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CATARRO VERDE

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ASSIM É, SE LHE PARECE.

[Pirandello]



BLOG MAL E PORCAMENTE
ESCRITO DESDE 2001 POR SERGIO FARIA,
GINECO-PROCTOLOGISTA AMADOR,
ADVENTISTA DO 7º DÍGITO,
TRESBESTERIANO E DEVOTO
DE SANTA IGNORÂNCIA.

MELHOR VISUALIZADO
POR QUEM NÃO É CEGO.







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Primeira lição
de informática:

software é aquilo
que você xinga,

hardware é aquilo
que você chuta
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Quinta-feira, Novembro 27, 2003
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Amar não é acorrentar a alma do outro [Shakespeare].

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Isso é quase indecente,
isso é um abuso.
Claro, meu senhor,
claro, que me lambuzo.

Lambuzo-me como da manga,
na vindima, em criança.
Vou lambuzar-me com mel
para você fazer lambança.

Talvez com amêndoas doces.
Doce óleo, sândalo, lírio,
perfumada e lúbrica,
lambuzada, deliro.

Depois, sob sua "lâmpida",
eu, vermelha, incandescente,
Escorrego-me em você,
lânguida e levemente.
Lambo, lamba-me

Unte-me.
Azeite-me, ajeite-me.
Junte-se e me use.
Lambuzada a seu gosto.
Untada só para seu uso.
Do que gostar,
do que gozar
Eu me lambuzo.

[Ana de Jesus]


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*** Triângulo tem Três Pontas. O primeiro livro publicado pela Márcia Gutierrez na internet – por falta de saco de esperar pelos arrastados critérios e descritérios das editoras. A história de um triângulo amoroso – duas mulheres e um cara – que rola em São Paulo, seus cafofos, suas madrugas. Mas esse é apenas o pano de fundo. O mais trepidante você confere lá.

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EM DEFESA DE MICHAEL JACKSON
[Texto de Contardo Calligaris]

A mídia do mundo inteiro encheu as telas de nossos televisores com Michael Jackson acusado de praticar atos lascivos contra uma criança. Vimos o cantor preso, algemado e solto após pagar uma fiança de US$ 3 milhões. O procurador, Tom Sneddon, declarou que interrogará as crianças que freqüentaram a casa de Michael Jackson nos últimos anos, ou seja, pediu mais denúncias. Psiquiatras e psicólogos compareceram para nos explicar que um pedófilo vive na Terra do Nunca e faz de conta que é Peter Pan para aproximar-se de suas vítimas inocentes.

Tudo isso num clima quase festivo. A ponto de, na CNN, os próprios jornalistas se interrogarem: mas o que há com Michael Jackson (e conosco), que não conseguimos relatar os fatos sem cair na piada? Não encontraram resposta, mas tiveram a decência de perguntar.

Faz muitos anos que rimos de Michael Jackson. No começo, era por sua transformação. Ele se parecia cada vez mais com o Peter Pan de Walt Disney, que, como se sabe, é branco. Rimos dele como rimos da mulher que passou por não sei quantas plásticas para ter as proporções da boneca Barbie. É o riso nervoso que surge quando nos lembramos de algo que nos concerne e que preferiríamos esquecer. No caso, a mulher-Barbie e Michael Jackson são nossa caricatura, pois, em alguma medida, sofremos do mesmo mal deles: queremos sempre ser outros.

Também rimos de Michael Jackson porque decidiu que seu sítio seria a Terra do Nunca (onde todos ficam eternamente crianças) e decorou sua casa como uma loja de brinquedos. Quando ele se casou com a filha de Elvis Presley, foi comentado que a idade mental dos dois juntos não fazia um adulto. Quando ele escolheu sua enfermeira como segunda mulher (e mãe de seus filhos), ironizamos que, na idade mental dele, só podia casar-se com quem cuidava de seus dodóis, ou seja, com uma mãe.

Como o próprio Michael Jackson disse, ele quer recuperar uma infância que não teve. Mas, por exemplo, o ano de meus 51 anos foi péssimo. Nem por isso tento recuperá-lo. A vontade de reviver uma infância perdida só surge numa cultura em que a felicidade das crianças é a fantasia de todos. Como a infância é nosso protótipo forçado de felicidade, Michael Jackson quer ser criança. E, como vive num mundo racista, acha melhor ser criança branca. Engraçado? Pode ser, mas, de novo, o riso é nervoso.

Em 1993, o cantor foi acusado de molestar um menino de 12 anos. Ele preferiu entregar uma bolada de dinheiro a encarar o risco de um processo. Hoje, surge uma nova acusação análoga e outras espreitam. Duas observações.

O procurador Sneddon sabe que, na Califórnia, a exploração da prostituição é um crime grave. Houve pais e mães que, durante dez anos, conhecendo o episódio de 1993, mandaram seus rebentos para a Terra do Nunca, porque era "legal" que conhecessem o cantor ou (mais provável) na esperança de cobrar, mais tarde, alguns milhões como preço de seu silêncio. Ser cafetão ou cafetina de suas próprias crianças não dá cadeia?

Em boa clínica, é pedofílica uma fantasia (realizada ou não) na qual um adulto envolve uma criança em práticas sexuais que a criança não entende. É crucial, nessa fantasia, a diferença de saberes: a criança pratica ou sofre atos cuja significação sexual lhe escapa. É dessa desproporção que o pedófilo goza. Pedófilo exemplar é aquele padre do Estado de Massachusetts que mandava um menino satisfazê-lo oralmente, explicando-lhe que essa era a santa comunhão.

Não sou o psicoterapeuta de Michael Jackson. Mas os psiquiatras e psicólogos televisivos também não são. E tudo indica que, nas festinhas de dormir todos juntos na Terra do Nunca, não se trata de pedofilia. Deviam acontecer coisas impróprias: toque aqui, que toco lá, mostre lá, que mostro aqui, iiiii!, vamos dar beijo de língua. Ou seja, entre os lençóis de Jackson, devia acontecer o que pode acontecer quando crianças se amontoam numa cama sem que haja adultos por perto.

Pelo que sabemos, Michael Jackson não é um pedófilo, mas uma criança que eventualmente brinca com o faz-pipi (o seu e o dos amiguinhos). Obviamente, essa distinção não tem valor (nem deve ter) aos olhos da lei: o cantor tem 45 anos, e, portanto, suas brincadeiras, se confirmadas, constituem um abuso. Mas, quanto ao diagnóstico clínico, seria bom que os colegas televisivos se contivessem. A não ser que eles, sabendo que o povo gosta de assistir à queda de um astro, queiram liderar um linchamento.

Voltemos ao riso. Por que, de novo, desta vez, Michael Jackson suscita a hilaridade nervosa? É que ele nos lembra algo que, apesar de Freud, muitos ainda querem esquecer: existe uma sexualidade infantil. Na Terra do Nunca, brinca-se também com o faz-pipi. Que horror. Alguém perguntará: por que defender um "babaca" como Michael Jackson? De fato, sua figura, por trágica que seja, me inspira pouca simpatia, e não sou fã de sua música. Mas, no meio de uma onda repressora e hipocritamente moralista que se expande pelos EUA afora, ao escutar a raiva fria do procurador Sneddon, lembrei-me de um breve texto, que aprendi do meu pai e que é de Martin Niemoller, um pastor que sobreviveu aos campos nazistas:

"Primeiro, eles vieram pegar os comunistas, mas eu não era comunista e não falei nada. Depois, vieram pegar os socialistas e os sindicalistas, mas eu não era nenhum dos dois e não falei nada. Logo vieram pegar os judeus, mas eu não sou judeu e não falei nada. E, quando vieram me pegar, não sobrava mais ninguém que pudesse falar por mim".


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Quarta-feira, Novembro 26, 2003
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Sorria. Este blog está estava sendo patrulhado.

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Nem livraria escapa da praga do espírito natalino. Hoje na capa de um livro da Mary Higgins Clark, em dupla com a Carol Higgins Clark, editado pela Record: "Em seu primeiro trabalho juntas, mãe e filha produziram um belo enfeite de Natal" [The New York Times]. Enfeite de Natal? Oh, que meigo. Pendura no cu.

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Quando meu senhor
ordena:
Venha toda
Venha mais
Venha

Ele me incendeia
Põe-me fogo
Põe-se lenha
Ateio, ateia, anseio
Façamos fornalha

Mas ao ir-me toda
Temo-o ateu
E que indo fogo
Só encontre palha

Que me use à toa
Que toque, receio,
Não o coração
Só o seio

Mas estou em brasas
Não cabe o pudor
Mas estou em chamas
E ele é meu senhor

Se lorde ou canalha
Vou toda
Toma-me na palha, se não no amor
E me foda

[Ana de Jesus]

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Apareci no cinema sem saber dos horários. Só duas opções sem muita espera: Migração Alada e Seabiscuit. Não me arrependi de escolher o segundo. Sou mais um cavalo torto do que um bando de pássaros chatos e previsíveis. Já bastam os que me aporrinham piando todas as manhãs – e aos quais carinhosamente dedico, pela terceira vez, os versos que o Hiro me mandou há dois anos:

"I woke early one morning,
The earth lay cool and still
When suddenly a tiny bird
Perched on my window sill.
He sang a song so lovely
So carefree and so gay,
That slowly all my troubles
Began to slip away.
He sang of far off places
Of laughter and of fun,
It seemed his very trilling,
Brought up the morning sun.
I stirred beneath the covers
Crept slowly out of bed,
Then gently shut the window
And crushed his fucking head"

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Durma-se com um calor desses.

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Terça-feira, Novembro 25, 2003
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Os Meninos Cantores de Viena dão o cu.

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Segunda-feira, Novembro 24, 2003
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É, tem dia que de noite é foda.

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Bom, tem o site-sala de imprensa que o Michael Jackson lançou para se defender. Interessa?

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Assunto zero.

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Sábado, Novembro 22, 2003
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Sessão-necrotério. Nos 40 anos da morte do John Kennedy, as fotos da autópsia. Cê vai abrir? Fala a verdade, cê gosta, né?

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Sexo é assunto raro no Catarro. Então dou a dica: o Museu do Sexo. Iniciativa do ProSex, programa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Junto com a Pfizer, claro, fabricante do Viagra. As maiores autoridades psiquiátricas brasileiras são os laboratórios transnacionais.

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Li hoje no Uol. Em Paris, um monge beneditino de 68 anos foi preso porque violentou várias vezes um noviço que sofria de epilepsia. Quando o noviço tinha suas crises, o monge o enrabava com a ajuda de um parente que segurava a vítima. Vai ver, até usava a baba do epiléptico para lubrificar seu freqüentado cu. É o fim dos tempos.

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Sexta-feira, Novembro 21, 2003
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CU DE ABELHA É DOCE MAS TEM FERRÃO
[Antônio Juraci Siqueira*]

Sou Antônio Juraci,
trovador do Cajary,
papachibé de renome.
Nada mata a minha fome
nem tira o meu apetite.
A minha fome, acredite,
não segue regulamento:
- como a mulher do sargento,
a filha do delegado,
a madrinha do soldado
e a mãe de quem duvidar.
Traço tudo o que pintar
para não morrer à míngua.
não tenho osso na língua
nem fecho-ecler na braguilha,
fodo a mãe e enrabo a filha
do doutor ou do gari
pois sou como cacuri
que tudo que apanha é peixe.
Portanto, morena, deixe
de história e trepe comigo
que sem mulher não consigo
vencer esta conjuntura.
Deixe de muita frescura
que este Brasil é colosso!
É um mingau com bem caroço
onde cada um disputa
pra saber, no fim da luta,
quem é o maior ladrão!
Eu já não tenho culhão
pra aturar tantas asneiras
que já perdi as estribeiras
e os parafusos também.
E por não regular bem
falo o que me vem na telha:
- não temo nem cu de abelha
que é doce mas tem ferrão.
E quando me falta o pão,
eu falo do presidente,
do ministro, do gerente,
e de qualquer bunda-mole
pois a língua não escolhe
ninguém pra baixar o malho.
E pra casa do caralho
mando Vossa Senhoria
se disser que é poesia
isso que agora está lendo.
Pra terminar vou dizendo
com indisfarçado desdém:
- vão à puta que os pariu
que mais tarde irei também!

* [Contatos para performances poéticas, oficinas de literatura, aquisição de livros de poesia, folhetos de cordel, humor e putaria, ou informações sobre o autor e sua obra: Passagem Felicidade 100 - CEP 66033-040 - Belém - Pará, tel. (091) 259-0221]

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Ridi, pagliacci.


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Sim, meu senhor.
Basta que queira,
basta que peça,
basta que mande
e eu me desnudo.
Só para seu deleite.
Ou me deixo desnudar.
Rasga-me a roupa
se é fogo e pressa.
Ou venha lento,
se é encantamento.
Peça por peça.

[Ana de Jesus]

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Acordou de ovo virado, Serjones?

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Medicilândia. Acordei sem sono e descobri no Globo Rural que esse lugar existe. O nome é uma homenagem ao ditador mais escroto e sanguinário da ditadura militar brasileira, Emilio Garrastazu Médici, cujas botas eram sabujamente lambidas por essa pústula que hoje é deputado federal, Antonio Delfim Netto. Médici está hoje no quinto dos infernos. Medicilândia e seus 30 mil habitantes estão num lugar compatível com o homenageado: na putaqueopariu do Pará, mais precisamente no cu da Transamazônica, perto do Rio Xingu e do raio que o parta. Catarro Verde também é História e Geografia.

Update - Recebo do Leonardo, de Ji-Paraná [RO], informação da existência de Presidente Médici, um município de Rondônia. Que "não fica na putaqueopariu", segundo ele. Portanto, mais uma cidade cujo nome envergonha seu povo.

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Quinta-feira, Novembro 20, 2003
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Papai Noel dá o cu.

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Foi mal...
Aproveitado e vivido
todo o tempo que passei
longe de suas mãos
querido
Deixa-me entrar em sua vida assim
Em um e-mail ridículo e oferecido
Pedindo pra você entrar em mim
Como se fosse inevitável
suas mãos em meu corpo
Sobre os meus seios sua cabeça
e ao que me mandar
que eu obedeça
sua que já sou...
Tinha me resignado a levar assim
tão desaproveitada a vida
tão descerradas as cortinas e as pernas...
E eis que te amei e te espero
em nuvens azuis com promessas tão ternas
Deixa-me ficar assim
enlevada com a ocitina que você derramou em mim...

[Ana de Jesus]

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*** Finalmente consegui ver o grande Segunda-Feira ao Sol. Recomendo. Rindo muito, você vai se encontrar no meio de um drama que atinge um grupo de desempregados de um estaleiro espanhol. Talvez se entristeça um pouco nos momentos mais sensíveis, mas isso passa logo, amor – afinal, o desemprego é uma realidade distante, quase desconhecida no Brasil FHC/Lula. Javier Bardem oferece uma interpretação megafoda de um personagem [acima] que vale o ingresso.

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O nó que a previdência social do governo Lula e a Justiça estão dando na cabeça branca dos aposentados é de uma enormidade deplorável. Vastíssima extensão de merda.

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Hoje descobri o Chandelle sabor Alpino, edição limitada. Desconfio que deve curar alguma coisa, porque tem um puta gosto de remédio.

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REGRA TRÊS
[Toquinho - Vinicius de Moraes]

Tantas você fez
Que ela cansou
Porque você, rapaz
Abusou da regra três
Onde menos vale mais

Da primeira vez
Ela chorou
Mas resolveu ficar
É que os momentos felizes
Tinham deixado raízes
No seu penar
Depois perdeu a esperança
Porque o perdão também cansa
De perdoar

Tem sempre um dia em que a casa cai
Pois vai curtir seu deserto, vai
Mas deixa a lâmpada acesa
Se algum dia a tristeza
Quiser entrar
E uma bebida por perto
Porque você pode estar certo
Que vai chorar

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Quarta-feira, Novembro 19, 2003
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Ô joguinho bunda.

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Aos poucos, e no cu da madruga, as putas estão ocupando a Rua Colômbia, no endinheirado Jardim Europa [SP]. Deve ser para ficar mais perto dos filhos.

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Catarro, levanta-te e anda!
Parla! Cazzo.

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Se houvesse a categoria Blog Abandonado, o Catarro Verde já estaria no Guinness.

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Sábado, Novembro 08, 2003
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É impressionante. A Priscila Brandão acaba de informar no Jornal Hoje: para ver o eclipse da Lua esta noite, "basta olhar para o céu". Não, Priscila Brandão, eu vou olhar para o seu cu.

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Compre o livro da Fabi. Compre o livro da Fabi. Compre o livro da Fabi. Só 13 merrecas, frete incluso. Clicando no selo aí de cima você também pode ler alguns trechos. Vai lá.

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Sexta-feira, Novembro 07, 2003
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Mentira e carro velho. Melhor não usar. Dão muita manutenção.

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Preta Gil hoje na revista Raça: "Quero mais é beijar na boca e ser feliz". Desejo-lhe sucesso nas tentativas. Muitos, mas muitos beijos na boca. Longos, intermináveis. Enquanto ela estiver beijando não haverá perigo de cantar.

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Quinta-feira, Novembro 06, 2003
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Sábado vai ter Lua cheia com eclipse. O dragão vai engolir a Lua. A influência desse acontecimento sobre a humanidade é a seguinte: um monte de gente olhando pra cima.

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Tô catando umas tralhas no lixão pra decorar o muquifão. Uma pequena mesa, meio troncha, ficou bem mais legal do que a velha caixa de papelão da Apple. E achei um abajur de duas lâmpidas! Vou colocar uma branca para leitura e a outra vermelha para a fodelança. Bucetas ficam lindas, quando iluminadas de vermelho. Daí é só rosquear a lâmpida celta no momento celto. Pogressos ambientais aqui. Há duas manchas de porra no lençol, mas quem se incomoda? Eu é que não.

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Quarta-feira, Novembro 05, 2003
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Gosto da Caros Amigos. Mas por que tenho de pagar duas vezes por ela? Uma na banca, outra com meus impostos? Antes do governo Lula, a Caros Amigos era mantida pela publicidade [sempre a 4 cores, página inteira] das prefeituras petistas. Agora a cara-de-pau não tem mais limites. O dinheiro vem das prefeituras e também dos bancos e empresas estatais. É a minha grana de contribuinte sustentando uma revista chapa-branca, só porque suas opiniões são as opiniões do PT. Daqui a pouco a patotinha troca o título para Caros Companheiros.

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clique para saber mais

Virou festa de despedida, mas vai rolar. E logo o programa volta num lugar mais decente que a AllTV.

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Outro rato de blog: Blog Ridículo. Feito à base de posts roubados. O crédito só vem quando alguém chia. Tem textos do Catarro Verde lá.

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Caralho! A AllTV censurou o Blog'n'Roll. Minutos antes da entrada no ar, um diretorzinho babaca proibiu a presença do Marcelo Duarte como entrevistado. Daí os criadores do programa preferiram manter a dignidade, chapando fora da AllTV. Tá certo. Com censor não se negocia. Pau no cu dele e da AllTV.

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Domingo, Novembro 02, 2003
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Hoje no Bar Estadão:

– Zuza, embrulha pra mim 4 real de picadinho
– Eu só vendo por quilo
– Zuza, tô me baseando no preço do prato
– Mas eu não vendo assim pelo valor
– Faz a conta, Zuza. Vê quanto dá 4 real em quilo
– Tá, eu vou abrir uma exceção pra você
– Embrulha também 2 real de feijão
– Mas eu só vendo de porção
– E quanto custa a porção, Zuza?
– 2 real
– ...

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Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.

Perdi outra vez a chance de ver O Trompete. Significa que perdi Wim Wenders, Jim Jarmusch, Werner Herzog e Aki Kaurismäki, o do Homem sem Passado. Três cobras, um talento e um babaca. O babaca sou eu.

Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.
Puta que pariu.

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Sábado, Novembro 01, 2003
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Transgênicos. Já testaram nas mães e nos filhos desses caras aqui? Não? Então soy contra.

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Assunto de coxinha. Pra mim, a melhor de SP é da Rosima, na Pamplona ao lado do Carrefour. Uns e outros cantam em prosa e verso a folclórica coxinha do Frangó. Eu é que não vou lá na casa do caralho só pra comer uma coxinha. Nem por uma xana. Quer dizer, depende...

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Assunto de rango. Quem os japas da Pastelaria Yokoyama pensam que são para cobrar o que cobram? O imperador Hiroito? Sou velho freguês deles, já elogiei aqui, mas basta. Chega. Vão roubar na puta que o pariu. E depois, a filial da Luís Goes dá vontade de vomitar no balcão. Fosca.

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