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CATARRO VERDE

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ASSIM É, SE LHE PARECE.

[Pirandello]



BLOG MAL E PORCAMENTE
ESCRITO DESDE 2001 POR SERGIO FARIA,
GINECO-PROCTOLOGISTA AMADOR,
ADVENTISTA DO 7º DÍGITO,
TRESBESTERIANO E DEVOTO
DE SANTA IGNORÂNCIA.

MELHOR VISUALIZADO
POR QUEM NÃO É CEGO.







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Primeira lição
de informática:

software é aquilo
que você xinga,

hardware é aquilo
que você chuta
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Terça-feira, Janeiro 31, 2006
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A bucetinha mais bem lavada do bbb6 é a da Mariana. Ontem, 10 da noite, ela ficou 5 minutos lavando a buceta embaixo do chuveiro da piscina. Depois tirou a mão de dentro do biquíni, deu um tempo e mandou repeteco: mais uns 2 minutos de tchecotcheco. Só não entendi o desprezo pelo cuzinho: não dedicou a ele mais do que 10 segundos.

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Pessoas que eu gostaria de dar um tiro no cu. Todas as que falam "em rede nacional" e "rede mundial de computadores". Vão falar pomposamente na puta que o pariu.

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Segunda-feira, Janeiro 30, 2006
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A fins de publicar seu livro? Já ouviu falar em consórcio para publicar livro? Essas e outras estão no novo site que o chapinha Brancoleone inventou: Inteligência Ltda. O Branco é bom da zidéia, deve ser a cachaça:)


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Sexta-feira, Janeiro 27, 2006
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Monumento pra mim é isso.


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Palocci é um monumento de sinceridade e inteligência, disse o Lula. E você é um monumento à mentira, safadeza, corrupção, inconseqüência, deslumbramento, irresponsabilidade, burrice, ignorância, vagabundagem, cinismo, incompetência e falta de vergonha na cara, digo eu.

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Quinta-feira, Janeiro 26, 2006
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Veja = bosta
IstoÉ = bosta
CartaCapital = bosta, depois que virou panfleto contra o Daniel Dantas
Época = bosta, já nasceu bosta

Revista semanal no Brasil é sinônimo de bosta. Só os anunciantes ainda não perceberam.

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Terça-feira, Janeiro 24, 2006
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Segunda-feira, Janeiro 23, 2006
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Sabe o ex-juiz de futebol Edílson Pereira de Carvalho, membro da quadrilha que manipulou jogos do Campeonato Brasileiro 2005? Acaba de receber um prêmio da Rádio Mix FM. Vai ser comentarista da Copa. Então você já sabe. Mix FM, credibilidade zero.

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Sexta-feira, Janeiro 20, 2006
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Agora é proibido por lei "educar" criança e adolescente na porrada. Demorô. E muito.

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Quarta-feira, Janeiro 18, 2006
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Ronald McDonald dá o cu.

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Terça-feira, Janeiro 17, 2006
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Pra não dizer que não falei das flores.


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Sem tempo pra nada.

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Sexta-feira, Janeiro 13, 2006
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Sexta treze janeiro. Catarro Verde, 5 anos passando a mão na bunda do guarda.

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Quinta-feira, Janeiro 12, 2006
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Quinta-feira, 19 de janeiro, 19h, na Fnac Pinheiros, lançamento do álbum A Caixa de Areia, do Mutarelli. Todo mundo lá.

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Pra quem não assina Uol nem Falha de S. Paulo, mas gosta de ler o Caligaris.

O ABORTO DOS OUTROS
[Contardo Caligaris]

No suplemento ao volume 12 (novembro 2004) de "Reproductive Health Matters" (questões de saúde reprodutiva, www.rhmjournal.org.uk), foi publicada uma pesquisa sobre a reação dos ginecologistas-obstetras brasileiros à gravidez não desejada. Os autores são Aníbal Faúndes (Cemicamp e Unicamp), Graciana Alves Duarte (Cemicamp), Jorge Andalaít Neto (Febrasgo) e Maria Helena de Sousa (Cemicamp). O Cemicamp é o Centro de Pesquisas Materno-Infantis de Campinas e a Febrasgo é a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Em 2003, um questionário foi distribuído aos 14.320 ginecologistas-obstetras da Febrasgo. Desses, 4.270 responderam: uma amostragem significativa.

Depois de registrar a idade, a situação familiar, as opiniões sobre o aborto e a relevância da fé religiosa do médico entrevistado, o questionário perguntava qual seria sua reação diante de uma paciente que não quisesse continuar sua gravidez por razões diferentes das que a lei brasileira permite (estupro e risco de vida para a mãe). A alternativa era ajudar (praticar o aborto, encaminhar para um colega que praticaria, explicar o uso do abortivo Cytotec) ou recusar a ajuda. Eram propostas duas situações: com uma paciente "qualquer" e com uma parente. Enfim, o questionário perguntava ao médico: "Se você é mulher, já teve uma gravidez absolutamente não desejada e sentiu que um aborto era necessário? O que você fez?". Ou, então: "Se você é homem, aconteceu que sua parceira tivesse uma gravidez absolutamente não desejada e sentisse que um aborto era necessário? O que ela fez?".

A pesquisa constatou que a conduta do médico depende de suas opiniões sobre a prática do aborto, e pouco importa que a paciente seja ou não membro da família do profissional. Agora, quando a gravidez não desejada é a da própria médica ou da parceira do médico, a coisa muda. Só uma pequena percentagem dos entrevistados tinha vivido pessoalmente uma situação em que um aborto parecesse necessário. Mas, nesse grupo reduzido, 70% dos que se declaravam contra o aborto por razões de consciência escolheram interromper a gravidez. Os autores comentam: "A atitude dos médicos muda quando o dilema de uma gravidez não desejada os afeta diretamente". "Mesmo que fossem fortemente opostos ao aborto, provavelmente eles entenderam sua situação como "excepcional" (...) O que talvez eles não percebam é que, para cada mulher que passa por um aborto, as circunstâncias são excepcionais".

Claro, o "rigor" moral é facilmente praticável quando ele se aplica aos outros e não à gente. Mas não quero estigmatizar a "hipocrisia" de quem é "contra" o aborto e abre uma exceção quando o problema surge em casa. Como os autores da pesquisa, considero que qualquer situação de vida é "excepcional", inclusive a do médico que abre uma exceção só para si ou para sua parceira. Essa disposição a conceber o indivíduo como "exceção" é hoje facilmente criticada por ser "permissiva" ou imoral: se cada caso é um caso, regras e preceitos valem pouco ou nada, não é? Pode ser, mas o pensamento moral de quem lida com casos, todos únicos, é sempre mais complexo e profundo do que o pensamento de quem lida com princípios. Acho estranho, aliás, que a unicidade da experiência humana seja freqüentemente invocada apenas como uma atenuante ("Desculpe-me, pois minha história é diferente") e não promovida como um valor: a grandeza da inquietude moral moderna consiste justamente na capacidade de reconhecer que pode haver regras, mas, antes disso, há, sobretudo, casos.

Acho estranho, mas não deveria, pois esse é só um exemplo de uma mudança que é urgente entender. Voltemos ao aborto: até 20 anos atrás, o debate opunha dois ideários. Os que eram contra invocavam sua fé religiosa, a vida como valor absoluto, a necessidade de manter (pelo peso das conseqüências) a "seriedade" das relações sexuais, a existência de uma alma subjetiva desde a concepção. Os que eram a favor promoviam o direito de as mulheres disporem de seu corpo, o direito de cada criança ser desejada ou aceita no mundo (pela racionalidade do planejamento familiar), o direito ao prazer dos corpos sem a intenção reprodutora. Enfrentavam-se sistemas de valores opostos, mas ambos positivos, afirmativos.

Ora, nos últimos anos, os "progressistas" parecem ter perdido a confiança em seu próprio ideário. Talvez por ressaca do sonho socialista (mas essa explicação começa a cansar), os ideais libertários nascidos nos anos 60 e 70 não são mais vividos e promovidos como um conjunto de valores positivos, capazes de dar forma a uma sociedade. O debate mudou de cara: aparentemente, os valores tradicionais enfrentam não valores opostos, mas só sua própria crise. Ou seja, o debate entre morais diferentes se transformou em debate entre a moralidade tradicional e seus fracassos.
Talvez a dita pós-modernidade seja isto: um desânimo dos valores libertários, que não conseguem mais se apresentar como valores. Com isso, cada vez mais, os valores tradicionais encontram apenas, como oposição, uma espécie de hedonismo envergonhado.

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Quarta-feira, Janeiro 11, 2006
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O Brasil é o país da restauração. O foder público tupiniquim não conhece manutenção nem conservação, seja de estradas, ruas, monumentos ou prédios históricos. Esperam tudo afundar na buraqueira ou cair aos pedaços e então restauram, reformam, quase sempre em caráter de urgência urgentíssima. Sem licitação, naturalmente. Bundolândia, teu nome é Brasil.

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Suicídio, volver!



Por que tanta pompa e circunstância pra receber o presunto de um general suicida? Por que honras militares, 8 batedores, 16 pára-quedistas, presença de presidente, ministro da defesa e o escambau, se o cara vestiu uma bermuda, puxou o carro do Haiti e deixou a merda toda sem comando? Do ponto de vista estritamente militar não teria sido um ato irresponsável, covarde até? E que cazzo estamos fazendo no Haiti? Brincando de guerrinha? Por que o Lula não manda o exército tapar os buracos das estradas, em vez de mandar aquele ministrinho de merda contratar empreiteiras sem licitação?

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Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de Baden Baden pra gelar, muda a roupa de cama
Eu tô voltando

Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar porque eu tô voltando

Dá uma geral, faz um bom defumador, enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor, vai pegando uma cor
Que eu tô voltando

Faz um cabelo bonito preu notar
Que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar, pode se preparar porque eu tô voltando

Põe prá tocar na vitrola aquele som, estréia uma camisola
Eu tô voltando
Dá folga pra empregada, manda a criançada pra casa da avó
Que eu tô voltando

Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero lá lá lá iá, lá lá lá lá lá iá, porque eu tô voltando

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Primeiro tocaram Mozart. Depois colocaram um shwarma, gororoba de carne de carneiro, na cabeceira do Sharon pra ver se ele acordava estimulado pelo cheiro. Agora os médicos do hospital Hadassah sugeriram que a família trouxesse sons de guerra pro moribundo ouvir. Pode funcionar. Se colocarem os gritos de dor e desespero das mulheres e crianças massacradas por Sharon ao longo de sua história militar, quem sabe ele acorda babando, a fins de mais um genocídio?

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Calor siderúrgico. Até elefante na bunda sua.

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Mete logo o dedo no cu do Sharon que ele acorda!

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