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Quinta-feira, Dezembro 22, 2005
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Agradeço a todos que me avisaram ontem e hoje. Soltaram a velhinha, aquela. Meno male. Ré primária, doente terminal de câncer e com 79 anos, ela escapou da prisão perpétua. Quantas outras existirão em condições semelhantes, na Bundolândia? O país do povo bunda, governo bunda e justiça vagabunda.
Sergio
Faria...4:48 PM
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Terça-feira, Dezembro 20, 2005
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Detesto fim de ano, odeio.
Sergio
Faria...3:54 PM
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Sexta-feira, Dezembro 16, 2005
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Hoje é a estréia do gulirão. Trailer aqui.

Sergio
Faria...10:15 AM
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Quinta-feira, Dezembro 15, 2005
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Post longo para quem curte o Crumb e não joga dinheiro fora assinando Uol ou Falha de SP. Entrevista ao Marco Aurélio Canônico [será que é parente do vinho canônico?], publicada hoje. O Crumb curte o Pixinguinha, magina você. Baixe o livro Minha Vida aqui. A senha é rapadura.
"A aversão do cartunista norte-americano Robert Crumb, pai dos quadrinhos underground e celebridade mundial, desde a década de 70, ao contato com a imprensa cresceu na mesma proporção que sua fama. "Ser importunado por malditos jornalistas é um pesadelo. Desenvolvi um tremendo desprezo por jornalistas e gente de mídia. Acho que sou ingrato, né?", analisa ele em um dos textos autobiográficos que, somados a inúmeras histórias em quadrinhos centradas em si mesmo, compõem o recém-lançado álbum "Minha Vida".
"Mas toda essa conversa é apenas uma das faces - a exagerada e bravateira - do personagem complexo que é Crumb, 62. Mesmo com sua editora avisando que o artista não daria entrevistas, quando ele finalmente atende ao telefonema da Folha, após sua mulher, Alice, fazer a gentileza de resgatá-lo de seu refúgio nas montanhas francesas, o homem que responde às perguntas é um sujeito calmo, risonho e que fala muito sobre qualquer coisa. Na conversa entram em pauta sua vida, seu projeto atual (uma versão ilustrada do Gênesis), os recentes distúrbios sociais franceses e seu apreço pela música instrumental de Pixinguinha."
Sua mulher me disse que o senhor estava isolado numa cabana, preparando seu próximo livro. Esse é seu método de trabalho?
CRUMB - Não costumava ser necessário me isolar, mas agora é porque sou muito popular, tem muita gente atrás de mim o tempo todo. Então, se eu quiser produzir bastante e me concentrar sem interrupções, é o que eu tenho que fazer.
E quando foi tomada a decisão de se esconder?
CRUMB - Há cerca de seis meses. Um ano e meio atrás eu aceitei fazer um trabalho de grandes proporções, 200 páginas. Assinei contrato com a editora, disse que entregaria a obra em uns dois ou três anos, eles começaram a me pagar, mas eu simplesmente não conseguia começar a produzir por causa dessa loucura de gente me procurando a toda hora. Então Aline teve essa idéia de me isolar numa cabana para que eu pudesse produzir, e funcionou.
E sobre o que é seu próximo trabalho?
CRUMB - Estou fazendo uma versão ilustrada do Gênesis.
Comprando briga com os religiosos?
CRUMB - Estou andando em uma linha muito estreita. Não estou fazendo piadas sobre o livro, mas, ao mesmo tempo, não acredito que é a palavra de Deus, então não tenho reverência por ele. Sigo uma linha entre essas duas posições, o que é difícil porque me sinto tentado a fazer piadas.
O senhor manteve o texto original?
CRUMB - Cada palavra. Estou usando basicamente a versão judaica, a Torá, que é muito próxima da versão cristã, mas um pouco mais precisa, porque vários sábios judeus estudaram a versão mais antiga possível, escrita em hebraico, tentando encontrar o significado real das palavras.
É um livro aberto a interpretações?
CRUMB - Exato. E minha versão é bem direta, até agora. Ainda que haja alguma nudez nela, não fiz nada muito chocante. Adão e Eva não usavam roupas, então os desenhei andando nus, mas não os mostrei transando ou algo do tipo. O que vai surpreender as pessoas, e me surpreendeu quando eu li, é a quantidade de coisas estranhas que estão no texto e que eu vou ilustrar detalhadamente.
O senhor teme algum tipo de protesto causado pela obra?
CRUMB - É claro que algumas pessoas vão criticar, mas é um tipo de gente a que você nunca consegue agradar. Não ligo para elas. Ainda não tenho certeza se, em algum ponto, vou desenhar alguma cena que torne o livro inapropriado para menores. Porque há algumas passagens que eu não defini como mostrar - por exemplo, como quando Onan decide não ejacular dentro de sua esposa e derrama sua semente no chão.
O senhor acha que "Minha Vida" decifra Robert Crumb?
CRUMB - Não sei se os leitores vão entender quem eu sou, mas, no meu trabalho, sou bastante aberto sobre mim mesmo. Não fiz segredo de nada, todas as minhas obsessões estão lá. Sou muito mais sincero sobre o que sinto nos desenhos do que na vida real.
Em determinado momento do livro o senhor diz que qualquer um pode ser um cartunista. Sua profissão não requer talento?
CRUMB - A idéia que eu tentei passar é a de que as pessoas não deveriam desistir de serem cartunistas por acharem que não têm um talento inato. A quantidade de entusiasmo que você tem pelo trabalho e a quantidade de esforço que coloca nele são o que fazem funcionar. Sirvo de exemplo: meu irmão Charles me forçava a desenhar muito quando criança, e foi isso que me fez criar histórias e pegar o gosto pela coisa.
O senhor se representa em seus personagens?
CRUMB - Sim, todos são partes de mim. As pessoas me perguntam por que não desenhei cartuns sobre Nixon ou Reagan, ou Bush agora, e eu respondo que a única coisa sobre a qual consigo falar é sobre mim mesmo.
Mas agora o senhor está ilustrando o Gênesis. O que isso tem de representação pessoal?
CRUMB - Talvez eu tenha me cansado de falar sobre mim mesmo.
Então há esperança de vermos quadrinhos sobre política?
CRUMB - Não. Eu sou tão completamente alienado e desiludido com a política atualmente que não conseguiria fazer quadrinhos sobre políticos ou coisas assim.
O senhor se mudou para a França cansado da vida e da política dominante nos EUA. Mas a Europa também teve recentemente a onda de protestos de imigrantes pobres. A situação não parece estar muito boa no continente.
CRUMB - Em geral, essa nova geração de imigrantes islâmicos tem tido muita dificuldade em se adaptar à cultura francesa. E a França não acredita que deva mudar sua cultura para abarcar os valores islâmicos, pois não acredita nos valores dessa cultura. No fim das contas, acho que os jovens vão se adaptar aos valores franceses, que são muito melhores, mais civilizados e democráticos do que os do Marrocos ou da Argélia, por exemplo. Quando minha filha, Sophie, tinha 12 anos, convivia com garotos muçulmanos na escola, e eles costumavam recorrer à violência para resolver conflitos muito mais do que os garotos franceses. Isso é porque há muita violência na cultura deles, são notórios aqui os casos de garotas muçulmanas que apanham de seus pais, de seus irmãos, por ousarem sair com garotos franceses. Mas os garotos árabes se sentem livres para saírem com garotas francesas. É um grande choque de culturas, mas eles vão se adaptar, vão aprender a viver em uma sociedade que é mais evoluída em termos educacionais.
Mas é com esse tipo de discurso que o presidente Bush justifica sua luta contra o "império do mal", os "inimigos da democracia". O senhor não teme se aproximar tanto dele, ideologicamente?
CRUMB - Bom, eles podem apontar esses detalhes culturais, que são verdadeiros, em parte, mas isso não é razão para uma invasão militar de outro país. Deixe que eles resolvam sua cultura como quiserem. Desde que não interfiram com a cultura dos outros, não devemos interferir com a deles.
Em "Minha Vida" o senhor fala sobre seu gosto peculiar por música do começo do século passado. Ainda continua assim?
CRUMB - Tenho ouvido muita música antiga. E descobri discos brasileiros antigos que são fabulosos, maravilhosos, das décadas de 20 e 30. Ótima música, alguns cantores com bandas, algumas bandas com sopros, outras só com cordas. E tem esse excelente flautista negro, Pixinguinha, que é maravilhoso. Me interessei muito pelos discos, mas é difícil achar LPs brasileiros por aqui.
Sergio
Faria...4:17 PM
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Tudo que eu quero nessa pauleira de fim de ano é boquete. [Valeu, Sergio Milani]
Sergio
Faria...11:47 AM
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Terça-feira, Dezembro 13, 2005
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Elimine os retoques e veja o que sobra da modelo. [Dica do BB]
Sergio
Faria...2:54 PM
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O capitalista Lula e o capitalista Ervilha Palocci [trambiqueiro da merenda escolar de Ribeirão Preto/SP, lembra? Claro que não.] são os queridinhos dos banqueiros. Este ano, os bancos lucraram no Brasil (só até setembro) R$ 19,6 bilhões. Isso é 40% mais do que em 2004. Na tentativa de reelegar o pelegão-chefe, adivinhe de onde jorrará a grana mais grossa do próximo caixa 2.
Sergio
Faria...2:26 PM
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Publicidade da prefeitura do Serra. Acabei de ver na traseira de um ônibus: OS BENEFÍCIOS SÃO PERMANENTES, OS TRANSTORNOS SÃO PASSAGEIROS. Sem comentários. Comentar o quê? A imbecilidade humana?
Sergio
Faria...2:05 PM
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Quinta-feira, Dezembro 08, 2005
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Hoje seguiu para a justiça federal a denúncia contra 7 implicados nos trambiques da Daslu, entre eles Eliana Tranqueira e seu irmão Antonio Carlos Pivete de Albuquerque. Os crimes: sonegação fiscal, contrabando, crime contra a ordem tributária, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Enquanto isso, as meninas da Daspu ganham a vida honestamente. Viva a Daspu.
Sergio
Faria...3:14 PM
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Quarta-feira, Dezembro 07, 2005
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Hoje acaba o prazo que a Daslu deu à Daspu para deixar de usar sua marca tão criativa. Eliana Tranqueira, a sonegadora proprietária da espelunca chique onde 10 entre 10 peruas paulistas torram a grana dos maridos babacas bacanas, considera a Daspu "um deboche que denigre a Daslu". Então tá.
Eu também advogo o fim da Daspu. Porque a Daslu pode denegrir a imagem das putas. Que correm o risco de encarar receita federal, receita estadual, polícia militar, polícia civil e polícia federal, como rolou com dona Tranqueira. Depois, tem o seguinte. Puta por puta, prefiro as profissas. As amadoras que freqüentam a Daslu cobram muito caro e a gente ainda acaba pegando uma doença venérea.
Sergio
Faria...6:10 PM
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Terça-feira, Dezembro 06, 2005
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Sabe aquela senhora que eu falei aqui? Ex-bóia-fria enfiada na cadeia com 79 anos, doente terminal de câncer nos ovários e intestinos, 40 quilos de peso? Foi a julgamento, finalmente [foto acima]. Viajou num furgão da polícia, carregando a bolsa de colostomia. Negaram até ambulância. Como não era o Zedirceu nem o Maluf, os juízes lhe tascaram 4 anos de prisão em regime fechado. Saiu do fórum chorando e vai morrer na cela. Bom dia para você, cidadão brasileiro.
Sergio
Faria...9:48 AM
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Segunda-feira, Dezembro 05, 2005
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 Bonner Simpson, segundo Gustavo Sousa [no BB]
Você vê o Jornal Nacional? Então você é o Homer Simpson, segundo o William Mané Bonner. Leia na CartaCapital.
Sergio
Faria...2:57 PM
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Sergio
Faria...10:20 AM
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Sexta-feira, Dezembro 02, 2005
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O primeiro transplante de rosto da história já rolou na França. Maurício Kubrusly acompanha o assunto com vivo interesse.
Sergio
Faria...4:10 PM
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Trecho de entrevista do presidente do STF, o zedirceuzista Nelson Jobim, ao blog do Moreno:
"Ninguém, em sã consciência e despido de interesses alheios ao bom Direito, faz críticas às decisões da Corte como as que foram disparadas nos últimos dias."
Ninguém o caralho, eu faço.
Sergio
Faria...3:26 PM
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Hoje é o Dia Nacional do Samba. Leio que o samba-de-roda do recôncavo baiano foi tombado pela Unesco como obra-prima do patrimônio oral da humanidade. Pra mim, obra-prima do patrimônio oral é a boca de uma certa mulher. Que me chupa tesudamente, depois de me dar seu lindo recôncavo.
Sergio
Faria...9:58 AM
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Quinta-feira, Dezembro 01, 2005
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Quando o RH de uma empresa te disser "somos uma família", melhor vazar. Não tem coisa mais complicada e pouco recomendável do que família.
Sergio
Faria...5:33 PM
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