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CATARRO VERDE

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ASSIM É, SE LHE PARECE.

[Pirandello]



BLOG MAL E PORCAMENTE
ESCRITO DESDE 2001 POR SERGIO FARIA,
GINECO-PROCTOLOGISTA AMADOR,
ADVENTISTA DO 7º DÍGITO,
TRESBESTERIANO E DEVOTO
DE SANTA IGNORÂNCIA.

MELHOR VISUALIZADO
POR QUEM NÃO É CEGO.







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Primeira lição
de informática:

software é aquilo
que você xinga,

hardware é aquilo
que você chuta
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Segunda-feira, Agosto 30, 2004
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Mario Prata, escritor de aluguel, cronista de terceira e autor de superficialidades engraçadinhas, vai escrever uma novela. Para isso desligou-se da revista Época [mereciam-se]. Urgente, um substituto para molhar as calcinhas das meninas! São impressionantes os efeitos vaginais da cultura rasa.

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Eu detesto o Cony. Desde sempre.

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Vou imprimir todos os emails de boas energias, fazer um caderninho e entregar pro meu pai. O seu vai estar lá. Valeu.

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Passo na rua e vejo oficinas anunciando "não-sei-o-quê por computador". Regulagens, balanceamentos, limpezas de bicos injetores, sei lá, não lembro agora. O que me acrescenta saber que o serviço é feito por computador? Eu vou dizer: desconfiança. Não entro nem fodendo. Bom é mecânico que sabe ouvir um motor. E identifica o problema de ouvido. E vai na mosca. Confio nesses caras. Nunca me falharam. Computadores? Enfiem no cu. Nem mídias confiáveis foram criadas até agora. Sejam óticas ou magnéticas ou o escambau, ninguém sabe quanto duram. Agora, você vai lá no museu do Cairo e os papiros estão intactos. Ah, Serjones, mas se não fosse o computador você não publicaria isso. É? E quanto tempo vai durar? Eu te digo: vai durar bosta, bosta, bosta de tempo.

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Se sexo fosse cardápio, meu pedido seria o combo 1: língua + dedos + fala.
[Ailin Aleixo, na Vip]

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Mau humor dos setecentos caralhos.

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Lápis e papel. Companheiros que desprezei e agora pago o preço. Mais confiáveis do que o computador. Não perdiam gigas do HD, nunca desapareceram com milhares de emails e endereços do Outloco. E ainda tinham cheirinho gostoso de madeira e tinta e grafite. O computador tem cheiro do quê? De bosta. Bosta, bosta, bosta.

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Sexta-feira, Agosto 27, 2004
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Tô estacionando o carro em frente ao hospital. Vagona grande, dá pra entrar de frente. Vou entrando. Passo por um carro preto estacionado e, de repente, ouço gritos. Vêm do motorista do carro parado. Dou ré para ouvir o berreiro:

- Ia pegar!!!
- Pegar o quê?
- Seu carro ia pegar no meu!!!
- E por acaso pegou?
- Não! Porque eu gritei!
- Olha, não pegou porque eu tava de olho no retrovisor
- Tava nada! Se não sabe dirigir, porque sai de carro?
- Olha, me diz só uma coisa: meu carro pegou no seu?
- Não!
- Então vai tomar no seu cu, cala essa boca e não me enche a porra do saco.
- ...


Na cidade grande, até estacionar carro exige uma certa diplomacia.

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Eu queria achar um poema que falasse de beijos intermináveis. Que, se interrompidos no tempo e no espaço, pudessem ser retomados do ponto em que estavam. Beijos com fio da meada. Que durassem horas, despertando da ternura ao tesão e à urgência. Poeta nenhum escreveu sobre isso, porra? Vai ver não existem beijos assim.

;)

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Maluf é 11. A dezena 11 é burro. Deve ser burrice jogar. O Maluf vai afanar minha grana. Nem no jogo do bicho eu confio nesse filho-da-puta.

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Puta merda, sonhei com o Maluf!

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Por motivos hospitalares o Catarro Verde continua com menos post do que dente em boca de mendigo. Seu email também não foi respondido, mas será. Logo a vida retorna à velha e boa putaria. Porque ambiente de hospital, vou te contar, é sério demais pro meu gosto.

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Terça-feira, Agosto 24, 2004
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Crescimento? A gente não tem estrada. Não tem ferrovia. Não tem porto. Não tem energia elétrica. Não tem investimento. Não tem produto. Não tem mercado interno. Não tem condições de competir nem com a bosta da Argentina. Não tem tecnologia. Não tem educação. Não temos governo. Não temos um presidente com vergonha na cara. Oh!, mas temos uma medalhinha de ouro na Olimpíada. Conquistado por um sueco, quaquaqua. Inútil. A gente somos inútil.

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Sábado, Agosto 21, 2004
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"Existem pessoas que quando morrem não deixam a vaga pra ninguém." [Marina W, na mosca, ao escrever sobre o Paulo Francis]

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Pergunto ao meu pai se ele ainda gosta de Coca-Cola, eu sei que ele gostava, posso dar um jeito de comprar. Ele demora pra admitir: "gosto". Espero a nutricionista chegar:

- Posso dar um golinho de Coca-Cola pra ele?
- Não acho recomendável
- Mas a dieta não é livre?
- É que a Coca-Cola contém cafeína, gás carbônico, bla bla bla

Era só um golinho, matar a vontade. Mas a essa altura meu pai, lá da cama, murmurou: "eu não quero Coca-Cola não". Caralho, cortaram o barato do velho.

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Sob o chuveiro amar, sabão e beijos,
ou na banheira amar, de água vestidos,
amor escorregante, foge, prende-se,
torna a fugir, água nos olhos, bocas,
dança, navegação, mergulho, chuva,
essa espuma nos ventres, a brancura
triangular do sexo - é água, esperma,
é amor se esvaindo, ou nos tornamos fontes?

[Sob o Chuveiro Amar/Drummond]

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Ontem andei de mãos dadas com meu pai pelo corredor do hospital. Agora o menino é ele.

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O médico entra e informa o resultado de um exame: meu pai tem cândida na traquéia. O mesmo fungo da candidíase, me informa a autoridade. Digo "o velho andou chupando alguma enfermeira". Me olham de modo estranho.

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A nutricionista do hospital traz um mapa com espaços para todos os dias da semana. Temos de preenchê-lo com o cardápio de cada dia. Dieta livre. Sou pelo prazer como recurso de cura e digo "bota aí: caldinho de feijão com torresmo. Rabada com agrião. Costelinha de porco tirada da feijuca. Moela de galinha derretendo, puxada no alho e cebola. E mocotó, que no mesmo dia o velho sai dessa cama, veste a roupa e vamos embora". Me olham de modo estranho.

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Quinta-feira, Agosto 19, 2004
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Aos montes, gente pútrida e fétida esmola votos na TV. Agora é a minha vez: não dou.

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Por que será que muitas mulheres que não são a mãe da gente chamam a gente de meu filho? Tô falando na cama. Tipo "goza, meu filho, goza". Ou "ai, eu vou gozar, meu filho..." Estranho. Algum psicanalista no recinto? Pra explicar essa onda materno-incestuosa que surge nos momentos de putaria? Se a gente embarca, acaba tirando o pau de dentro, com licença mamãe, mamando no peito e balbuciando angu... angu... Ou até dando um presente do dia das mães, eu hein? O jeito é se sentir um bom filho-da-puta edipiano e continuar fodendo, fodendo. Em último caso, se a coisa incomodar - e você, por favor, não repare - meter-lhe o dedo no cu. Não há mãe que admita isso de um filho, eu suponho. Suponho. No meu caso específico, pode me chamar do que quiser. Meu filho, meu pai, meu neto, tanto faz. Como diz a música, tô nem aí, tô nem aí, tô nem aí. Só não me chame de Maluf, pelo amor de Deus. Aí eu lembro da Martaxa e brocho.

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Babo.

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Faço arroz de ouvido. Daqui do computador eu ouço se ele já tá chiando.
Serjones, alguém perguntou como é que você faz arroz, Serjones?

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Confesso. Sou um indivíduo vil, desprovido de caráter. Fiz as pazes com o Mentos. Alto lá! Continuo execrando aquela promocão "Faça parte do rebanho de Mentos". Mas me aconteceu um caso de paixão à primeira chupada [caaalma, ô mente poluída!]. É que descobri o Mentos de frutas vermelhas com suco de fruta. Irresistível. Viciei. Bom demais. Aliás, sou fissurado em tudo que as fábricas põem "frutas vermelhas". Como será que os desgraçados sacaram essa idéia? Pelo menos pra mim, "frutas vermelhas" soa irresistível. Assim como bucetinha, você entende? Peitinho. Bico do seio. Fala a verdade.

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30 dias de hospital, 15 deles na UTI.

A palavra que eu mais ouço: paciente.
A que eu mais falo: obrigado.
As que eu mais penso: puta que pariu.

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A sensação que eu tenho é de que ninguém mais vem aqui.

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Sexta-feira, Agosto 13, 2004
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Nhéc-nhéc... nhéc-nhéc... Meu pai no corredor do hospital, dando seus primeiros passos. Eu acompanho como ele acompanhou os meus. Mas levar sapato novo para o hospital, pai?

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Catarrão-pai continua internado, se recuperando lentamente. Quando dá eu publico alguma coisinha aqui, mas emails ainda não pude responder. Cê entende, eu sei. Valeu.

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"Ela vem buscar o fogo eterno! A pira sagrada também quer ter sua participação efetiva nesta festa!" [Galvão Bueno, humanizando a pira na abertura das Olimpíadas de Atenas. A criatura se supera na arte de ser uma besta].

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Quem Gil viu, quem Gil vê. Gilberto Gil, o ministro que não trabalha, anda a fins de entrar para a história como o responsável pela volta da censura estatal ao cinema brasileiro. Tem que pegar aquela merda de projeto da Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual e meter no rabo dele. "Meios de controle e fiscalização das atividades cinematográficas e audiovisuais" de cu é rola.

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Quarta-feira, Agosto 11, 2004
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Clitóris. Você tem de enxergá-lo com a cabeça do pau. E com a ponta da língua. Não vale olhar.

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Domingo, Agosto 08, 2004
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São fantásticas as descobertas que a gente faz na cozinha quando não tem quase nada. Anote. Cozinhei macarrão. Tinha um restinho insuficiente de molho de tomate. Preparei dois Um Instante de Caldinho de Feijão e misturei ao molho. Cobri o macarrão com essa mistura. Descobri que fica uma bosta fantástica. Acabo de vomitar.

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Sábado, Agosto 07, 2004
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Vi no hospital o debate dos candidatos a assaltar São Paulo, com a presença daquela que já está assaltando e deseja reassaltar. Estranhamente, meu candidado não compareceu. O Sr Nulo. Talvez tenha fugido ou possua uma estratégia eleitoral diferente, não sei. Mas tudo bem. Já votei em tanta e tanto filho-da-puta na vida, que mesmo fora do debate o Sr Nulo tem o meu apoio. Sou seu correligionário, seu cabo eleitoral e vou dizer uma coisa: já ganhou! Já ganhou!

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Não agüento mais o discurso permanentemente simplista, idiota, inconseqüente, demagogo, irresponsável e mentiroso do Lula. Agora é assim. Abriu a latrina, tasco-lhe o controle remoto. Ele que vá se enfiar com sua baranga na banheira do Airbus. Não ouço mais. Não achei minhas orebas no lixo.

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Meu pai está agora numa semi-intensiva coronariana, esses nomes que o hospital dá aos quartos que têm monitores. Por obra do acaso [e existe acaso?] coube a mim, justo o filho mais relapso e distante [embora o mais carinhoso; sou incapaz de ser autoritário com ele] autorizar sua saída da UTI e acompanhá-lo até o quarto. Foi um privilégio. A maca passando pelo corredor da UTI e as enfermeiras e auxiliares se despedindo dele pelo nome. Ele era, e sabia disso, o paciente mais "antigo" de lá: 15 dias. Só não era o mais velho, e também sabia disso, porque havia um colega de 94 anos. Sabia tudo, meu pai. Da mulher do box em frente. Do cara com septicemia no box 18. Puxava conversa e obtinha informações daqueles que cuidavam dele. Única forma de se distrair e mostrar que estava lúcido. Um dia cheguei lá e uma mulher bonita, visitando um parente, me perguntou se meu pai era um "velhinho fofo" que ela tinha conhecido. E mandou um beijo pra ele. Ao sair da UTI, fui abrindo as portas para a maca e dizendo "adeus, UTI, pra nunca mais voltar, de Deus quiser". E enquanto esperávamos o elevador, percebi uma coisa que nunca tinha visto: meu pai emocionado, os olhos marejados de lágrimas. Comovido com as despedidas. Por sair vivo, talvez. E com uma cara de quem não sabia lidar com aquela emoção. Nunca soube. Nem eu, só aprendi um pouco a duras penas. Amanhã, dia dos pais como dizem, vou estar de novo com ele no turno da tarde. Colocando babador, servindo o rango, ajustando a cama, checando a máscara de inalação, chamando a enfermagem, e - principalmente - conversando com ele. Ouvindo. Mesmo que seja sobre a gravidez da Luana Piovani, que ele estranhou. Também, logo com o namoradinho do Justus?

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Segunda-feira, Agosto 02, 2004
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Eu amo você.

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Lá vai São Francisco
Pelo caminho,
De pés descalços
Tão pobrezinho,
Levando no colo
Jesus Cristinho

[Vinícius de Moraes]Ã

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Domingo, Agosto 01, 2004
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Adoro estacionamentos.

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Ela demonstrou tanto prazer
Em estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação
Que até então não conhecia
De se querer bem
De se querer quem se tem
E ela me faz tão bem
E ela me faz tão bem
Que eu também quero
Fazer isso por ela

[Lulu Santos]

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Obrigado, gente boa. Hoje meu pai comeu pela primeira vez em 11 dias. Um micro-pote de gelatina. Para quem estava há dias em coma induzido, respirando por máquina, é uma grande vitória. Prometo responder a todos os emails pendentes. Valeuz!

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Orkut? Não, Dot Node.

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