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CATARRO VERDE

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ASSIM É, SE LHE PARECE.

[Pirandello]



BLOG MAL E PORCAMENTE
ESCRITO DESDE 2001 POR SERGIO FARIA,
GINECO-PROCTOLOGISTA AMADOR,
ADVENTISTA DO 7º DÍGITO,
TRESBESTERIANO E DEVOTO
DE SANTA IGNORÂNCIA.

MELHOR VISUALIZADO
POR QUEM NÃO É CEGO.







COMENTAR?



Primeira lição
de informática:

software é aquilo
que você xinga,

hardware é aquilo
que você chuta
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Sexta-feira, Maio 31, 2002
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Lula & Quercia.
Ciro & Collor.

Farinhas do mesmo saco.
Nada a estranhar.

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Quarta-feira, Maio 29, 2002
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Como sumir do mapa sem deixar vestígios.

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Oi, Krika. Tudo beleza?

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Oba! Feriadô! Feriadô! Feriadô! Nunca amei tanto os feriados. Viva o feriado. Eu quero é mais feriado. Quanto mais feriado, melhor.

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Arquivos em ordem. Nem é bom falar.

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Nunca dê um Photodisc
A um cara de criação
Ou lhe mata de vergonha
Ou vicia o cidadão

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Como vai querer seu reclame, senhora? Ok, senhora. Vai ketchup? Maionese ou vinagrete? Pimenta não, claro, claro. Ah, sim, um pouco antes do ponto... Tá certo, senhora. E no Corel, não vai nada?

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Na publicidade quase nada mais se cria, tudo se photodisca, se gettymagina, se tonystona, malditos bancos de imagens socializando a mediocridade, democratizando o acesso à mesmice pelo redor do mundo, para aplauso da freguesia burra e mal informada que, tanto faz como tanto fez, decide.

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Um blog coletivo sobre a Copa do Mundo. Comentários do Cadson, Fran, Base, Gesta e Bisteka. Chama-se Copa do Mundo, craro, Cróvis.

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Beleza. Polanski faturou a Palma de Ouro em Cannes com O Pianista. Agora é esperar sentado per omnia secula seculorum até chegar aqui.

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Paula Foschia, a criadora do Epinion, lê o Catarro Verde e está de layout novo. Gostei da tua fotinha blogando de calcinha, Paulinha;) Beijuca.

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Sábado, Maio 25, 2002
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Domingo, 7 de julho, desligue seu celular. Dia nacional de protesto contra o abuso nas tarifas.

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Tédio? Não reclame, poderia ser pior. Você poderia estar numa suruba com a Marilena Chauí, a Adriana Calcanhoto e o governador Geraldo Alkmin.

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Pesquisa do Catarro Verde aponta o nome mais sem graça do mundo: Carlos. Uma espécie de chuchu dos nomes.

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Dívida com cartão de crédito? Esquentando a cabeça com isso? Cague e não pague. Esqueça e deixe o tempo rolar. Dois ou três anos depois, os escroques vão te propor um acordo por quase um décimo do valor real da dívida. Essa proposta virá diretamente da empresa do cartão. Ignore as correspondências insistentes e ameaçadoras que chegarão antes, via escritórios de cobrança. Essa gente vive do medo dos endividados. São abutres instalados em salinhas e especializados em achacar gente humilde, cujo único patrimônio é o nome limpo para fazer um novo carnê das Casas Bahia. Cague para os abutres. Quando chegar a proposta indecente do próprio cartão, não pague. Passe a mão nos papéis e entre na justiça contra o cartão, exigindo um recálculo dos juros que te roubaram. Eles não são bancos. Não podem arrancar o seu couro cobrando mais do que 12% ao ano. Mas arrancaram. E você vai exigir essa grana de volta, em dobro. Vai se tornar credor. E eles te pagarão, além de serem obrigados a limpar o seu nome. Em seguida vão te oferecer um novo cartão, como se nada tivesse acontecido. Mande enfiar no cu. Funciona assim. Eu sei do que estou falando. São uma corja de agiotas legalizados, da pior espécie. Sim, é claro que, ao tomar uma atitude, seu nome vai passar uma temporada no SPC/Serasa. E daí? Você é uma pessoa ou apenas um saco de merda ambulante? Já está sentindo coceirinha pra se endividar de novo? Tá certo, você gosta, então não está mais aqui quem falou.

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No Brasil o consumidor é tão lesado, que vela de 7 dias apaga com 5.

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Sexta-feira, Maio 24, 2002
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Hoje, amanhã e depois, no SESC Pompéia [SP] a volta do Luni. Quem perder é mulher do padre.


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Quer dizer, não tão bem, porque falta o principal: mulher.

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*** Dica de rango. Pão de mel Benedictus, recheado com geléia de framboesa. Bolo dos Monges, com ameixa, banana, e uva passa (receita do século XIX). Bolo Santa Escolástica, de nozes e maçã. Pão São Bento, de mandioquinha. Tudo feito pelos monges beneditinos do Mosteiro de São Bento [SP], eles vendem lá. Fotos pra babar, aqui. Esses caras vivem bem.

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Ótima idéia: a auto-extinção voluntária da raça humana, para permitir a recuperação da biosfera. Movimento de Extinção Humana Voluntária, aqui. Humanos sux.

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Clarice Guimarães, a criadora do Blog-Blogs, lê o Catarro Verde. Aê, Clarice, cara carinha, anotei a recomendação. Mas tô desconfiado. Lasanha do bar Estadão... será que vem com Sonrisal? A feijuca completa das madrugas de terça pra quarta inclui ambulância na porta. Gostei do guia de motéis no teu brógui, mina.

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Vi dois homens-caixas morando no túnel debaixo da Praça Roosevelt [SP]. O homem-caixa é aquele que mora dentro de uma caixa de geladeira deitada no chão. Penso que para sobreviver ali o sujeito precisa desenvolver mutações respiratórias e metabólicas. Tem de engolir um volume descomunal de monóxido de carbono, enxofre, óxidos de nitrogênio, clorofluorcarbonos, dióxido de carbono, fuligem e outras porcarias que eu vi no Goooogle. Tudo despejado no ar pela descarga dos carros, milhares de carros que passam zunindo sem parar ao longo do dia e da noite. Fora o barulhão que ecoa nas paredes. Pra quem não conhece, esse lugar é um subsolo claustrofóbico iluminado permanentemente por lâmpadas de vapor de sódio, aquelas amarelas. Fica embaixo de uma aberração arquitetônica que Maluf, o pústula, mandou construir e chamou de praça. Um mondrongo de concreto com vários níveis, semelhante a um bunker desengonçado. Entra prefeito, sai prefeito e a Praça Roosevelt continua deteriorada, com sujeira crônica e sem solução. Porque o único jeito é demolir aquilo.

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Hoje tem pouco, mas tem.

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Encontrando arquivos not found, avise que a gente consertamos.

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Edu Fragaraz, o criador do Automático, lê o Catarro Verde. Valeu o toque sobre os arquivos, Edu. Consertei todas as semanas arquivadas, uma a uma, na unha. Abracetinhas.

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Quinta-feira, Maio 23, 2002
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Catarro Verde. Tem dia que tem. Tem dia que num tem. Hoje num tem. Ter tinha, mas acabou-se tudo.

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Quarta-feira, Maio 22, 2002
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Primeiro diálogo da manhã no trampo, um cara dizendo que uma coisa não vai dar certo. Segundo diálogo da manhã, mulher estressada falando "tá bom, tá bom, tá bom, ok, ok, ok". Comandante Serjones contornando as turbulências.

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Ontem, problemas em vários blogs hospedados no Blogspot, inclusive este. Page not found foi o post mais lido.

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Atenção, comissárias, Catarro Verde iniciando procedimentos para decolagem.

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O tempo apresenta-se bom, com nebulosidade suave e temperatura agradável.

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Segunda-feira, Maio 20, 2002
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Saiu hoje matéria de blogs do Grobo, no caderno editado pela Cora Rónai. Mais, aqui. Endereços dos blogs mencionados, aqui. Quem assina a matéria é a Elis Monteiro.

Segundo essa matéria, a colunista social dos blogs [Jackie Miller, lembra?] teria sido a minha cara carinha Marina W. Eu sempre achei que sim. Um dia saberemos. Ou não.

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Só publico emails com autorização. Esse aí debaixo é da Alessandra Ber, miga que compartilha comigo o gosto por ranguinhos do Oriente Médio. E também a constatação de que o Sharon é um criminoso.

"Maninho Sérgio,
 
Definitivamente, as burekas da Burikita (Rua Prates) dão de dez a zero na bureka da Casa Búlgara. Ah, outra coisa... sou judia, com familiares em Israel, e também acho o Sharon um nazi-fascista.
 
beijocas
ale ber"

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Fezes verdolengas, espumosas? Normal, você está engolindo o Catarro Verde.

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Vontade enorme de mandar um filho-da-puta pra puta que o pariu. Calma, Serjones, consulte antes seu saldo bancário. Um dia você sacaneia esse corno. Vingança é prato que se saboreia frio. Uma espécie de carpaccio da alma, capisce? Mas pode envenenar, tome seus cuidados.

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Roberto Tauil, o criador do Bob Bactéria, lê o Catarro Verde. Abracetas, Bac.

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Domingo, Maio 19, 2002
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Sol e chuva, casamento de viúva.
Chuva e sol, casamento de espanhol.

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Nelito Fernandes, da Época e criador do Eu Hein, lê o Catarro Verde. Abracetas.

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O Luni está voltando. Dias 24, 25 e 26 [também conhecidos como sexta, sábado e domingo] no Sesc Pompéia [SP]. A mesma formação. Natalia, Theo, Fernando, Binho e o que sobrou da Marisa.

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Melhor uma gonorréia do que ridículas espinhas na bunda.

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omonkuu bom, nê?

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Não mande embora o diabo que habita você. Deixe conviver com Deus pra dar uma boa liga.

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Frio eu gosto, mas essa geléia de frio com chuva e cinza que veio hoje eu não curto não.

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Sábado, Maio 18, 2002
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De novo pensando em xoxota de freira. Não é possível que as freiras se depilem. Devem ter pentelheiras generosamente fartas. Freiras ruivas de pentelhos vermelhos, loiras de pentelhos lisinhos... As idosas não têm, explicou minha miga Giane Chagas. Cai tudo. Gilberto Freyre fala de alguns nomes de doces criados por freiras quituteiras. Entre um e outro Papo de Anjo, Manjar do Céu ou Pastel de Santa Clara [este originário do Convento de Coimbra], aparecem nomes sugestivos do desejo secreto de entregar-se às libidinâncias fodosas:

. Lingua de moça
. Ninho de amor
. Beijinho
. Casadinho

O próprio Sonho, esse que hoje é doce de padaria, rachado e recheado de um creme com aparência de esperma, foi criado em convento e chamava-se "Sonho de Freira". Não é chute, andei pesquisando. Catarro Verde também é cultura.

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Agora, 5 dias de posts na página pra não ficar muito raquítica.

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Catarro Verde. Tem dia que tem. Tem dia que não tem. Hoje, por exemplo, tem.

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Liu Pai Lin, para quem não conhece, exercia a medicina chinesa em São Paulo. Deixou muitos discípulos. Foi também um respeitado mestre de Tai Chi Chuan, ensinou as manhas do I Ching, meditação taoista, Chi Kung, o escambau. Pouca gente sabe que ele era um ex-general do exército chinês. Conheci pessoalmente e sinto alguma saudade do velho china.

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Conversei hoje com o Chen, um dos enteados do mestre Liu Pai Lin. Ele me fala sobre a morte do velho china, que foi falar pessoalmente com o Grande Fodão no ano passado. Pai Lin sabia tudo. Soube até quando ia morrer. Não iniciou novas turmas para não deixar os alunos na mão. Comemorou o vestibular do irmão do Chen uma semana antes do resultado, porque não poderia esperar. Quando chegou o dia da partida, aos 94 anos, disse aos familiares que ia fazer uma longa viagem. Com os olhos marejados, o Chen me conta que perguntou pra onde. "Um lugar onde poderei esticar o braço e pegar as estrelas", respondeu o mestre. Subiu para o quarto, dormiu e bateu com as dez.

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Hoje: "Uol faz primeira transmissão pela internet de jogo da seleção". Caguei e andei.

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Lorivaldo Neves [eu queria ter um nome elegante como esse], o criador do Exilio do Lendário, lê o Catarro Verde e também anda pelo bar Estadão nas madrugas. Abracetas.

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Quinta-feira, Maio 16, 2002
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– Escaneia, mulata, escaneia
– Tô escaneando...

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– Escaneia, Clementina
– Fui feita pra escanear...

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Cadê o Sergio?

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A fins de uma mocréia, barangueiro? Tem aqui.

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Rufos! Tom Waits acaba de lançar dois CDs. Não é um álbum, são dois CDs separados: Alice e Blood Money, pela Anti Records.

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Quarta-feira, Maio 15, 2002
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– O que tem de sobremesa?
– Euzinha!

Só matando.

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É fácil consertar os arquivos de um blog. Precisa só um pouquinho de paciência.

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Até agora, nada de decisão dos inúteis de Brasília sobre a nova forma do cidadão brasileiro acessar a internet, sem contagem de pulsos. Tinham prometido para o final do ano passado ou início de 2002. Em março, enrolaram. O lobby das companhias telefônicas deve ter falado mais alto.

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Sabe quem escreve na Play? A Ciça. Então eu já gostei da Play.

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O Doutor Ailton, da revista Play, lê o Catarro Verde. Ele me diz que a MTV tem um programa diário com linguagem de blog. Não posso deixar de não assistir.

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Catarro Verde. Satisfação garantida ou seu browser de volta.

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Agora toca consertar os arquivos que dançaram no meio da operação:/

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O post com problema era esse aí de baixo. Achei a causa: não sei por que apareceu um quadradinho no meio de uma palavra no momento da edição. Ele é que travava tudo. Deve ser aquilo que os nego entendido chamam de "blank post" lá no fórum dos poblema. Só eu sei o quanto fucei nas tripas do brógui até solucionar. Se rolar error 506 no seu blog, se ligue: clique no edit e procure um quadradinho escondido no texto, na janela de edição. 10 real.

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Falei de assuntos jewish, sábado foi dia de conferir as burekas da dona Lona, no Bom Retiro [SP]. Dona Lona Levi é a comandante-em-chefe da Casa Búlgara e segura firme a onda, mesmo tendo ultrapassado os 7.5 e dispensado em definitivo os serviços de um dos rins. A casa tem quase 30 anos. Alguns recheios das burekas perderam um pouco do sabor, mas a massa se mantém imbatível. Assim como o sorrisão da Selma, a gostosinha que atende no balcão. Bureka, para quem não sabe, é uma espécie de rosquinha feita com massa folhada levíssima e recheio que varia. As mais tradicionais são as de batata e de queijo. Também tem de carne, frango, espinafre, gorgonzola, berinjela com queijo, berinjela com carne e até uma versão doce, de chocolate. Rua Silva Pinto, 356, quase esquina com Rua da Graça. Parece jabá.

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Primeira vez que pinta error 506 aqui.

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Havia um post bichado travando o Blogger desde o dia 10. Já descobri qual é o post [sobre burekas do Bom Retiro] deletando um por um do dia 11, mas não encontro o bichinho que existe nele. Muito estranho. Tentei republicá-lo e trava. É ele mesmo. Post filha-da-puta.

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Urru! Consegui! Solucionei o maldito desgraçado error 506!

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teste

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teste

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Domingo, Maio 12, 2002
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Puta que pariu, caralho, buceta, cu arrombado, merda, vai publicar ou não vai, porra de Blogger filho-da-puta? Error 506 o cacete, funciona, bosta!

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Pizza para os soldados do Sharon nazi você pede aqui. Vidro moído, aqui.

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Esta merda continua postando sem publicar. Desse jeito, quando [e se] consertar vai entrar tudo [ops] que escrevi sábado, domingo e sei lá mais quando.

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Tem um grupo organizando um churras dos pelados do Ibira. Pretendem que seja a "pedra fundamental" [sic] da primeira colônia "naturalista" [sic] de SP. O email termina com um aviso: "Proibido ereção masculina, sob pena de ter o bilau cortado e jogado na churrasqueira para virar linguiça."

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Sábado, Maio 11, 2002
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Puta merca, não consigo postar. De novo. Ontem foi error 104. Hoje posta mas não publica. Bosta.

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Sexta-feira, Maio 10, 2002
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A Giane voltou a me escrever. Estou mais feliz.

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Claudio N6.Delamare, o criador do Entropia, lê Catarro Verde.

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Oba! Frio chegando. Humor melhorando. Vou poder:

• Beber conhaque sem suar
• Beber chocolate quente com barra de chocolate dentro
• Dormir grudado em mulher

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Depois dos 2 clones [aqui e aqui], agora tem um blog copiando na íntegra os posts do Catarro Verde. Chama-se Eu Ainda Sei. Deve ser homenagem. Dica do Haroldinho, que é sócio do Elesbão na Elesbão e Haroldinho Corporation e Tipopotation – a fonte do grande caralho.

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Repondo o post que editei na emergência de ontem. O Téo Bogo, fotógrafo do jornal Correio do Povo, de Jaraguá do Sul [SC] lê o Catarro Verde. Abracetas pra você e beijucas pras meninas de barriguinha verde, Bogones.

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Não poder blogar estressa.

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Blogar desestressa.

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Ando com inveja dos que têm mais tempo do que eu para blogar. Saudade de quando eu podia blogar com tranqüilidade na madruga.

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O disco do Blogger estava mesmo full. O Denis Conca, rápido como um raio, me confirmou: tavaqui.

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Postou. Beleza.

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Alô teste um dois...

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Sexta-feira, Maio 03, 2002
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Güenta aí, não estou conseguindo publicar posts novos, só alterar os velhos, será que o espaço do Blogger acabou? Acho que quebrou o cabo da embreagem:/

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Sobre Sharon, o nazi, leia aqui.

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Cadê o Sergio?

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A TV brasileira vive a fase mais podre de sua história. Enquanto Ney Gonçalves Dias, a bicha saltitante, assume o programa policial da emissora do bispo Macedo, seu ex-titular José Luiz Datena, o espalhafato-que-anda, cria excrescência semelhante na Rede TV. Já as 4 letras que mais fazem falta na televisão continuam inativas: B.O.N.I.

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E o Sergio?

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Quinta-feira, Maio 02, 2002
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Hoje vou lá no Bar Estadão [SP] mandar um pernil na frança com cerveja preta. Vou depois das 11 da noite, porque o Amaral só chega às 11. E só o Amaral sabe fazer direito aquele sanduíche de pernil. Os outros – Carlão, Paulinho etc – são uns inúteis que não prestam nem pra cortar o pão. O Amaral tem a manha. Primeiro dá uma cacetada com a faca no pão, como quem diz "me respeite", e só depois corta. É nessa cacetada que as moléculas da massa se desagregam por alguns culhonésimos de segundo, atônitas e vulneráveis, permitindo que o pão absorva o molho do pernil. A teoria é minha, sou formado em física e metafísica. O Amaral é um negão de lua. Tem dia que não te olha na cara. Tem dia que te recebe de sorrisão aberto, perguntando "beleza?". Não há meio termo. Na noite o bar é frequentado por taxistas, putas, jornalistas, travecos, policiais, diretorias de escolas de samba, desocupados, estudantes, pessoal de manutenção do trânsito, leitores de blog e até um blogueiro que sou eu. O segredo do sanduíche é o molho de 7 ervas, sempre guardado num galão de plástico na geladeira, e de aspecto estranho, cor esverdeada, pouquíssima gente da casa sabe quais são as 7 ervas. Eu não sei. Se não fosse um trocadilho vagabundo desgraçado, eu diria que se trata de um segredo de Estadão, hehehe, como escrevem nos chats. O resto do tempero fica por conta do caldo gorduroso e amarelado do próprio pernil, com um toque final de requinte a cargo do suor do braço do Amaral. Se você tiver tendências suicidas, pode pedir um pedaço da casquinha de um pernil recém-assado, crocante, pururuca, pura gordura que vai se acumular nas paredes das suas artérias para o resto da vida. Mas é gostoso. Tem cara que manda colocar um pedação dessa casquinha dentro do sanduba. Acho que é cara que tem mulher feia e quer morrer logo. Se você tem em casa um cão merecedor, fique de olho no fim do pernil e peça para levar o osso. Não faça cerimônia, aquilo vai para o lixo mesmo. Eu não sou cachorro não, mas é uma delícia de osso. Eu sei porque já presenteei uma cachorrinha miga minha com um deles, embrulhado no capricho pelo Amaral num saco plástico lambuzado de gordura por dentro e por fora. A pimenta do Estadão é outra iguaria. Lembra muito a pimenta do Bar Leo. Malvada como ela, tem que tomar cuidado. Uma vez um cara me perguntou no balcão do Leo se a pimenta era forte, respondi que sim: "ponha só uma gota". Ele pegou um canapé de carne crua e pingou duas gotas, uma em cada ponta. Avisei: "cuidado, eu te falei uma gota". Ele riu: "vou dar duas mordidas". Pagou caro pela gozação. Lacrimou quinze minutos. Voltando ao Estadão, sugiro um passeio turístico pela cozinha. Fica nas catacumbas do bar. Perto do banheiro de onde se podem ver as calcinhas das mulheres que passam pela calçada pisando na grade de ventilação. Vai você lá. Depois me conta, porque eu nunca fui. Enquanto não instalarem uma câmara de descontaminação na saída, por aquela porta eu não passo. Nem morto.

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Xiii, vou arrumar encrenca com os fotógrafos. O Jorge Principe [profissional da pesada] publicou na Photoart meu post sobre as fotos do Ibira.

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Oi, Paulinha Sabidinha Neubauer. Aquele "requeressem" que eu escrevi no post sobre os meus arquivos é o pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo "requerer", capicce? O "requisessem" que você mandou é bunitinho, mas não inzéste, sabidinha. Beijuca.

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Hoje de manhã, na traseira de um furgãozinho:

RASTREADO POR JESUS.
MANTENHA DISTÂNCIA.

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Lello Guitar
, o criador do Sotaque do Interior Paulista, lê o Catarro Verde. Abracetas, Lello.

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