuda o fato de que estão para começar as férias de inverno na metade norte do Afeganistão, onde fica Cabul e a estação é realmente gelada. Na metade sul, as férias de quatro meses são no escaldante verão. Ainda assim, depois dos ataques aos EUA em 11 de setembro o número de alunas caiu de 70 para 45. "Gostaria muito de voltar a dar aulas em uma escola pública, como fiz por dois anos antes do Taleban", afirma Zohra. Segundo o chanceler Abdullah Abdullah, a Aliança do Norte vai reabrir as escolas para meninas assim que a situação política se estabilizar. É exatamente essa a preocupação de Zohra – que, pelo sim, pelo não, ainda não abandonou sua burga ao sair de casa." [Igor Gielow, enviado especial da Folha a Cabul]
Sergio
Faria...3:52 AM
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Episódio da Soninha. Andei fora do blog mas não é tarde para dizer o que sinto. Nojo da revista Época. Nojo de quem editou a matéria. Nojo de quem decidiu o outdoor. Nojo maior ainda da TV Cultura, onde quem paga os salários da diretoria sou EU, como contribuinte. Intolerantes de merda. Capachildos medrosos do Geraldinho, o governador apagadinho e candidato malinha.
Sergio
Faria...3:41 AM
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Papai Noel é bichinha velha.
Sergio
Faria...3:21 AM
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Errata 2: eu disse que o Ringo era medíocre como batera. Exagerei. Ele foi, na verdade, um dos piores bateras de toda a história da humanidade.
Sergio
Faria...3:17 AM
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Errata: acabo de ouvir de novo aquela "wild drum track" do Ringo. É uma bosta. Me enganou porque saiu do quadradinho costumeiro que acompanhou toda a história dos Beatles. Tô falando especificamente de batera, antes que venham me encher a porra do saco.
Sergio
Faria...3:10 AM
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O Datafolha deu. Em primeiro lugar, aquele. Em segundo lugar, aquela. Na pesquisa das minhas intenções de voto desponta um favorito: o Excelentíssimo Senhor Nulo.
Sergio
Faria...3:01 AM
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TV ligada. O Enrugadinho Groisman está apresentando neste momento o Wando, a Daniela Mercury e a Roberta Close cantando perto de uma mesa de frutas. Roberta Close, em pé, está sempre de pernas abertas, graças à memória genética do pinto e do saco. Não há nada na TV que não se possa tornar ainda mais barato, vagabundo e vulgar. Nisso, o Enrugadinho Groisman jamais falhará. Os Marinho podem dormir tranqüilos.
Sergio
Faria...2:56 AM
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Invejo o João Gordo. Hoje vi no programa o dente novo que ele instalou: canino superior direito prateado. O meu canino superior direito de ouro, eu ainda não tirei da cabeça, falta só o que tirar do bolso pra investir nele. Preciso orçar nem que seja uma capinha dourada pro meu canino original. Ainda vou descolar um dente de ouro em algum cemitério e derreter. Morto não sorri, não precisa desses luxos. Mas… será que de noite ele vem me puxar a perna?:/
Sergio
Faria...2:45 AM
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Samir Thomaz, o criador do Cronista Imaginário, lê o "peçonhento, virulento […]" Catarro Verde. Abrazoz, caro cara. Peçonhento é o cu da sua vó.
Sergio
Faria...2:44 AM
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Ouvindo aqui uma grata e surpreendente "wild drum track" do Ringo Starr. Nem parece o Ringo, que sempre foi um batera medíocre.
Sergio
Faria...2:06 AM
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Sábado, Novembro 24, 2001
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Melhor ler de baixo pra cima.
Sergio
Faria...5:43 PM
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Meu galinho Josué, hoje ciscando lá no terreiro que o Grande Fodão escolheu pra ele [tomara que tenha muitas galinhas], pode sentir-se homenageado: o Alexandre Inagaki publicou no Spam Zine # 39 meu post sobre ele – que o meu chapa Orlando Tosetto Jr. chamou de "memorialismo galináceo" no editorial. Valeu, japinha. Valeu, Tosettones.
Sergio
Faria...5:34 PM
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De todo modo, se quiser evitar o nome sujo, arranje um amigo advogado digrátis e antecipe-se: peça na justiça pra recalcularem o quanto as empresas de cartão te roubaram. Enquanto a coisa rola, os filhos da puta não podem te mandar pro SPC, Serasa, trolhas desse tipo. Foi o que me ensinaram, tu vê aí.
Sergio
Faria...5:32 PM
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Cartão de crédito atrasado? Ameaças? Não pague. Mande tomar no cu. Eles nunca te cobrarão na justiça, porque você pedirá uma revisão de cálculo dos juros ao juiz e se tornará credor do cartão. Ah, não vives sem cartão? Tu é que pensa. Nome sujo? Foda-se.
Sergio
Faria...5:29 PM
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Minha secretária, dona Bucetildes Mello Pinto, vem me falar dos emails que ainda não tive tempo de abrir. Pergunta se pode fazê-lo por mim, respondendo pelo menos os de setembro. Não permiti. Quem abre email aqui sou eu. A ela cabe apenas abrir as coxas, cartas do Serasa, SPC, advogados, escritórios de cobrança e cartórios de protesto. Nessa ordem.
Sergio
Faria...5:26 PM
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*** Dica de bala [cê sabe que eu gosto muito de bala, né?]. Lua Cheia, da Dori. Esses caras entendem de bala como ninguém, uma vez falei deles. Foram os criadores da melhor bala do mundo [há controvérsias a favor da Chita e da Juquinha, cruzives dentro da minha mente volúvel], a 7 Belo, hoje nas mãos da Nestlé. Essa Lua Cheia tem de Morango com Chatilly, Pêssego com Chatilly e Mamão com Cassis [esta eu não recomendo, é uma bosta derivada da sobremesa tenebrosa que invadiu os restaurantes nos 90's, o ridículo Papaya com Cassis – em muitos casos, leia-se mamãozinho vermelho com groselha vagabunda. Mas os outros dois sabores são muito bons. Eu sei, também fiz essa cara de nojo que você fez, ao ler na embalagem que o recheio era de chantilly. Também concordo que chantilly é pra se usar na cama. Mas acho que cê vai gostar da Lua Cheia. É das azedinhas.
Sergio
Faria...4:40 PM
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Ruth Mezeck, dona do Artimanhas, manda e-bilhete carinhoso. Ela apresentou o Catarro Verde ao lendário Gerson King Combo. Beijuca, minha cara carinha Ruthinha.
Sergio
Faria...4:18 PM
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Essa excrescência do horário de verão zoneou o relógio biológico das putas. No baixo Augusta elas foram roubadas em pelo menos 2 horas. Chegavam às 7 e meia da noite, que agora é dia. Então precisam chegar às 8 e meia. Saindo uma hora mais tarde, perdem o último metrô. Acho uma ingratidão, os figuras do governo brasileiro se esquerecem das putas ao impor o horário de verão. Afinal, se não fossem as putas, eles nunca teriam nascido.
Sergio
Faria...4:03 PM
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Fatiminha é só pra mim, o nome oficial é Tatiane, se você me entende.
Sergio
Faria...3:55 PM
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Fatiminha, apesar de amiga da Camila, transformar-se-á em sua inimiga mesóclise, se uma souber que a outra vem aqui. Capaz de sair próclise, ênclise e muita porrada. O que torna a coisas mais interessantes, diga-se.
Sergio
Faria...3:52 PM
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E não paga aluguel, luz, água, taxa de condomínio, gás, telefone, provedor?
Sergio
Faria...3:49 PM
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Sabe que você mora no meu coração?
Sergio
Faria...3:47 PM
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Sergio
Faria...3:46 PM
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Não pense que te esqueci.
Sergio
Faria...3:45 PM
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Sergio
Faria...3:45 PM
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Fatiminha, amiga da Camila, ao sair ontem daqui e respondendo minha pergunta sobre seu cantor preferido:
– Eu morro pelo Zezé di Camargo!
Eu perco umas puta oportunidade de manter a boca fechada.
Sergio
Faria...3:45 PM
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Joebass, ex-correspondente do Catarro Verde em Kuala Lumpur, manda e-bilhete: "Pô cara, não pode, você tem uma função social a cumprir, você não pode dormir, comer, meter e nem tirar férias…".
Dormir? Comer? Tirar férias? O que são issos? Meter? Bom, não vou negar, tenho mandado umas punhetinhaz.
Sergio
Faria...3:41 PM
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Casa dos Artistas? No Limite? Que porras são essas? Devo andar fora da realidade, não faço a mínima.
Sergio
Faria...3:37 PM
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Eu cheguei em frente ao portão
Meu cachorro vomitou peidando
Minhas Ernanes coloquei no chão
Eu voltei.
Eu voltei agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei
Eu voltei.
Sergio
Faria...3:32 PM
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Domingo, Novembro 18, 2001
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Ainda sobre a Teta de Nêga: a Roberta havia me dito que preferia a versão "Dan Top geladinho, mas não o de morango, que é um porre". Hoje a Lady MacBeth, sócia do Texto Forte, me aconselha a ter "sempre um copo de água à mão para comê-lo. O troço é enjoativo pacas".
O Dan Top eu conhecia. Teta de Nêga, fabricado e vendido com esse nome na embalagem, é que eu nunca tinha visto. Nem nunca soube que o Dan Top era uma versão da Teta de Nêga. Assim como não sabia da existência de um doce com esse nome, que imagino ter origem popular, caseira.
Para encerrar o assunto, volto a dizer: sou mais uma boa dupla de tetas de nega, com a nega inteira junto e o recheio do lado de fora. Pode ser chantilly. Marshmallow, quem curtia na cama era a Vania, uma namorada minha, mas essa é uma outra história. Você nem queira saber;)
Sergio
Faria...12:37 AM
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Sábado, Novembro 17, 2001
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Hoje no NY Times: "O governo Bush pressionou a Aliança do Norte, que assumiu o controle de Cabul e de grande parte do Afeganistão, para que esta deixe a ONU formar uma ampla coalizão de governo para o país. Bush e seus assistentes estão claramente preocupados com os informes de que a Aliança do Norte já está implementando a base de um governo em Cabul, e no sábado os representantes da ONU chegaram em Cabul para reforçar a mensagem de Washington […]".
Sabe quando a Aliança do Norte vai largar o osso? No Dia de São Nunca, Bushinho burro. O buraco afegão é mais embaixo, gringo. Não é como na América Latrina, onde só vocês são os espertos.
Sergio
Faria...11:58 PM
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O Daniel Muniz me fala que também conhecia Teta de Nêga no interior de SP. E me lembra de umas caixinhas-surpresa, que tinha nas vendinhas de esquina. O modelo que ele descreveu é parecido com as que eu conheci: feitas de papelão, com ilustras coloridas e atraentes. A gente abria sem saber o que vinha dentro. Sacudia a caixinha antes e a imaginaçãao rolava. Vinha doce, brinquedinho e anel de pedrinha colorida, tudo misturado. Foi a precursora do Kinder Ovo. Alguém sabe dizer se isso ainda existe? Diga lá, Foresti.
Sergio
Faria...4:53 PM
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Poxa, meu caro Daniel Muniz. Triste demais, caro cara:(
Sergio
Faria...4:39 PM
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Sexta-feira, Novembro 16, 2001
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Hoje eu tirei o atraso: 11 posts. Espero que você leia.
Sergio
Faria...11:18 PM
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Aviso a quem leu. Não tem nada de ficção naquele relato sobre o meu galo Josué. Além dele e da Ula – minha vira-lata que morreu no mesmo dia que o galo –, eu também sinto às vezes muita saudade da Nara, outra cachorrinha que eu tive e se foi. Dela, guardo a coleira que ainda tem muitos pêlos na parte interna, que é de feltro. Coleira da Ula foi impossível guardar. Ela nunca aceitou coleira nem desaforo. Andava em cima de um muro como se fosse um gato. Destruiu muitas cercas para fugir do quintal pra rua. O carpinteiro refazia rindo da minha cara, nunca acreditou que fosse ela. Entrava na cozinha dos vizinhos e roubava comida. Gostava de ameaçar e acuar crianças em cantinhos, longe dos adultos. Aprendeu rápido o canto das galinhas quando elas botavam, e muitas vezes era a primeira a chegar, roubando o ovo do ninho e carregando-o nos dentes com delicadeza, sem quebrar, para comer escondido. Não deixava ninguém curar seus ferimentos. Só aceitava as vacinas do veterinário amordaçada. Só aceitava a mordaça depois que o veterinário a deixava tonta com éter. E não tinha mais do que uns 40cm de comprimento por uns 25cm de altura. Uma fera indomável. Cachorra bicho. Das boas. Agora, escrevendo sobre a Ula, me lembrei de uma mulher bicho, muito parecida, que namorei. Das boas. Mas essa é outra história. Você nem queira saber.
Sergio
Faria...11:14 PM
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Ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de Baudelaire…
Sergio
Faria...10:38 PM
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Já que falei de doces, faço um registro. A Roberta Barros, dona do Por Uma Vida Menos Ordinária e leitora do Catarro Verde, ilumina os parcos conhecimentos do tuberculoso ignorante que vos fala, com a informação: Teta de Nêga não tem nada de diferente, é um doce muito conhecidíssimamente conhecido, cruzives em cantina de escola. Blogando e aprendendo. Valeu, Beta:)
Sergio
Faria...10:30 PM
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E o Gus não sabe dessa, vou aproveitar pra contar. Da primeira vez que mencionei o Pletz aqui, a Criss Chikorita, linda correspondente do Catarro Verde em Verona, Itália, se interessou e leu. E descobriu no Pletz o endereço de um rabino amigo dela, com quem tinha perdido o contato desde sua mudança para a Europa. Fico muito feliz com essas e outras do Catarro.
Sergio
Faria...10:02 PM
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Para as gulosas e gulosos, esclareço: a Casa Búlgara e a Burikita são 2 pequenos e maravilhosos lugares pra se comer doces fantásticos, no tradicional bairro dos judeus em São Paulo, o Bom Retiro. A primeira fica na Rua Silva Pinto, 356. A outra, na Rua Três Rios, 138. Eu recomêindo.
Sergio
Faria...9:43 PM
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Por que eu gosto de blogar? Por essas e outras. Olha esse email do Gustavo Erlichman [dono do Pletz] – publicado, como costumo fazer, com a autorização dele:
"Pois é, Sergio. O Catarro Verde além de informar também é utilidade pública! O michigne Caio Cabelo, do Tá Tá Tá (http://www.desembucha.com/tabom) me reencontrou após 11 anos através do seu Blog! Animal! Fomos colegas de escola e agora voltamos a nos falar graças a você!
Animal!
Abração e bom feriado neste inverno infernal…
Gus Erlichman"
Esse email do Gus é do inverno passado, quando ainda existia o brógui do Caio Cabelo no Desembucha. Ei, Gus: se souber o novo endereço dele, me avisa que eu publico aqui. Outra coisa: quando é que nós vamos devorar aquele strudel na Casa Búlgara, do Bom Retiro [SP], caro cara? Precisamos marcar, deixando espaço para uns doces de chocolate da Burikita, hã? Abracetas!
Sergio
Faria...9:30 PM
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Era o ano de 1883. Michelangelo Faria saiu sozinho de Gênova em direção ao Brasil, a bordo do vapor Elbe, com 17 anos de idade. Chegou à Hospedaria dos Imigrantes, em São Paulo, no dia 19 de fevereiro. É dele esse Faria que eu trago no meu nome. Dele veio o meu avô-xará materno, Sergio Faria. Minha avó materna era também filha de genoveses. Quer dizer, eu tinha mesmo que ser um navegador. Nem que fosse na internet. Um brinde, portanto, ao rapazinho Michelangelo Faria – sem ele não existiria o Catarro Verde.
Sergio
Faria...9:08 PM
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Sergio
Faria...8:50 PM
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Amor, pois que é palavra essencial
[Carlos Drummond de Andrade]
Amor – pois que é palavra essencial
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
reúna alma e desejo, membro e vulva.
Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?
O corpo noutro corpo entrelaçado,
fundido, dissolvido, volta à origem
dos seres, que Platão viu completados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.
Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?
Ao delicioso toque do clitóris,
já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentraram.
Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportara,
mas, varado de luz, o coito segue.
E prossegue e se espraia de tal sorte
que, além de nós, além da própria vida,
como ativa abstração que se faz carne,
a idéia de gozar está gozando.
E num sofrer de gozo entre palavras,
menos que isto, sons, arquejos, ais,
um só espasmo em nós atinge o clímax:
é quando o amor morre de amor, divino.
Quantas vezes morremos um no outro,
no úmido subterrâneo da vagina,
nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita.
Então a paz se instaura. A paz dos deuses,
estendidos na cama, qual estátuas
vestidas de suor, agradecendo
o que a um deus acrescenta o amor terrestre.
Sergio
Faria...8:44 PM
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Vanessa Marques, a criadora do Morfina, lê o Catarro Verde. Olha a ternura que ela sente pelo Roque, aquele assistente de palco do $ilvio $antos: "Roque, você não se passa de um gnomo maldito, capacho do Silvio Santos. Espero que uma betoneira ensandecida derrube esterco de cavalo na sua cabeça. E tenho dito.":)) Beijuca, Vanessa. Gosto do estilo dessa mulher.
Sergio
Faria...8:20 PM
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Quinta-feira, Novembro 15, 2001
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Seguinte: no horário de verão, a hora de postagem que cê vê aí embaixo é real – aquela em que estou postando mesmo [agora são 11:38 da noite]. Quando acaba o horário de verão, sim, volta a zorra e aparece sempre uma hora a mais. Motivos técnicos que, se eu corrigir, fodo as datas dos arquivos. Catarro Verde. O brógui que exprica o que ninguém perguntou.
Sergio
Faria...11:38 PM
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A Aline, amiga da Thaís [as duas são leitoras do Catarro], chega em casa hoje e nota algo diferente em seu quarto:
– Mãe, cê mexeu aqui?
– Mexi, sim…
– Ahn… não tá faltando alguma coisa?
– Tá…
– O que, mãe?
– Eu peguei os seus bichinhos aí, da Coca–Cola…
– Os Geloucos? Que brilham no escuro? Pra que, mãe? Cê jogou fora?!
– Joguei mesmo aqueles seus diabinhos fora!
– Mãe, cê tá louca?
– É, esse negócio não traz coisa boa!
Atenção, dona Cida, mãe da Aline: não tem perigo não, dona Cida. Os Geloucos são criaturinhas de Deus que não fazem mal nenhum, dona Cida. Pelo contrário, eles trazem paz, prosperidade e harmonia para o seio do lar:) Um beijão pra senhora, dona Cida. Beijuca procê, Aline. Procê também, Thaís.
Sergio
Faria...11:28 PM
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Não tô nem aí se os afegão tão raspando os barbão. Minha curiosidade e minhas fantasias concentram-se nas mulheres afegãs. O que não estará se assucedendo-se secretamente por debaixo dos paninhos, hein, hein? Aqueles olhinhos negros e lúbricos devem andar mais convidativos do que nunca;)
Sergio
Faria...4:04 PM
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Hoje que eu tenho tempo de blogar, essa porra de Blogger não rola. Não se pode elogiar.
Sergio
Faria...4:03 PM
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Interessante, a repórter da Globo relatando ontem de manhã as consequências da queda do "Boeing" em Queens. A Airbus fabricando Boeing é o próprio samba do avião doido.
Sergio
Faria...4:02 PM
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Josaias Cardoso Ribeiro Jr, o criador do Josa e seu Super-Ego, lê o Catarro Verde. Abraceta, Josaias. Tu tem nome de senador da República, rapá.
Sergio
Faria...4:02 PM
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Hoje o rabino Henry Sobel abraçou o rola-grossa muçulmano Muhammad Ragip, no encontro paulistano "Confraternização das Religiões". Não teve beijo na boca. Tô pra ver coisa que sirva tanto à hipocrisia humana quanto a religião. Nessa área de judeu+árabe, sou mais a dupla Leila Mohamed Youssef e Sérgio Kuczynski, casal criador do restaurante Arábia [R. Haddock Lobo, 1397, SP]. O casamento vai muito bem, o restaurante vai muito bem e o Arábia continua não pagando aluguel no meu coração – onde mora desde a sua origem, a pequena lanchonete hoje carinhosamente chamada de Arabinha. A Leila aprendeu suas receitas com as avós, numa pequena aldeia no Vale do Bekhaa, no Líbano. Altos rangos de família, que a gente come agradecendo a Alalaô. O marido Sergio comanda a administração com seu talento [mão-fechada, cruzives] e senso de humor tipicamente judaicos. A religião do casal chama-se Culinária.
Sergio
Faria...4:01 PM
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Mohamad Omar, o mulá-sem-cabeça, diz que os talibãs preferem morrer a participar de um governão de coalizão afegão. Não seja por isso: então bebe guaraná com formicida, mulinha. Tá esperando o quê?
Sergio
Faria...4:01 PM
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Terça-feira, Novembro 13, 2001
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Ladrão de Fôlego, o criador da Cripta do Ladrão de Fôlego, lê o Catarro Verde. Segue um pedaço do texto dele: "Eu era extremamente ardiloso quando se tratava de conhecer muié via WEB, como poucos que conheço. Apesar de feio, baixinho, gordinho, branquinho e de óculos, conseguia liberar a minha etapa semanal de carne ensopada.":)) Abracetas ensopadas e peludas, caro cara Ladrão.
Sergio
Faria...8:36 PM
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No mesmo supermercado que tinha Teta de Nêga, encontrei uma funcionária que respondia perguntas com "seria". Eu tava procurando sopa Campbel's pra uma figura que me encomendara:
– Por favor, tem sopa em lata?
– Como?
– Sopa em lata, da marca Campbel's…
– Ah, seria na seção de sopas…
– Onde é?
– Seria perto dos caldos…
– Onde é?
– Seria onde tem tablete Maggi, Knorr…
- E onde é?!
– Venha comigo…
[Me levou até uma gôndola distante]
– Seria aqui…
– Então não tem, né, moça? Num tô vendo…
– Escuta, você falou que seria sopa em LATA?…
– Sim, da marca Campbel's…
– Olha, moço, eu nunca ouvi falar disso na minha vida… Magina, sopa em lata…
[E me olhou com pena, enquanto se afastava]
Sergio
Faria...8:22 PM
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Mamãe foi viajar
Viagem de navio
Navio perdeu o rumo
Foi pra puta que pariu
Hey, mama…
Hey, mama…
Lá dentro do navio
Havia um urubu
Tomava Coca-Cola
E arrotava pelo cu
Hey, mama…
Hey, mama…
[Isso sim é um crássico do rock]
Sergio
Faria...8:10 PM
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Hoje vi um doce diferente num supermercado. O rótulo informa: chama-se Teta de Nêga, fabricada pela KiDoce. Formato de peitinho. Chocolate vagaba por fora. Maria-mole branca por dentro. Nunca tinha ouvido falar, mas me informaram que é um crássico popular das quebradas. Eu continuo preferindo teta de nega pra mamar, em vez de comer;)
Sergio
Faria...8:07 PM
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É descarada essa campanha da Veja pela eleição da Roseana Sarna. O poder multiplicador dos outdoors, que acrescentam à chamada de capa ["O Fenômeno Roseana"] o título "Roseana nas Alturas" [trocadilho idiota, por sinal] evidencia o marketing eleitoral clandestino que há por trás da matéria. Enquanto isso, o estupro e o assassinato de crianças no Maranhão – feudo sarnento onde rolaram os crimes e rola a impunidade, continua rendendo mau cheiro para a fama do Brasil no mundo.
O comportamento indecente da Veja contrasta com o moralismo exacerbado que levou a revista a censurar um anúncio do Mix Brasil, sob a alegação de que ele "remetia os leitores, sem aviso, a páginas com conteúdo sexual explícito". O jornalista André Fischer, diretor do Mix Brasil, disse hoje ao Blue Bus que o anúncio informava o endereço deste site que exibe a programação do festival. Dá uma olhada nele. Cadê o sexo explícito? Sexo explícito é a Veja dar o cu para o PFL na capa, caralho.
Sergio
Faria...7:59 PM
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Domingo, Novembro 11, 2001
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A Al Qaeda é a Aliança do Norte amanhã. E os gringos chorarão mais um efeito Orloff que plantaram. Se houver amanhã.
Sergio
Faria...3:49 PM
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O Daniel HDR, criador deste ótimo site de HQ já comentado aqui, e que lê o Catarro Verde, está hoje em MG falando sobre mangá no 1º FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos, de BH [evento fodaço, esse]. Dias 12, 13 e 14, ele fala e dá workshop na Animecon 2001, em São Paulo. Dias 15 e 16 ele coça. Dias 17 e 18, faz workshops no Festival MultiMeios da Unisul, em Floripa. Vai lá ouvir e conversar com o cara, ele é o cara, caro cara. Abraceta apertadinha, Daniel.
Sergio
Faria...2:53 PM
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Aviso aos navegautas 2: toda e qualquer porcaria daqui pode ser reproduzida em qualquer lugar, sem pedido prévio de autorização. Só peço link pra cá ou crédito da autoria, assim como um aviso posterior por email. Noblesse oblige;)
Sergio
Faria...2:24 PM
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Aviso aos navegautas: o legítimo e tuberculoso Catarro Verde você só encontra aqui. Por falta de tempo não participo de blogs coletivos, listas, chats, BBS, fóruns, ICQ [nunca tive], news groups, e-zines, jornais, boletins ou revistas eletrônicas [claro, existem aqueles que reproduzem posts daqui].
Sergio
Faria...2:11 PM
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Sergio
Faria...2:02 PM
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Não canso de repetir: se eu tocar o Parabéns a Você no aniversário do Catarro, será que Sir James Paul McCartney, o sovina, vai me cobrar royalties? Seja lá quem for, qualquer cara que compre e mantenha os direitos autorais de qualquer coisa que pertença à cultura da humanidade é um sovina filho da puta.
Sergio
Faria...1:59 PM
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Nunca pensei que o Catarro fosse durar tanto. Tá velho, podre e mainstrean esse troço aqui. Precisando de mudanças. E tantas. E não é de hoje. Mas me falta tempo, principalmente em fase de turbulências como agora. Amanhã vai ser outro dia. Se houver amanhã.
Sergio
Faria...1:53 PM
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Dia 13 agora, o Catarro Verde faz aniversário. Dez meses limpando o salão na frente de todo mundo.
Sergio
Faria...1:49 PM
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Receita de Jumento.
[D'après Viniciú]
Não tem a Receita de Mulher, do Vinícius de Moraes? Eu tava aqui pensando numa receita de jumento: a testa da Sandy, as orelhas do Padre Marcelo, as narinas da Galisteu, a gengiva da Regina Casé, a cultura do Amaury Junior, a inteligência do Otavio Mesquita e o jeito de falar em entrevista da Britney Sperma. Deu pra ouvir o zurro aí, não deu?:)
Sergio
Faria...1:43 PM
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Sábado, Novembro 10, 2001
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Meu galinho Josué.
Hoje senti saudade do meu galo Josué. Sou muito ligado à vida urbana mas já tive minhas veleidades galináceas, por assim dizer. Não, nada a ver com galinhar. É que já criei pato, galinha, codorna, garnizé, marreco e outros bichos. Tudo num quintal grande, chão de terra e grama. Um dia, no meio de uma grande ninhada de pintinhos, nasceu um que mal conseguia ficar de pé. Parece a estória do patinho feio. O bichinho praticamente se arrastava, porque uma das pernas funcionava muito precariamente. Foi crescendo junto aos irmãos e irmãs, e nada da perninha sarar. Tomei as providências que pude, mas tratava-se de um aleijadinho incurável. O momento que me dava mais pena [ooops] dele era à noite, quando todos dormiam num poleiro que fiz usando cabos de vassoura. Como não conseguia subir no puleiro, o coitado tinha que dormir embaixo, no chão. E os outros passavam a noite cagando em cima dele. Precisava da companhia dos demais para dormir, eu acho, e habituou-se à humilhação por causa disso. De manhã, antes de sair, eu limpava as penas do cagadinho. No quintal havia um galo só, claro, chamado Gilberto – o rei do terreiro, que comia todas as galinhas. Meu regulamento era mandar os machos todos pra panela, mantendo vivas as fêmeas. Assim o quintalzão me garantia rangar frango saudável e ovo de quintal, daqueles que têm a casca azulada e a gema vermelhinha, vermelhinha. Nada de ração com hormônio e antibiótico. Todos e todas se viravam ciscando e aproveitando os restos da cozinha. E o dia da panela foi chegando praquela ninhada do aleijadinho. Franguinhos quase no tamanho e peso ideais pra dançar. E franguinhas quase no tamanho e altura ideais para serem enrabadas pelo galo Gilberto. Ia ser também o fim do sofrimento do franguinho cagado, eu me resignava. Na manhã do abate, não sei por que, mudei o combinado com a empregada e adiei. Fui trabalhar. De repente, no meio da tarde, ela me liga. Pasma. O franguinho aleijado tinha começado a andar! Peguei o carro e voei pra casa. Quase não acreditei quando vi o bicho normalzinho ali, andando de um lado para o outro, ciscando na companhia dos irmãos. Naquele instante decidi que jamais o mataria. Batizei-o de Josué, por razões políticas que não cabe explicar aqui. E, pela primeira vez, aquele terreiro passou a ter dois galos. O Josué cresceu e a porrada comia solta entre ele e o Gilberto. Até que aprenderam a dividir os territórios e as galinhas, cada bando pro seu lado, o pau quebrando só uma vez ou outra. Meu galo Josué ficou grandão, vistoso, um galo bacana, compensou a infância humilhante com um jeitão imponente, garboso, bom de espora, a crista altiva, o canto alto e afinado. Dava pra perceber que o antigo rival já o respeitava. E de longe, sem encarar. Um dia dei o Gilberto de presente para a empregada, homenageando o Josué com a posse total do terreiro e das galinhas. Ele soube reinar absoluto, com dignidade e paixão, tornando-se o pai competente de várias ninhadas. Hoje está enterrado ao pé de uma mangueira que plantei e que cresceu com ele. A alguns metros de distância, ao pé de um abacateiro, está a Ula, uma das minhas vira-latas desse tempo. Alguma coisa matou os dois no mesmo dia. Nunca vou saber o que foi. Chorei muito, como estou chorando agora, de tanta saudade que me deu do meu galinho Josué. Desculpe não terminar, mas não consigo mais escrever.
Sergio
Faria...2:18 AM
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Sexta-feira, Novembro 09, 2001
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Cê já deve estar careca de saber, mas a Clarah Averbuck, que escrevia no falecido Cardoso Online, tem um brógui: o Brazileira!Preta ["weblog guei de uma menina macho"]. Eu amo a Clarah, os "porre Conan" dela [de "vódega"] e tudo o que ela esgreve. Cruzives o Dexedrina [que eu não sei direito se vai estar atualizado nesse link aê, depois que a bosta do hpg se amasiou com a bosta do iG, mas tentaê que vale a pena]. Ah, sim: Clarah Averbuck, a criadora desses porrilhão de coisa boa [tem mais coisa nesse outro link], lê o Catarro Verde. Beijuca procê, Clarita.
Sergio
Faria...7:56 PM
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Eu fico curioso: muitos produtos, chocolates cruzives, têm na fórmula um tal de "açúcar invertido". Será que é açúcar de viado?
Sergio
Faria...7:30 PM
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Ontem dialoguei com um pedaço de papel. Era um folheto da Apple Brasil. O papo foi mais ou menos assim, começando pela etiqueta do envelope:
– Sergio Farias
– Farias |