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CATARRO VERDE

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ASSIM É, SE LHE PARECE.

[Pirandello]



BLOG MAL E PORCAMENTE
ESCRITO DESDE 2001 POR SERGIO FARIA,
GINECO-PROCTOLOGISTA AMADOR,
ADVENTISTA DO 7º DÍGITO,
TRESBESTERIANO E DEVOTO
DE SANTA IGNORÂNCIA.

MELHOR VISUALIZADO
POR QUEM NÃO É CEGO.







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Primeira lição
de informática:

software é aquilo
que você xinga,

hardware é aquilo
que você chuta
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Quinta-feira, Janeiro 31, 2002
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Vontade transbordativa de mandar algumas pessoas pra puta que pariu. Mas antes preciso consultar o saldo bancário.

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Preservar a Bala Chita é dever de todo cidadão.

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Terça-feira, Janeiro 29, 2002
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Bicho que avua, eu gosto de urubu gereba e avião. Passarinho caga na cabeça da gente e enche a porra do saco, piando.

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Hoje recebi este spam:

"RELAXE COM O CANTOS DOS PÁSSAROS…
Venha conhecer esta super novidade!!!
São 40 CD's e mais de 70 fitas k7!
PÁSSAROS… PÁSSAROS… centenas de pássaros cantando som
ambiente… como se você estivesse dentro da Mata Atlântica ou no
Pantanal…"

Relaxar com pássaros piando? Só se o kit incluir um estilingue. Esse spam me lembrou um meigo poema que uma vez recebi do Hiro, e que vale a pena postar de novo:

I woke early one morning,
The earth lay cool and still
When suddenly a tiny bird
Perched on my window sill.
He sang a song so lovely
So carefree and so gay,
That slowly all my troubles
Began to slip away.
He sang of far off places
Of laughter and of fun,
It seemed his very trilling,
Brought up the morning sun.
I stirred beneath the covers
Crept slowly out of bed,
Then gently shut the window
And crushed his fucking head


I am not a morning person.

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Já sei quem deve cair fora do Big Pobre: o Pedro Bial, com aquele pezinho de viado rodando o tempo todo.

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PRAZER COMPULSIVO
[Drauzio Varella]

"Para o cérebro, toda recompensa é bem-vinda, venha ela de uma droga ilícita ou da experiência vivida. Sempre que os neurônios dos centros encarregados de reconhecer recompensas são estimulados repetidamente por substâncias químicas ou vivências que confiram sensação de prazer, existe risco de um cérebro vulnerável ficar dependente delas e desenvolver uma compulsão. Por isso tanta gente bebe, fuma, cheira cocaína, perde casa em jogo de baralho, come demais, faz sexo sem parar, compra o que não pode pagar e levanta peso compulsivamente nas academias. A palavra dependência vem sempre associada às drogas químicas, ao desespero do dependente para consegui-las, ao aumento da tolerância às doses crescentes e à crise de abstinência provocada pela ausência delas na circulação. A tríade compulsão-tolerância-abstinência, no entanto, não é obrigatória mesmo no caso de substâncias dotadas de alto poder de adição. A cocaína, por exemplo, droga de uso altamente compulsivo, causa síndromes de abstinência relativamente discretas, desde que o usuário não entre em contato com a droga ou com alguém sob o efeito dela. Apesar de causar dependência, a maconha muitas vezes é consumida esporadicamente, sem que o usuário apresente crises de abstinência dignas de nota. Doentes que tomam morfina para combater dores fortes, em menos de 3% dos casos, desenvolvem obsessão pelo medicamento quando as dores param.

Toda vez que o cérebro é submetido a estímulos repetitivos carregados de conteúdo emocional, os circuitos de neurônios envolvidos em sua condução se modificam para tentar perpetuar a sensação de prazer obtida. Esse mecanismo, conhecido como neuroadaptação, é arcaico. Quando a abelha penetra uma flor e sente o prazer de encontrar o alimento desejado, é liberado em seu cérebro um neurotransmissor chamado octopamina. Quando um adolescente fuma maconha ou cheira cocaína, ocorre, nas terminações nervosas de certas áreas cerebrais, aumento na concentração de dopamina. A semelhança de nomes entre ambos os neurotransmissores traduz a proximidade da estrutura química existente entre as duas moléculas. Apesar de as abelhas terem divergido da linhagem que nos deu origem há mais de 300 milhões de anos, os mediadores da sensação de prazer são quase os mesmos nas duas espécies. Na seleção natural das espécies, levaram vantagem reprodutiva aquelas que desenvolveram mecanismos de recompensa ao prazer com a finalidade de criar a necessidade de buscar sua repetição. Para o organismo, em princípio, tudo o que traz bem-estar é bom e deve ser repetido. Se não fosse assim, nós nos esqueceríamos de nos alimentar, de fazer sexo ou de procurar a temperatura mais agradável na hora de dormir.

Os estudos para entender o mecanismo de neuroadaptação em resposta aos estímulos repetitivos de prazer levam a crer que os neurônios se organizem em circuitos que convergem para estações cerebrais situadas nas proximidades dos centros que coordenam memórias e emoções. Neurônios situados nessas estações ligadas à recompensa estabelecem conexões com outros que convergem para o chamado centro da busca. Estes, quando ativados, interferem no comportamento, criando forte sensação de ansiedade para induzir o corpo a buscar a repetição do prazer. Por isso o fumante sai da cama atrás de um bar para comprar cigarro, o alcoólatra bebe no horário de trabalho e o craqueiro pede esmola para comprar a droga. Por um capricho da natureza, entretanto, a estimulação repetida do centro do prazer pode provocar ativação irreversível do centro da busca, de modo que este permanece estimulado mesmo quando o uso da droga já não traz mais prazer nenhum. Em outras palavras, o prazer repetido à exaustão pode disparar o centro da busca irreversivelmente.

É frequente entre os usuários crônicos de drogas o aparecimento de quadros persecutórios em que o dependente imagina ser perseguido pela polícia ou por algum desafeto. No caso da cocaína, da heroína, do crack, da morfina ou do álcool, não é raro surgirem alucinações em que o usuário vê bichos na parede e inimigos embaixo da cama. Nessa fase da adição, nem o dependente é capaz de entender o que o leva a tomar outra dose e a repetir experiência tão dolorosa. O centro da busca assumiu o controle; obriga o dependente a ir atrás de um prazer que não existe mais.

Esse mecanismo neuroadaptativo, associado à tolerância que o organismo desenvolve a doses crescentes de qualquer droga administrada repetidas vezes, constrói a armadilha que aprisiona tantas pessoas no inferno da dependência química. A primeira cerveja deixa o adolescente bêbado; depois de alguns anos, é preciso tomar meia dúzia para obter efeito semelhante. A primeira cachimbada de crack tira de órbita e faz o ouvido zumbir durante meia hora, mas, após alguns dias de uso, o efeito dura menos de um minuto. Pela mesma razão, todo usuário crônico de maconha se queixa equivocadamente de que não existem mais baseados como aqueles de antigamente. Em artigo publicado na revista "Science", um grupo seleto de neurocientistas mostra que, por trás do consumo de drogas, das compulsões alimentares, sexuais ou de fazer compras, da cleptomania e do vício do jogo ou de fazer exercícios exageradamente, existe um mecanismo comum de neuroadaptação."


COMPULSÕES COMPORTAMENTAIS
[Drauzio Varella]

"Para o cérebro, toda recompensa é bem-vinda, venha ela de uma droga ilícita ou da experiência vivida. Com esta frase, começamos o último artigo publicado nesta coluna. Nele, dissemos que existem circuitos de neurônios que convergem para determinados centros cerebrais encarregados de reconhecer e integrar as sensações de prazer, localizados nas imediações dos centros que coordenam memórias e emoções. Quando estimulados repetidamente, os neurônios envolvidos na recompensa que o prazer traz transmitem a informação para os neurônios situados no chamado centro da busca, com o objetivo de provocar alterações comportamentais para induzir o corpo a ir atrás da situação responsável por aquele prazer.

Na evolução dos seres mais complexos, esse mecanismo foi selecionado para obrigar os animais a buscarem o prazer. O centro da busca surgiu para forçar a repetição das recompensas ligadas à satisfação de sensações como a fome, o desejo sexual, a temperatura mais adequada ao funcionamento do organismo ou a tranquilidade de viver distante dos predadores, experiências do dia-a-dia diretamente associadas à sobrevivência da espécie. O que milhões de anos de seleção natural não puderam prever é que, às custas de substâncias químicas ou alterações comportamentais repetitivas, a espécie humana subvertesse o mecanismo de busca e recompensa, a ponto de escravizar o indivíduo a viver compulsivamente atrás de um prazer que muitas vezes até deixou de existir.

No artigo anterior, mostramos como as drogas psicoativas são capazes de sequestrar os circuitos cerebrais de busca e recompensa, induzindo a comportamentos autodestrutivos ininteligíveis para os não-dependentes delas. Hoje, mostraremos a semelhança desse mecanismo farmacológico com aquele associado às alterações comportamentais.

Constance Holden, editora da revista "Science", diz que a desordem comportamental mais semelhante à da adição às drogas é o vício do jogo. Pode alguém que não goste de jogar entender o que leva uma pessoa a passar a noite inteira numa roda de baralho e nela perder o salário do mês, sempre na esperança de que a sorte virá na próxima rodada? Estudos mostram que mais da metade dos jogadores apresentam sintomas de abstinência menos intensos, porém muito semelhantes aos dos usuários de drogas: distúrbios de sono, irritabilidade, sudorese e hiperexcitabilidade que se acalma diante da mesa de jogo. Além disso, estão sujeitos a recaídas mesmo depois de anos de abstinência. Pesquisadores da Universidade de Yale fizeram um estudo com jogadores colocados diante de um vídeo com imagens de pessoas jogando e falando de jogo. Através de um exame chamado ressonância magnética funcional, capaz de mapear as áreas cerebrais que estão em atividade mais intensa naquele momento, os autores verificaram que, ao assistir ao vídeo, entram em atividade no cérebro do jogador áreas do lobo frontal e do sistema límbico idênticas às dos usuários de cocaína colocados diante da droga.

Medicamentos como a naltrexona, que bloqueiam o "barato" proporcionado por diversas drogas, são capazes de inibir a compulsão pelo jogo, como demonstrou um estudo conduzido na Universidade de Minnesota, sugerindo um mecanismo comum de neuroadaptação às drogas e à compulsão pelo jogo. Há evidências claras de que mecanismos semelhantes estejam envolvidos em indivíduos que comem compulsivamente. Estudos mostram, por exemplo, que no cérebro de certas pessoas obesas existe deficiência de dopamina, um neurotransmissor essencial para a sensação de prazer. É possível que elas comam exageradamente para compensar a baixa atividade dos circuitos cerebrais responsáveis pelo prazer ligado à alimentação, consequente à falta de dopamina. Déficit de dopamina é uma anomalia encontrada com frequência em dependentes de cocaína. Talvez a semelhança dos mecanismos patológicos, ligados à baixa produção de dopamina, explique os altos índices de recaídas entre os usuários crônicos de cocaína e entre os obesos que fazem regimes para perder peso.

Os compradores compulsivos capazes de adquirir tudo o que está nas vitrinas, mesmo sem ter como pagar, sofrem de distúrbio semelhante. Vão às compras com sofreguidão, geralmente induzidos por quadros de depressão e ansiedade. No momento em que estão comprando, experimentam sensações de excitação muito semelhantes às das provocadas pela cocaína ou pela maconha; depois, caem em depressão, fadiga e sentimento de culpa, exatamente como os usuários de droga. Cleptomania, ingestão de grandes quantidades de chocolate, comportamento sexual compulsivo e mesmo a prática exagerada de esportes como correr, andar de bicicleta ou levantar peso são alterações comportamentais que acontecem graças à ativação repetitiva de circuitos cerebrais comuns àqueles estimulados quimicamente pelo uso de substâncias psicoativas.

A diferença é apenas quantitativa: a concentração de dopamina associada ao uso de droga é pelo menos duas a cinco vezes mais elevada do que a quantidade desse mediador do prazer liberada através dos comportamentos compulsivos citados. A semelhança fisiológica das modificações bioquímicas que ocorrem nos circuitos cerebrais dos portadores de distúrbios compulsivos e dos usuários de drogas psicoativas explica porque as compulsões comportamentais muitas vezes conduzem à dependência química. Explica, também, porque o uso abusivo de uma droga ou a repetição compulsiva de determinado comportamento abaixa o limiar para o desenvolvimento de outras dependências. No próximo número desta coluna, vamos explicar como as drogas e os comportamentos compulsivos sequestram os circuitos de neurônios responsáveis pela memória e pelas motivações comportamentais."

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Sábado, Janeiro 26, 2002
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Hoje também tem.

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Achei muito fraquinha a escola de samba argentina que vi ontem à noite, na Plaza de Mayo, em Buenos Aires. Não entendi o porquê de tanto foguetório. Bateria sofrível, aquela inovação dos tamborins de alumínio prejudicou, e muito, a marcação. Porta-bandeira até que eles tinham, inclusive diversas, entretanto mestre-sala não vi. Comissão de frente? Eles trocam toda hora, nem foi possível apreciar. No quesito originalidade, a Unidos do Bandoneón decepcionou: as cabrochas portenhas nunca têm cabelo original, é tudo pintado de loiro. O enredo não apresentou nada de novo, aquilo ali a gente já conhece de outros carnavais. Também achei pobre a ala das baianas. Todas muito magrinhas. Harmonia, decididamente, não houve. A agremiação trouxe destaques com fantasias estranhas, portando adereços de mão que em nada contribuíram para seu brilho. É por isso que a Argentina não dá certo, apesar de que a argentina aqui do prédio dá e muito. Falta samba no pé. Tango não ajuda a evolução de ninguém, é coisa de defunto tipo Gardel, Óleo Piazzolla e sua sanfoninha. Nota zero.

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"Para o cérebro, toda recompensa é bem-vinda, venha ela de uma droga ilícita ou da experiência vivida." [Drauzio Varella]

O médico, escritor e grande pessoa Drauzio Varella publicou na Folha de São Paulo artigos interessantíssimos a respeito das compulsões comportamentais humanas ligadas à busca do prazer. Sua visão é livre de preconceitos. E ele não escreve complicado, pelo contrário, é sempre agradável de ler. Como se trata de informação útil para compreender e aceitar "os outros"; como não falta gente fissurada em comida, bebida, cigarro, droga, chocolate, jogo, sexo, amor, aceitação, compras, malhação etc; como somos todos malucos, de uma forma ou de outra, mas nem sempre conhecemos nossos mecanismos internos elementares; como vivemos num país de escolaridade vagabunda, e por isso ignorante; como a informação tem que ser livre; como a Folha de São Paulo é uma empresa filhadaputa que fecha o acesso a seu conteúdo para quem não paga, vou publicar aqui esses artigos na próxima semana. Sairão juntos os 2 já publicados, depois tem outros que o Drauzio prometeu. Portanto, não estranhe quando encontrar textos grandões em cor laranja, ao entrar. Catarro Verde é serviço porco, mas de vez em quando é limpinho.

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Lista de pendências:

1. Responder emails atrasados
2. Publicar a coletânea dos NÃO CONFUNDAs
3. Escrever de novo todos os dias
4. Ver se os arquivos do Catarro não sumiram
5. Levar roupas pra lavar
6. Lavar, licenciar, fazer seguro, instalar freios no carro
7. Comprar escova de dente nova
8. Consertar o ar condicionado
9. Comprar espaço no disco do Yahoo
10. Comer a filha da argentina do prédio

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Dia desses, quem eu vi no cinema assistindo ao Apocalypse Now Redux foi o Persio Arida, acompanhado da mulher feia que ele tem e merece, bem feito, beija o cu do prefeito. Pra quem não conhece, Persio Arida foi co-autor do fracassado Plano Cruzado Bichado, que deu origem a tantos outros planos econômicos igualmente fracassados que nos assolaram a vida, mas que deram bons empregos e/ou sociedades a essa gente nos bancos de investimentos. O sujeitinho escolheu um filme adequado à sua obra econômica. Apocalypse Now Redux, beleza. Persio Arida Redux, vade retro.

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Do Lynch, eu quero é ver Mulholland Drive.

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Vi A História Real, do David Lynch-fase-TFP. Não passa de um filme sentimental repleto de americanos caipiras. Arrastado como um cortador de grama, claro. Serve para garotas derramarem lágrimas e fungar nos ombros do ente querido, que as consola enquanto rolam os créditos finais – e dá-lhe meleca na camisa nova que o cara vestiu para ir ao cinema. Vi uns 20 casais nessa situação ridícula.

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Sexta-feira, Janeiro 25, 2002
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Hoje tem!

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A foto aí de cima é da Monica Belucci. O link
foi um presente do Magiozal no primeiro
aniversário do Catarro Verde. Valeu, caro cara.

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Aqui na casa procuramos manter a mercadoria no estoque. Não vendemos fiado. Satisfação garantida ou seu browser de volta. Catarro Verde. Servindo bem para servir sempre.

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Se faltar arquivo, reclame comigo.

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Todos os arquivos do Catarro em ordem. Again.

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Eu tô na paz.
[Cássia Eller, em De Esquina, do Xis]

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Nada de álcool ou drogas nos exames da Cássia Eller, segundo laudo do IML do Rio. Eu quero ver a cara dos papa-defuntos [inclusive alguns blogueiros] que se apressaram em apregoar a overdose assim que se noticiou a morte dela. Bando de babacas, engolindo agora a merda preconceituosa que se apressaram em expelir. Esse jornalzinho de bosta, por exemplo, já começou a engolir. Foi o primeiro a estampar manchete gigantesca na primeira página: CASSIA ELLER MORRE DE OVERDOSE. Sua matriz carioca escapou do mico – não por honestidade, mas por ter sido furada na notícia da morte, como outros jornalões. Jornalão de domingo é só embalagem de classificados, então não conta. Pode morrer até o dono no sábado, que não sai.

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Amyr Klink, o navegador punheteiro, vai viajar de novo. Desta vez, por 3 anos. Não vai sozinho, preferiu levar 4 machos. Imagino que tenham sido escolhidos pelo tamanho do pau.

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Mabel, a criadora do And I Feel Fine..., lê o Catarro Verde. Ela escreve defendendo do extermínio seu poodle Pimpo, que ela ama apesar de "insuportável, mimado, porco, feio, dentes de baixo para fora da boca, parece um monstro e é gay, mas é ativo (já comeu meu finado gato), e já foi mordido por um PitBull que quase arrancou o pescoço dele, deixando uma marca horrível".

A Mabel finaliza: "estive reparando… o Pimpo lembra um pouco a minha mãe…".

Bom, nesse caso talvez seja melhor preservar o Pimpo e exterminar a mãe.

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O Alexandre Inagaki e o Orlando Tosettones Junior resolveram sacanear os assinantes do Spam Zine: homenagearam o primeiro aniversário do Catarro Verde, publicando na edição #48 os Green Catarro's All-Time Greatest Hits. Posts catarrais selecionados pelo Alê nesta montanha de estrume que eu avolumo aqui. Valeuz.

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Li que uma pesquisa entre adolescentes gringos apontou o computador como a maior invenção do século 20. Continuo insistindo que não foi. Foi o Mega Trufa.

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Parabéns pelo aniversário, São Paulo. 448 anos. Quase que não arrumo tempo pra te dar um abraço, neguinha. Te amo.

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Sábado, Janeiro 19, 2002
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MANIFESTO PELO
EXTERMÍNIO DOS POODLES.


O poodle não é um cachorro. É um chumaço de algodão vagabundo plantado pela natureza sobre dois pares de ossos fininhos. Pertence ao reino animal por equívoco genético. Estava destinado a ser um pé de alface crespa branca, insossa e irritante das mucosas. Existem quatro tamanhos de poodle, a saber: grande, médio, miniatura e ridículo, ao qual se deu o nome de Poodle Toy. Um poodle se diferencia dos cães a começar pela personalidade traiçoeira. Está longe de ser uma criatura confiável. Aproveita-se de suas pequenas dimensões e de sua estética ovina para usar de violência, agredindo fisicamente até o próprio dono, quando este hesita em colocá-lo no devido lugar: o forno de microondas ligado no modo "assar". Os donos de poodle não contam isso a ninguém, pois cedo ou tarde a criatura ficará sabendo e se vingará. Essa espécie é insidiosamente observadora e dotada de memória aguçada, características quase sempre confundidas com inteligência. Domadores circenses aproveitam-se delas e exploram o exibicionismo natural dos poodles, ensinando-os a fazer números previsíveis e soporíferos, como subir escadas, saltar através de arcos, dar cambalhotas e dançar de saia rodada. A cauda do poodle termina em pompom, detalhe que evidencia o homossexualismo generalizado dos machos e a vulgaridade das fêmeas. O latido estridente e o ânus arrombado típico dessa raça confirmam. Nos canis especializados, os criadores preocupam-se muito em controlar a temperatura dos filhotes. A técnica mais usada consiste na introdução de termômetros em seu ânus, ato muito apreciado e sempre aguardado com indisfarçável expectativa pelas criaturinhas. A história registra que Winston Churchill possuía um poodle chamado Rufus. Consta que era seu hábito acalmar Rufus socando-lhe o charuto no roscofe. Senhoras solitárias treinam seus poodles para lamber-lhes o clitóris. Eles obedecem, mas quando elas se distraem, cospem de lado com superioridade. Experimente tosquiar um poodle. Observe o resultado. Ele se transformará no retrato ambulante e franzino de seu próprio caráter: um rato. Só tem um jeito. Exterminar.

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Quarta-feira, Janeiro 16, 2002
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Segunda-feira, a prefeita Morta Suplicy rasgou a calça na bunda ao visitar o Morro do Sabão, onde os moradores a receberam debaixo de vaias. Ontem a calça não rasgou, mas as vaias se repetiram no Jardim Damasceno, onde ela foi posar de novo para os fotógrafos. Os fudidos e mal pagos que a receberam moram no meio do lixo e da lama. Estão morrendo nos deslizamentos. Segundo o JT, a Morta Suplicy não utilizou nem metade da verba prevista para obras de prevenção e combate às enchentes. Porra. Não faz nada na periferia. Não faz nada nos Jardins, onde mora mas não vê a sujeira e os buracos que a rodeiam. Acorda, figura. E vai trabalhar, caralho! Anda! Mas, por favor, não renuncia não, porque o teu vice é outra bosta.

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Quando um cretino se manifestar diante de uma idéia nova de sua autoria, dizendo "veja bem, agora eu vou fazer o papel de advogado do diabo", não pense duas vezes: mande gasolina e taque fogo. Trata-se de um idea killer. Essa escória, só incinerando.

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Preciso voar, caralho, preciso voar.

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Preciso amar, caralho, preciso amar.

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Preciso foder, caralho, preciso foder.

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Preciso comer, caralho, preciso comer.

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Preciso dormir, caralho, preciso dormir.

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E a minha amada Clarah Averbuck, dona do Brazileira!Preta, do Averbuck is on The Table e do Dexedrina, estreou no Spam Zine junto com o Pedrones. Razão definitiva pra você assinar. Eu queria ter a vitalidade que a Clarinha Averbukowski tem pra esgrever.

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Lembra do Pedro Ivo Resende? O dono do finado e saudoso blog Loser? Pois é. Está escrevendo no Spam Zine. Mais um grande motivo pra você passar lá e fazer uma assinatura. É digrátis. Alô, Pedrones, você é um viado. Não me avisou:)

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O Ricardo Sabbag, co-editor do Spam Zine, foi pra cama com uma tal de Varicela. Parece que ela fode legal. O Catarro Verde lhe deseja rápido e total restabelecimêinto.

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Segunda-feira, Janeiro 14, 2002
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Mande um advogado tomar no cu por email. Ele merece, porque fica enviando spam. O nome completo é J. Camilo Advogados Associados. Deviam ter vergonha na cara:P

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Nesse novo diretório encontrei o Papo Calcinha, blog de 2 meninas. Uma delas faz uma coisa que eu sempre faço: ir ao cinema pra ver 3 filmes, um atrás do outro. Adoro.

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Cadastre seu brógui no .Blog, novo diretório brogal. Cadastrei o Catarro agorinha. Duro é escolher uma categoria. Acabei escolhendo "humor", embora nunca tenha me proposto fazer um blog de humor. Mas tudo bem. Pensei em escolher a categoria "design", por causa do meu template… Depois pensei em optar por "linux/open source", porque achei chique… Em "educação" não daria, porque não possuo. Então fica "humor" mesmo. Mau humor.

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E lá vem o Mr. Manson, do Cocadaboa, de novo. Não sei onde arrumo tanto saco pra agüentar essa bichinha. Agora cismou que eu queimei o filme dele. Vamulá pro direito de resposta, mas declaro o assunto encerrado. Caralho.


"Aí Catarrento,
 
Direito de resposta: Eu não conhecia o Boobscan. Inclusive o lance de escanear peitos foi derivado da parte de escanear objetos estranhos (e é obvio que exista outro site que tenha feito isso, a idéia não é nem um pouco revolucionária). Pensei: "já que tem uns malucos que vão escanear pau e bunda, pelo menos vou estimular as meninas a mandarem peitos com "Cocadaboa" escrito neles". Aí criei a segunda parte da promoção.
 
Você já tem gabarito para saber que para cada "idéia nova", existem pelo menos mais 3 pessoas que estão fazendo a mesma coisa. Com a Internet ficou muito mais fácil encontrar estas 3 pessoas.
 
Então vê se não queima meu filme. Sou um dos grandes defensores dos créditos, sempre que faço algo inspirado em outra coisa cito a fonte, por mais boba que seja. Sinto a sacanagem de nego copiar e não dar os créditos na pele, o que não falta é texto do Cocadaboa circulando em SPAM como se fossem domínio público. E ainda tem blogueiro viadinho que copia tudo e publica como se fosse dele.
 
Valeu. Um beijo na sua bundinha depilada."

Depilado é o cu da sua mãe, seu viado:)
Mas eu acho que você tem razão. O Cocadaboa é o site brasileiro de humor mais criativo e, sobretudo, mais descondicionado que eu conheço. Já foi perseguido e cortado sem aviso por provedor, sofre ameaças de advogados, não fatura nenhuma grana e continua de pé. Estamos aqui, Mr. Manson. Um amigo é pra acudir outro;)

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Corrigindo a tempo: o maior patrimônio do Catarro Verde [e meu] são os amigos. Os velhos e os que o brógui me trouxe. Sentimental eu sou, eu sou demais… ;)

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Obrigado a todos pelos emails de parabéns que estão chegando. Só não publico o nome de todo mundo porque ia ficar uma lista maior do que essa das lembrancinhas. O maior patrimônio do Catarro é a correspondência carinhosa que ele recebe. Tudibom proceis, gente boas.

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Domingo, Janeiro 13, 2002
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Hoje o Catarro Verde faz 1 ano. As lembrancinhas que eu quero ganhar das meninas: abigail, abrigo do Jones, abrigo do Chico, acolhedora sedenta, áfrica, agamamou (h mamou), agasalhadora de croquete, aiai, alfajor, almofada, alpargata, anel da frente, Anna Julia, aquilo, apertadinha, aranha, arapuca-de-caçar-pinto, arapuca-de-pegar-pinto, arca, área de lazer, areia movediça, armadilha, arraia preta, arrochada, arrombadinha, ascoisa, atolada, azeiteira, babaca, babapinto, babau, babiceta, baby-maker, bacalhau, bacalhoada, bacorinha, bacurinha, bagaceira, bainha, bainha-de-homem, balseira, banguela, banguelinha, baraba feliz, barata, baratinha, barba rala, barbatimão, Barbie, barca de sêmen, barroca, barroxa, batcaverna, baú, bela, berbigão, Bia Clitóris, bibirito, bichana, bichochota, bicho preto, bichota, bife, bigaia, bigode, bigodinho, bijóia, bibinha, bimba-grande, bimbinha, biriba, birisqueira, birosca, birsa, bisegre, bitiquita, boca cabeluda, boca-de-baixo, boca-de-bicho, boca-de-cabelo, boca-de-caçapa, boca-de-encrenca, boca-de-jacaré, boca-de-pêlo, boca-de-sapo, boca-de-veludo, boca-em-pé, boca-do-corpo, boca-do-mato, boca-em-pé, boca melada, boca murcha, boçanha, boca peluda, boca-sem-dente, boceta, bochechuda, boiquinha, bolsa-de-valores, bombril, boné, borboleta, borburinha, borrachuda, bota-mangueira, breba, brecha, brecheca, bregueço, brigite, bubuça, buça, buçanha, buçara, buçarra, buceta, bucetildes, bucicleide, buchana, bueiro, buque, buquê, buraco, buraco-de-mandioca, buraco-da-minhoca, buraquinho-de-donut, bussanha, butchaca, butico, buziu, cabeluda, caçapa, cachimbo, cachópolis, cachorro, caculo, caiçara, caixa-de-moleques, caixinha, caixinha de segredos, campinho, canarinha, caneco, caneco-de-couro, canoinha, capô-de-Fusca, capozinho, cara da cachorra, cara-de-sapo, caralho's house, caramujo, caranguejeira, caranguejo, carapaça, cara-preta, carlota, carlotinha, carne de chavas, carne mijada, carteira, cartola, cartola chiquita, casa-do-caralho, casco-de-veado, cascuda, castelo do amor, catarina, catchusca, catedral do amor, catrana, caverna, caverna-do-dragão, chana, chanha, chanisco, chavasca, checheca, chechênia, cheirosa, cheirosinha, chibiu, chincha, chincho, chinin, chiquita, chiquitita, chiranha, chiri, chiruba, chocho, chochota, chuleta, chupaki, cicatriz, cicicléia, cicinha, cobiçada, cocada preta, coisa, coisinha, coletiva, comequechama, cona, concha, conho, copa, coquinha, cova, cova-de-quiabo, crespo, crica, cu-da-frente, cudaime, cururu, danada, danadinha, desejada, desempregada, dida, Dirce, disputada, encrenca, engole-cobra, engole-espada, engole-pau, engole-quiabo, ensopadinha, entre-pernas, esconde-vara, escova, escovão de minhoca, esfiha, esfiha de pêlo, estopa, fábrica-de-fazer-boneco, fábrica-de-fazer-menino, fadinha, fechadura, fenda, ferida, ferramenta de puta, Fidel Castro, fifi, figa, figo, filé, flor, flor-de-maracujá, floresta, florzinha, fofa, fofíssima, forno, frigideira, fruta, fruto proibido, furna, ganha-pão, garagem, gaveta, gengiva, gerimpoca, goelão, gorda, gorduchinha, gostosa, gramado, grelo, greta, Greta Garbo, Grand Canyon, grota, gruta, gruta-do-amor, gruta melosa, guardapau, güelão, hamba, inchu, inhanha, jabuticaba, jaca, katchanga, lacraia, lambedeira, lambuzadinha, lanho, lasca, lascadinha, lascado, lascão, Laurinha, leleca, Lili, Lilizinha, língua-de-vaca, loca, lodo pecaminoso, loré, luluca, maçã, macaquinha, Madonna, madre, mal agradecida, malvada, mancu, manjar-dos-deuses, manteigueira, mapoa, maquiadora de palhaço, máquina-de-fazer-menino, margarida, Marieta, marisco, marisco-de-barra, marmota, marreca, mata, Mata Atlântica, mata-homem, mealheiro, meia, meio, melapica, menina, mexilhão, microfone cabeludo, migué, mijadeira, mijador, mijador-de-feto, moente, molhadinha, morceguinho, nascedouro, néctar, nega do cabelo duro, negucinha, nhaca, nhaça, nhonha, nica, ninho-de-piroca, ninho-de-rola, ninho-do-amor, olho-d'água, pachacha, pachade, pachucha, paçoquinha, paddock, países baixos, palha-de-aço, palhacinho, pamonha, pão-crioulo, pão-de-trigo, papangu, papoula, papuda, paquita, paranho, parque-de-diversões, parratcha, parreca, partes, pássara, passarinha, passarita, passatinha, pastel cabeludo, pastel de cabelo, pastel de pêlo, pata macho, paxaxa, paxuxa, pé-de-barriga, pé-de-boi, pedegueba, peladinha, peleia, pemba, pencha, penhasco, pepeca, peposa, pequena, perdigueira, perenta, perereca, perestroika, perigosa, periquita, periquito, perseguida, pêssego, peteca, pexereca, picéu, pichéu, pichita, pichoca, pintassilgo, pinto invertido, pintópolis, pipita, pipiu, piradora-de-cabeção, pirâmide do Egito, piririca, pitchula, pitéu, pito, pitrica, pit stop, pixana, pixerreca, pixéu, pixirica, pixoca, pixoleca, pixonilda, pixota, pixuruca, playcenter, playground, poça, poço negro, poldra, pomba, pombelaça, pombinha, pomboca, popoca, porontchesca, porta do céu, porta-espeto, porta-pica, porta-rola, porteira do mundo, prazerosa, precheca, preciosa, precipício, preta, prexeca, prexela, prexereca, prexeta, prexexeca, priquita, Priscila, prissiguida, prochaca, procurada, pururuca, puxuroca, queridinha, quica, quindim, quiquiriquinha, quirica, racha, rachada, racho, rapadura, raspadinha, rata, ratoeira, receptáculo-da-tromba, recheio-de-sonho, redonda, rego de mijar, rodete, rosa, rosinha, saca-rola, sachana, salgadinha, sapo, saromba, segredo, senaita, Sheila, siri, slach, Smurfete, soberana, sovaco-da-perna, SS (sugadora de sêmen), Stargate, suada, suga-rola, surubésia, sururu, suvaco-de-coxa, tabaca, tabaco, tabacuda, taioba, taki puaro, taki puku, talho, tambarerê, tapioca, taradinha, tareco, taroque, tarraqueta, tatu, tcheca, tchocho, tchola, tchutchuquinha, teresa, testa, testa alta, testa cabeluda, testa larga, testuda, tiché, tichim, tigela-com-pêlos, tira-prova de homem, titita, toca, toca-da-cobra, toca-do-coelho, totonha, triângulo, trinquinha, totó, túnel, tutuzinha, uh tererê, ursa, vagina, vaginovisky, vajosta, valderrama, Vanusa, vão, vaso, vatapá, venta, vergonha, vértice glorioso, vizinha-da-frente, vulva, xamombloca, xana, xandanga, xanha, xanosa, xapoca, xaxá, xavasca, xavascuda, xeca, xequeprana, xereba, xerea, xereca, xerenga, xerereca, xeronga, xexeca, xexéu, xiba, xibiu, xiboca, ximbica, xinim, xinxa, xinxim, xirana, xiranha, xiranhã, xiri, xirinha, xixi, xixim, xixita, xoboita, xonha, xopana, xota, xotão, xotinha, xoxa, xoxonha, xoxota, xoxotaço, xoxotão, xoxotinha, xulapa, xulapuda, xumbica, xuranha, xuranhã, xuxa, zazinha, zezinha, zinga, abricó, açucareiro, acusado, afiador, amarrador de laço, anel, anel de carne, anel de couro, anel de proctologista, anísio, ânus, apertadinho, apertante, apitador, apito, apolônio, aquário, argola, aro, arolino, arregalado, arroxado, arruela, assassino de espermatozóide, ás-de-copas, assobiante, assobieiro, auréola, azedim, azeitona, bainha, baitico, bambi, barulhento, batcaverna, berba, bergebeu, besouro, bile, biro-biro, biu-biu, biscoiteiro, boca banguela, boca da quartinha, boca de caçapa, boca de gamela, boca de mico, boca de pêlo, boca de rego, boca de velha, bocal, boca murcha, boca-roxa, boca traseira, bocão, bocoió, bodega de pobre, bodinho, boga, bogodó, boiga, bolo, bojo, bomba, bombeiro, bonifá, bonifácio, boot, borba, boréu, bóris, borná, borracha, bosteiro, bostico, bostoque, botão, botão-de-couro, botico, bozano, bozó, brioche, brioco, brioso, brizu, broa, brocôncio, brote, bubu, bueiro, bufante, bug, bugueiro, bundoca, buraco, buraco de agulha, buraco de bala, buraco encantado, buraco negro, butão, butico, buzanfa, buzanfã, buzeco, buzego, buzico, buzigo, buzina, cabo, caçapa, caçarola, cachimbo, cacófago, cafundó, cagador, cagante, cagão, caixa, calota, canal-dois, caneco, cano de escape, canto escuro, caolho, capelinha, de melão, carimbo-de-cueca, carimbo-de-papel-higiênico, carimbo-do-icó, carretel, carrité, carrossel, casa-de-bilau, casca de peido, cascudo, casquinha de sorvete, catabofa, catingoso, cavaco, cego, cegueta, ceguinho, centro do oiti, chambica, chaminezinha, chapinha de caracu, chefe, cheirosinho, chico-prega, chicote, chucrute, cibazol, cieba, clarabela, cloaca, cocada, coceirinha, cofrinho, coiteba, come-come, começo do mundo, com-prega, cooler, corneta de pobre, coroa, coroinha, corta-prego, crespinho, croquete, cruel, crush, cu, culo, curel, curió, cusculepa, cuscuz, cuziti, dadao, dadivoso, danado, das-pregas, deco, dengoso, dentrol, derna, desdentado, donut, disco, distinto, doce-de-coco, dorminhoco, dublê, dunga, edi, edicetra, ejetor, encaroçado, enfezado, engilhadinho, engole-cobra, enrugado, entrada de serviço, entrada proibida, escotilha, esgoto, espalha-bosta, espoleteiro, espalha-gás, esquenta-pau, fábrica de esterco, fábrica de tijolo, faiacu, fanho, farenheit, farinheiro, fede-fede, fedegoso, federal, fedido, fedolim, fedorento, fefanho, feijão, feijoeiro, felipe, feofó, ferramenta, fevereiro, fiandeiro, fiango, fiantã, ficha, fifo, fifojolo, fígaro, figo, figueiredo, filadelfo, filofa, fim do espinhaço, fim do túnel, finfa, fió, fiofó, fiosque, fiota, fiote, fioto, flande, flandre, flash-light, flatulento, fleba, floquinho, flor-de-cheiro, flor-roxa, florisflauto, floroso, florzinha, foba, fobilário, fogão-de-uma-boca-só, fogareiro, fogoso, fon-fon, fonoro, fopa, foquito, foraboscóite, Ford Ka, forever, forevestréu, forévis, forfite, formiróide, fortunato, fosquete, fossa, fosso do fedor eterno, fox, frande, franzido, frapa, frasco, frederico, freguesia do icó, fresado, frinfa, frivioco, froscófolis, frosquete, fuero, fueiro, fufu, fuína, fulaninho, fundilho, fundo, funxo, fuque-fuque, furico, furingo, furiquim, furo, furumbumbum, furunfum, fusqueta, fusquete, fute, fuzéu, fuzil, ganha-pão, garagem de salsicha, gargalo, gargantilha-de-bilola, genebaldo, gicurino, girassol, gnomo, goba, gobilha, gogoroba, goiaba, goiabinha, gojoba, goreba, gregório, guabiroba, guarda-pau, gugu, harry, hd, heliodoro, hemorroidário, hermenegildo, holofote, honório, idi, ilhó, ilhós, imprensadinho, indisciplinado, inhonho, ipsilone, jaca, jacuba, jatobá, jeitosinho, jejunuilho, joquinha, juca, kiko, kubrick, lamparina, lata, lata-de-doce, lero-lero, lindinho, listradinho, loca, loja, loló, lordo, lorto, lugar-de-sair-vento, lugar-onde-o-sol-não-bate, lugar-que-não-vê-o-sol, luluzinho, macaíba, macio, máquina-de-fazer-churros, malcheiroso, malvado, manolo, maracujá-de-sete-feiras, marquês-de-rabicó, marronzim, marronzinho, mealheiro, medonho, meia-cômoda, meinho, melado, melindroso, meu-vizinho, microondas, minúsculo, moedinha, moinho, molhadinho, molinha, monossílabo fedorento, moranga, mordedor, morenão, moreninho, mosqueiro, mosquito, mucumbu, mucumbuco, murundu, mustafá, neném nêspera, ninho-de-cri-cri, ninho-de-oxiúros, ninho-de-rola, nó, ó, oboscópio, obreiro, offstring, ofinofraite, oiti, oiti-coró, olhinho, olhinho-de-palhaço, olho, olho-cego, olho-da-goiaba, olho-de-baixo, olho-de-boi, olho-de-porco, olho-de-tandera, olho-de-trás, olho-grande, olhota, orenaite, orifício, orifício negro, orifício peidante, oritimbó, orobil, orobó, osmar, otchero, ozeba, paio, panela, pão-de-queijo, papeiro, papoula, parreco, passador-de-fax, passatempo, paulo, peidador, peidante, peidorreira, peidorreiro, pelado, pelego, pêlo-duro, peludão, peludo, peludinho, pequerrucho, perseguido, peteca, pevide, pianculo, pintor-de-porcelana, pisca-pisca, piscante, pitchula, pito, playground-de-chato, plugue, poço-de-enxofre, poço-dos-desejos, porta-biscoito, porta-de-serviço, porta-supositório, pokémon, porta-rola, porvarino, pregas, pregueado, pregueiro, prensado, prensadinho, pretinho, prezado, pufe, puísto, quentinho, quijila, quinha, quico, quinca, quincas, rabada, rabeta, rabichote, rabicó, rabo, radô, rancho-fundo, ray-ban, rebojão, redondo, rego, regondônio, retentor, retro-olho, rigoleto, redondo, roda, roda-de-fogo, roda-viva, rodela, rodiasclipe, rodinha, rojão, rosa, rosa-dos-ventos, rosa-pequenina, rosca, roscofe, roseta, rosqueta, rosquete, rosquinha, roti-flight, roxinho, royal, ruela, rugoso, saída, saída-de-emergência, sapulha, sem-prega, sem-sorte, senzala, serebesquel, serelepe, sete-pregas, severino, sextavado, simpático, sim-senhô, sinicrim, siribrina, sirigüela, smurf, solista, soprador, subaru, subilatório, subioco, substantivo, taioba, tamagoshi, tamarindo, tampa-de-farinheiro, tapioca, tareco, tarolho, tarraqueta, tatavo, temperamental, tchan, tenebroso, terceiro olho, terminal-do-tubo-digestivo, tibúrcio, tico-tico, tinhoso, tintureiro, tis, toba, tobi, toinho, torpedeiro, trabalhador, traseiro, tresoitavos, tesouro, tripa-gaiteira, trovejante, tubi, túnel-negro, tufão, TV-de-pobre, uivante, urna, vagalume, valetinha, válvula-de-escape, vaso preto, véio, véio-goba, véio-foba, velho-de-guerra, vesúvio, vesgo, veveco, via-expressa, viegas, vintém, waffel, washington, x-do-tesouro, xaveco, xilingu, xoxo, XPTO, xucrute, yoshi, zebesquefe, zé-bocó, zé-bosteco, zé-cocô, zé-de-boga, zé-de-bróia, zé-de-obrar, zé-de-quinca, zé-do-broquinha, zeferino, zé-golinha, zeguedé, zé-lebrão, zé-melé, zenóbio, zero, zezinho, zimba, zinco, zinquerônio, zoinho, zorento, zorobó, zulu;)

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Sábado, Janeiro 12, 2002
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Sono.

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Uma coisa que ainda faz parte dos meus planos é trepar com uma contorcionista.

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Caro cara Binhoman, obrigado pelo convite de aniversário. Só não fui porque meu pai não me deixa sair à noite.

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Cansaço.

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Num tem jeito. Acho que nunca vou deixar de confundir esses nomes:

• Andréa com Adriana
• Valinhos com Vinhedo [são 2 cidades de SP]

Deve ser alguma patologia.

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O Marcos Napier, também conhecido como Baco, me escreve e avisa: o lance de publicar peitos escaneados é chupado. Muito bonito pra tua cara, Mr. Manson:/

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Nunca dê um sorvete ao tenista Guga. Ele vai comer com a testa.

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*** Dica de bala nova 2. Juquinha Cereja. Não compre, é uma merda.

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*** Dica de bala nova. Tubitas Roll, daquela fábrica Dori. Feitas de leite condensado e frutas. Não compre, é uma merda.

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Bruna Lombardi, como sempre, fazendo o papel de Bruna Lombardi. Desta vez no Quinto dos Infernos, lugar adequado, não se pode negar. Alguém precisa avisar a essa senhora que ela não é, nunca foi nem será uma atriz. Para quem estará dando desta vez?

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Pelas escarpas do Aconcágua! Com mil avalanches! A Caixa Econômica Federal agora é receptadora estatal de objetos roubados. O ladrão vai a qualquer agência de penhores da CEF, preenche um papel, entrega a muamba e leva a grana. Simples assim.

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Geraldinho, o governador apagadinho, precisa decidir: ou cria vergonha na cara e dá uma limpa geral nessa polícia e na bandidagem, ou cai fora. Estamos em guerra civil e só ele não percebe.

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Quinta-feira, Janeiro 10, 2002
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Rolando hoje a versão teste do novo esquema do Napster, apenas para 20 mil nascidos de cu pra Lua que foram sorteados entre 2 milhões de inscritos. Tem 100 mil arquivos disponíveis, licenciados por gravadoras independentes e pequenas.

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Não sei não. Tem blogueira aí que, pra participar do concurso de peito escaneado, vai precisar de um scanner de alta. Uma delas, pelo menos, de cilindro:)

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Bem que o Cocadaboa podia fazer um concurso de cuxota escaneada:)

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Mais uma idéia maluca do Cocadaboa, o site inútil criado pelo porraloucarioca Mr. Manson. Você pode conhecê-la pelo email abaixo [segue na íntegra porque não tenho tempo de resumir], que ele me enviou com este subject: "Lê logo, sua bicha paulista. Nessa você vai se amarrar!".

Percebe-se que nossa amizade é permeada de carinho e respeito. Seguinte, Mr. manson, vou publicar essa porra porque achei muito interessante, mas bicha paulista é o cu da sua mãe.

"Aí Catarrento,
 
Nessa você vai se amarrar. Já tá rolando lá no Cocadaboa Diário.
 
Grande Promoção Um Scanner na Mão e Porra Nenhuma para Fazer® (Parte I):
Agora os leitores do Cocadaboa poderão participar de uma de nossas séries de maior sucesso. Tire a poeira do seu scanner velho e digitalize a coisa mais bizarra/engraçada/inútil que você encontrar e depois envie para a gente. Nós publicaremos sua imagem e elegeremos a mais maneira. O vencedor fatura uma camiseta do Cocadaboa (rebarba dos prêmios do Bolão).

Mas atenção:

- Apenas uma imagem por pessoa.
- Só valem objetos escaneados por você! Nada de fotos ou arquivos catados na rede.
- Para provar que foi você que escaneou, coloque um papelzinho com seu nome abaixo do objeto, para ele fazer parte da imagem final.
- Não esqueça de informar seu nome e cidade no email enviado.
- Edite sua imagem para o arquivo não ficar muito grande (o limite de tamanho é 150Kb).
- Formato JPG!
- Envie para o email
- Boa Sorte!


Grande Promoção Um Scanner na Mão e Porra Nenhuma para Fazer® (Parte II):

Nossas leitoras não precisam ficar chupando dedo. Como gostamos muito delas, resolvemos dar uma colher de chá. As 12 primeiras que enviarem uma imagem dos peitos escaneados para a gente vão faturar automaticamente uma camiseta do Cocadaboa. Isso mesmo! Mandou, ganhou! Sem eleição, votação ou concurso! Mas só as 12 primeiras. É sério, queremos ver do que vocês são capazes e estamos dispostos a premiá-las por isso.

O envio é anônimo. Seu nome, email e cidade não serão divulgados no site. A única pessoa que vai saber a proveniência do arquivo é o editor do Cocadaboa (MrManson), nem mesmo os outros autores terão acesso a essa informação. A foto será exposta no Cocadaboa, mas de maneira alguma você será identificada (a não ser que algum ex-namorado reconheça).

Atenção:

- Muito importante (sem isso não fatura): Para provar que isso foi feito especialmente para esta promoção, escreva "COCADABOA" na sua pele, de uma forma que fique legível na imagem.
- Além de colocar a peitchuca no scanner e mandar bala, você também pode tirar fotos normais, com sua câmera digital ou webcam.
- Não precisa mostrar o rosto. Apenas os peitos desnudos.
- Não importa a qualidade do peito. Pode ser bonito, feio, pequeno, grande, siliconado, durinho, caído, enrugado... tanto faz, é só mandar e ganhar, como dito anteriormente: não se trata de um concurso.
- Marmanjos podem concorrer, mas para isso terão que convencer a sua irmã / namorada / mãe / prima / vizinha a ceder a imagem dos mamuchos.
- Menores de 18 anos só podem participar com a autorização dos pais.
- Edite sua imagem para o arquivo não ficar muito grande.
- Envie para o email

- Boa Sorte! Quer dizer, você não precisa de sorte, é só mandar para ganhar. Mas corra! Só as 12 primeiras faturam. Informarei aqui no Cocadaboa Diário quantas já mandaram e quantas ainda restam.
"
1:09 PM
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Quarta-feira, Janeiro 09, 2002
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Cazzo, o Blogger não está postando:P

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Meus parabéns ao Gustavo Leitão, dono do Chocolate, pelo post que reproduzo abaixo. Ele trata da nobre arte do escarro, descrevendo em detalhes esse verdadeiro estado-da-arte que é o chicote de meleca. Um ato requintado que exige fina destreza, não estando ao alcance de amadores. Algumas de suas variações exigem estudo universitário.

"A escarrada constitui uma arte das grandes. A idéia me ocorre toda vez em que me vejo diante de uma cusparada daquelas de parar os relógios. Geralmente, os grandes mestres são displicentes. Não páram, não se concentram, não invocam a musa. Abrem um canto da boca e disparam o cuspe em um só tiro, que corta o ar em linha reta. Os mais refinados raspam o fundo da garganta para juntar um tanto de catarro, o que torna o projétil mais denso e mais certeiro.

Quem torceu a cara com o trecho acima nunca se comoveu com as linhas retas de Niemeyer, com uma sonata de Debussy. Os artistas frustrados como eu, para começar, não cospem. A escarrada é um desabafo, privilégio dos que não têm nada a esconder. Os outros simplesmente engolem a saliva, vexadíssimos, ou se fecham no banheiro. A cusparada requer não apenas uma certa dose de desprendimento como de macheza. Tanto que vem sempre acompanhada de um coçada nas partes. Não daquelas discretas, que não ousam mostrar a cara, mas uma sacudida orgulhosa que diz: "eu tenho, viu?".

Para quem ajeita as particularidades com as pontas dos dedos, nem adianta tentar: escarrar não é sua praia. Vai passar vergonha. O cuspe vai sair que nem um spray e vai parar na sua camisa ou na do seu vizinho. Ou um vento vai carregá-lo de volta para a sua bochecha, em um fio de baba atravessado na cara. Enrolar-se com um fiapo de baba ou com a mozarela da pizza é uma tragédia para a dignidade de alguém.

Como em toda arte, há os expoentes, os Picassos e Matisses. As altas mentes são capazes de obras-primas irretocáveis. Quem não conhece o chicotinho de meleca, essa Mona Lisa dos escarradores? É um jeito de desimpedir a narina entupida com poesia. Em vez de simplesmente assoar o nariz, como reza a cartilha careta, o sujeito tapa uma das narinas e faz passar pela outra todo o ar dos pulmões. Por ela escorre um fio verde, que um dedo intercepta. Depois, num movimento rápido, golpeia o cordão de meleca longe. Chhhpá! Eu nunca vi coisa mais linda."

Valeu, Repórter Mosca – sempre atento às mais belas manifestações do talento humano. Abracetazzzzz.

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Segunda-feira, Janeiro 07, 2002
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O Catarro informa: ontem a Lua entrou no Quarto Minguante. O que isto significa? Que você deve cortar os cabelos, caso necessite fortalecê-los. Eles crescerão lentamente também, o que significa menas despeza de cabeleireiro. Aquele viado sentirá saudades de você – e da sua grana. Já o sujeito que lava os seus cabelos dará graças a Deus, porque você nunca lhe deu gorjeta. O mesmo efeito lunar você sentirá em suas unhas e outras partes cortáveis e auto-renováveis do corpo, tipo sobrancelhas e pentelhos. Outro efeito do Quarto Minguante pode ser notado nos blogs sem assunto. O Catarro Verde, por exemplo, já cresceu 11 linhas.

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Esta é a segunda-feira mais preguiçosa de 2002. Ô segunda-feirazinha mais filhadaputa, todo mundo trabalhando numa puuuuta preguiça…

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Alô, Juliano. Recebi a foto do seu CREG disfarçado de obra do Portinari, convivendo sorrateira e pacificamente com sua agenda de 2002. Cuidado! Melhor quebrar antes que esse tipo de CREG se multiplique no seu armário. Daí a perder a auto-estima é um pequeno passo para um homem mas um gigantesco passo para a humanidade, como diria Louis Armstrong, o violonista que pisou no planeta Lua.

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Domingo, Janeiro 06, 2002
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Ajude esse cara a arrumar um emprego melhor. Ele anda tão puto no trabalho que até criou um blog chamado Eu Odeio Trabalhar Aqui. O texto de apresentação:

"Eu ia fazer esse blog pra falar de uma coisa, mas descobri que queria falar de outra. Quero meter o pau na empresa que trabalho, que tem um sitezinho bosta de um esquema de pirâmide (Alô, Polícia Federal!) e acha que é a Amazon.com. Obviamente, não pretendo me identificar. Mas eu existo. Sou escravo de Web Designer. E não pense que não estou procurando outro emprego, porque estou.

FICHA TÉCNICA

Empresa: confidencial
Horário: das 9h às 18h com 1h de almoço
Função oficial: Web Designer
Função verdadeira: Operador de Photoshop, office-boy, auxiliar de escritório, burro de carga e escravo
"

:)

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No Rio, os eqüinos agora têm direitos trabalhistas. Político vive legislando em causa própria.

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Eu rrrecomêindo o roiz carreteiro Maggi. Erre na medida da água, pondo meia xicra a +. Fica bom. E esse não tem gostinho de múmia igual ao da Arisco.

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Ele não sabe cozinhar, ele é Joselito.

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O INPI - Instituto Brasileiro de Normas Técnicas - devia baixar uma norma: "todos os arrozes de pacotinho devem exigir quantidade idêntica de água para serem cozidos". Não se pode dominar a difícil arte de preparar roiz com zovo se a quantidade de água varia de marca pra marca, e de modelo pra modelo de roiz. Comprica.

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Um dia recebi um email anônimo. Dizia que andavam criticando meu egocentrismo numa lista. Que ninguém agüentava mais. Eu, egocêntrico? De jeito nenhum. Eu sou apenas um pouquinho maravilhoso e encantadoramente inesquecível. Não tenho culpa se o Grande Fodão me contemplou com defeitos que as mulheres adoram e os homens invejam. O que se pode fazer? ;)

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A Vanessa, dona do Morfina é quem informa: o Luis Almeida começou um blog e não me contou: O Descrente. Não é pela amizade não. Se você quer um blog em que o texto é da melhor qualidade, vai lá.